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PIM VIII   MAGAZINE LUIZA

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planejamento para uma 
empresa estão descritos abaixo: 
1. Realizar um detalhado diagnostico estratégico. 
2. Elaborar a visão da empresa. 
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3. Estabelecer as regras de ação e as metas quantitativas. 
4. Criar os mecanismos de controle e avaliação. 
“O planejamento estratégico é um projeto posterior processo dinâmico, 
sistêmico, coletivo, participativo e continuo, para a determinação dos objetivos, 
estratégias e ações da organização”. (REZENDE, 2018, p. 48). 
O Magazine Luiza é uma empresa que adota o planejamento estratégico, 
além de se organizar quando mobiliza uma grande promoção, vemos esta atitude 
todos os dias pela manhã, nas reuniões matinais, onde são definidas metas 
quantitativas, estratégias de atendimento e vendas, onde reforçam a visão da 
empresa, que diz ser o grupo mais inovador do varejo nacional, onde oferece 
diversas linhas de produtos e serviços, tem a premissa de estar onde, quando e 
como o cliente desejar, ter um atendimento diferenciado e preços competitivos. O 
retorno dessas ações podem ser vistos através dos canais de comunicação da 
empresa, como Portal Luiza, Avaliação 360°, Pesquisas de Clima, entre outros. “É 
elaborado por meio de diferentes e complementares técnicas administrativas com o 
total envolvimento das pessoas da organização e eventualmente de pessoas do 
meio ambiente externo à organização”. (REZENDE, 2018, p.48). 
No Brasil, chamada por algumas pessoas de FOFA, a análise SWOT, 
significa Forças, Ameaças, Fraquezas e Oportunidades. É muito utilizada no 
planejamento estratégico das empresas ou de novos projetos, e consiste na 
realização de um diagnóstico completo sobre o negócio e o ambiente que o cerca. 
Segundo Keuyver (2007, p. 88) “A análise SWOT – avaliação dos pontos fortes, 
pontos fracos, oportunidades externas e ameaças de uma empresa – é uma 
ferramenta útil para gerar uma lista de fatores para consideração estratégica”. 
A fim de gerar valor e conhecer as demandas de seus diversos públicos, o 
Magazine Luiza busca um relacionamento constante com suas partes interessadas 
por meio de canais de diálogo permanentes com colaboradores, clientes e 
acionistas. A identificação dos principais stakeholdes (público estratégico) da 
companhia considera a extensão dos impactos positivos e negativos do Magazine 
Luiza sobre os diferentes setores da sociedade e o potencial de impacto dos 
públicos sobre a empresa. Assim, a lista inclui clientes, fornecedores comunidade, 
fóruns setoriais, organização não governamentais e entidades do governo, 
acionados de forma periódica pela companhia. Adicionalmente, a fim de promover 
melhorias setoriais nas áreas em que atua, o Magazine Luiza participa ativamente 
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de fóruns de discussão e de organizações como IBHE (Instituto Brasileiro de 
Hospitalidade Empresarial) e IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo). 
Figura 3 – Análise Swot 
 
