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13 - Na(s) questão(ões) a seguir, escreva nos parênteses (V) se a afirmação for verdadeira ou (F) 
se for falsa. 
 
 "Grande foi a sensação do beijo; Capitu ergueu-se, rápida, eu recuei até a parede com uma 
espécie de vertigem, sem fala, os olhos escuros. 
Quando eles me clarearam, vi que Capitu tinha os seus no chão. Não me atrevi a dizer nada; 
ainda que quisesse, faltava-me língua. Preso, atordoado, não achava gesto nem ímpeto que me 
descolasse da parede e me atirasse a ela com mil palavras cálidas e mimosas." 
 (Dom Casmurro, Machado de Assis) 
 
Em "Quando eles me clarearam..." (Texto), a concordância verbal atende à norma padrão, o 
mesmo acontecendo em: 
( ) O beijo, o suspiro, tudo se tornou motivo de enlevo para o par. 
( ) Haverão sempre amuos entre enamorados. 
( ) Encontra-se pares enamorados no salão de danças. 
( ) O casal, no jardim de mansão, trocavam palavras cálidas e mimosas. 
( ) Bastava um gesto, um ímpeto, para que ela me perdoasse. 
 
 
 
 
14 - Um cão, apenas 
 
Subidos, de ânimo leve e descansado passo, os quarenta degraus do jardim - plantas em 
flor de cada lado; borboletas incertas; salpicos de luz no granito -, eis-me no patamar. E a meus 
pés, no áspero capacho de coco, à frescura da cal do pórtico, um cãozinho triste interrompe o seu 
sono, levanta a cabeça e fita-me. É um triste cãozinho doente, com todo o corpo ferido; gastas, as 
mechas brancas do pelo; o olhar dorido e profundo, com esse lustro de lágrima que há nos olhos 
das pessoas muito idosas. Com um grande esforço acaba de levantar-se. Eu não lhe digo nada; 
não faço nenhum gesto. Envergonha-me haver interrompido o seu sono. Se ele estava feliz ali, eu 
	
  	
  	
  	
   	
  	
  
 
 
 
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Redação - Exercícios 
 
 
não devia ter chegado. Já que lhe faltavam tantas coisas, que ao menos dormisse: também os 
animais devem esquecer, enquanto dormem... 
Ele, porém, levantava-se e olhava-me. Levantava-se com a dificuldade dos enfermos 
graves: acomodando as patas da frente, o resto do corpo, sempre com os olhos em mim, como à 
espera de uma palavra ou de um gesto. Mas eu não o queria vexar nem oprimir. Gostaria de 
ocupar-me dele: chamar alguém, pedir-lhe que o examinasse, que receitasse, encaminhá-lo para 
um tratamento... Mas tudo é longe, meu Deus, tudo é tão longe. E era preciso passar. E ele 
estava na minha frente inábil, como envergonhado de se achar tão sujo e doente, com o 
envelhecido olhar numa espécie de súplica. 
Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta 
humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens. 
Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma 
dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e 
as suas rampas, com as plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no 
granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado 
esquerdo, desapareceu. 
Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza 
e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas 
inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede; e eu nada fiz por ele; amei-o, 
apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim 
humilhado, e tão digno, no entanto, como alguém que respeitosamente pede desculpas de ter 
ocupado um lugar que não era seu. 
Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E 
há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão. 
(MEIRELES, Cecília. Ilusões do mundo: Crônicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982, p. 16-17) 
 
Assinale C ou E conforme estejam certas ou erradas as frases 
1) Muitos de vós sereis como este cãozinho. 
2) E como este, há muitos cãezinhos andrajosos no mundo. 
3) Dali até a casa do cãozinho é duzentos metros. 
4) Não fui eu quem socorreu o cãozinho. 
5) Qual de nós poderemos socorrer o cão? 
a) Justifique sua resposta ao item 4. 
b) Escolha UMA dentre as quatro restantes e justifique sua resposta. Indique o item 
escolhido. 
 
 
15 - Está certa a concordância verbal de: 
a) DEIXARAM DE HAVER conflitos amorosos entre eles. 
b) A maioria das pessoas AMAM inconscientemente. 
c) Honduras FICAM na América Central. 
d) Qual deles NAMORAM mais. 
 
	
  	
  	
  	
   	
  	
  
 
 
 
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Redação - Exercícios 
 
 
 
16 - Soneto de separação 
 
De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 
 
De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 
 
De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente 
 
Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente. 
 
(Vinícius de Morais) 
 
 "De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama" 
 
Com a palavra “vento” no plural escreveríamos obrigatoriamente assim: 
a) De repente da calma fez-se os ventos / Que dos olhos desfizeram a última chama 
b) De repente da calma fizeram-se os ventos / Que dos olhos desfez a última chama 
c) De repente da calma fizeram-se os ventos / Que dos olhos desfizeram a última chama 
d) De repente da calma fez-se os ventos / Que dos olhos desfez a última chama 
e) De repente da calma fazem-se os ventos / Que dos olhos desfaz a última chama 
 
 
17 - "Fez-se de triste "o" que se fez amante". 
 Com a palavra entre aspas no plural, escreveríamos obrigatoriamente assim: 
a) Fizeram-se de tristes os que se fizeram amantes 
b) Fizeram-se de triste os que se fez amante 
c) Fez-se de triste os que se fizeram amantes 
d) Fez-se de triste os que se fez amante 
e) Fez-se de tristes os que se fizeram amantes 
 
 
	
  	
  	
  	
   	
  	
  
 
 
 
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Redação - Exercícios 
 
 
18 - Se não houvesse montanhas! 
 Se não houvesse paredes! 
 Se o sonho tecesse malhas 
 e os braços colhessem redes! 
 
 Se a noite e o dia passassem 
 como nuvens, sem cadeias, 
 e os instantes da memória 
 fossem vento nas areias! 
 
 Se não houvesse saudade, 
 solidão nem despedida... 
 Se a vida inteira não fosse, 
 além de breve, perdida! 
 
 Eu tinha um cavalo de asas, 
 que morreu sem ter pascigo. 
 E em labirintos se movem 
 os fantasmas que persigo. 
 (Canções - Cecília Meireles) 
 
Julgue os itens Verdadeiros ou Falsos: 
 
( ) Trocando o verbo haver (v. 1) pelo verbo existir, ficaria: Se não existisse montanhas. 
( ) O sujeito do verbo haver no segundo verso é paredes. 
( )As formas verbais houvesse (v. 1) e tinha (v. 13) estão no mesmo tempo, mas não no 
mesmo modo. 
 
19 - "Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil." As gramáticas diriam 
que esta flexão verbal está correta porque o sujeito é composto: 
a) de diferentes

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