Fonte: Apostila Planejamento Estratégico (2012, p. 48) 
Devemos observar as preferências de mercado, os desejos não satisfeitos 
dos consumidores, as deficiências dos produtos, as mudanças e as 
tendências do mercado e da sociedade e, por fim, o desenvolvimento da 
intuição e do feeling do empreendedor. (SERTEK, 2012, p. 152). 
A seguir, serão apresentadas a filosofia de cada escola em relação à 
formação de estratégia. Segundo Nogueira (2014, p. 15) “...Escolas de Estratégias, 
são formas de pensamento que nos ajudam, quando consideradas em conjunto, a 
obter uma compreensão mais ampla com relação à estratégia das organizações”. 
 Escola do Design: “A escola do Design sugere que a estratégia de uma 
organização deve ser elaborada a partir de uma análise do ambiente interno à 
empresa em comparação a seu ambiente externo”. (NOGUEIRA, 2014, p. 15). 
 Escola do Planejamento: “... defende que a estratégia deve ser criada 
em momento posterior ao da definição dos objetivos. Inicialmente, você deve definir 
aonde quer chegar e depois elaborar um caminho para chegar lá”. (NOGUEIRA, 
2014, p. 16). 
 Escola de Posicionamento: “[...] se refere a complementar o processo 
de criação da estratégia com sugestões de ação. Sendo assim, conseguimos ir mais 
além do processo da estratégia e começamos a adentrar mais profundamente a 
prática”. (NOGUEIRA, 2014, p. 18). 
 Escola Empreendedora: “A ideia central dessa abordagem é o olhar 
visionário do empreendedor. É dele que partem as ideias inovadoras essenciais para 
a formulação da estratégia empresarial”. (NOGUEIRA, 2014, p. 19). 
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 Escola Cognitiva: “[...] essa escola do pensamento estratégico procura 
entender o que se passa na cabeça do visionário estratégico durante o processo de 
formulação da estratégia”. (NOGUEIRA, 2014, p. 20). 
 Escola do Aprendizado: 
[...] sugere que boa parte do planejamento realizado nas organizações 
nunca chega a ser efetivamente praticado, uma vez que há escassez de 
tempo e recursos para isso. Sendo assim, a estratégia acaba sendo 
moldada por situações emergenciais, diante das quais o líder se vê 
obrigado a apresentar uma posição ou decisão mais pontual. (NOGUEIRA, 
2014, p. 22). 
 Escola do Poder: 
[...] parte do pressuposto de que esse mesmo raciocínio é reproduzido nas 
organizações quando estratégias são formuladas. Como indivíduos levam 
em consideração seus interesses pessoais, nem sempre os objetivos da 
organização são fatores prioritários quando uma estratégia é formulada. 
(NOGUEIRA, 2014, p. 24). 
 Escola cultural: “O principal diferencial dessa escola da estratégia em 
relação às demais é que ela enfatiza a importância das formas consolidadas de agir 
e pensar na execução e concepção de uma estratégia”. (NOGUEIRA, 2014, p. 26). 
 Escola Ambiental: “Para essa escola, o ambiente no qual a 
organização se situa representa o principal fator de influência na formação da 
estratégia empresarial”. (NOGUEIRA, 2014, p. 27). 
 Escola da Configuração: 
Na escola da Configuração, o processo de formação estratégica ocorre por 
meio da combinação de dois conceitos principais: configuração, que 
representa os estados da organização e do seu ambiente externo; e 
transformação, que representa o processo de adaptação de um estado para 
o outro, processo que representa a definição da estratégia em si. 
(NOGUEIRA, 2014, p. 29). 
O Magazine Luiza se encaixa na “Escola Empreendedora” por ter uma líder 
que conseguiu expandir a empresa, modificar as formas de administração, possui 
ações visionárias, é uma empreendedora de sucesso. 
Figura 4 – Escola Empreendedora 
 
Fonte: NOGUEIRA (2014, p. 19). 
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4. SISTEMAS PARA OPERAÇÕES DE RECURSOS HUMANOS 
O Magazine Luiza possui ao todo, dentro do país 3 escritórios. Um na Vila 
Guilherme, na capital de São Paulo, outro em Franca, interior do mesmo estado, e 
um terceiro em João Pessoa, capital da Paraíba. O escritório da Vila Guilherme, que 
fica na Marginal Tiête, a equipe trabalha em um ambiente aberto, que é separado 
por áreas. A ideia é facilitar a comunicação entre todos. Toda a diretoria também, 
possui espaços transparentes e de portas abertas. Na entrada do escritório, os 
funcionários de destaque do mês ficam expostos para toda a equipe e visitantes. 
Em dezembro de 2017, o Magazine Luiza foi uma das primeiras empresas a 
contratar funcionários pela nova modalidade criada pela lei trabalhista, de forma 
intermitente. Segundo Cândido (2013, p. 28) “o contrato de temporário também é 
uma espécie de contrato por prazo determinado, porém ele está previsto na Lei n° 
6.019/74 e não na CLT”. Esses empregados atuam apenas quando são convocados 
e o salário varia de acordo com o número de horas trabalhadas – o que permite, no 
caso do varejo, a contratação de profissionais para prestar serviços em