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circunstância que sempre a agrava, quando não constituir ou 
qualificar o crime. 
318. Errado. Conforme leciona o parágrafo 2º, do art. 28, do Código 
Penal, a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por 
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao 
tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
Assim, a embriaguez involuntária incompleta do agente é causa de 
redução de pena. 
319. Correto. A menoridade penal é causa absoluta de presunção de 
inimputabilidade. No caso da prática de um ilícito, os menores de 18 
anos estarão sujeitos às medidas do Estatuto da Criança e do 
Adolescente (ECA). 
320. Errado. Conforme dispõe o art. 28, II, do Código Penal, a 
embriaguez voluntária não exclui ou atenua a pena. 
321. Errado. Os silvícolas, que nada mais são do que os índios, nem 
sempre serão inimputáveis, pois isto dependerá da análise do grau de 
assimilação dos valores sociais, a ser revelado por exame pericial. 
Da conclusão da perícia, o silvícola poderá ser imputável, se integrado à 
vida em sociedade; semi-imputável, no caso de estar dividido entre o 
convívio na tribo e na sociedade; e inimputável, quando está 
completamente inadaptado, ou seja, fora da sociedade. 
Como a questão trata do silvícola inadaptado, trata-se de um caso de 
inimputabilidade. 
322. Correto. Segundo pacífica doutrina e jurisprudência, o surdo-
mudo, ao completar 18 anos, presume-se imputável, aplicando-se a ele 
as mesmas regras de um indivíduo sem deficiência. Desta forma, 
independentemente da deficiência, caso seja inteiramente capaz de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com este 
entendimento, será imputável. 
323. Errado. A questão aborda os oligofrênicos e esquizofrênicos. 
Segundo a doutrina, tratam-se de casos de desenvolvimento mental 
retardado que, regra geral, ocasionam a inimputabilidade. 
 
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324. Correto. A chamada embriaguez preordenada configura-se quando 
o agente se embriaga, deliberadamente, para praticar o crime. Nessa 
forma de embriaguez apresenta-se a hipótese de actio libera in causa por 
excelência, cujo postulado prevê que se o dolo não é contemporâneo à 
ação, é, pelo menos, contemporâneo ao início da série causal de eventos, 
que se encerra com o resultado danoso. 
Segundo essa teoria, para efeito de análise da culpabilidade, considera-
se a situação do agente no momento em que se colocou em estado de 
inconsciência, e não a do momento em que praticou o crime. 
325. Correto. Conforme o parágrafo 1º, do art. 28, do Código Penal, é 
isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de 
caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, 
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com esse entendimento. 
326. Correto. De acordo com o parágrafo 2º, do art. 28, do Código Penal, 
a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por 
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao 
tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter 
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
327. Errado. Conforme dispõe o art. 28, II, do Código Penal, a 
embriaguez voluntária não exclui a pena. 
328. Errado. O Código Penal adotou o sistema biopsicológico, conforme 
se verifica da análise do art. 26, do CP: É isento de pena o agente que, 
por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado 
(sistema biológico), era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente 
incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de 
acordo com esse entendimento (sistema psicológico). Adotou, portanto, a 
soma dos dois sistemas (biológico + psicológico), formando o sistema 
biopsicológico. 
329. Correto. A emoção e paixão não excluem a imputabilidade (art. 28, 
inc. I, do CP). A emoção é o sentimento repentino e passageiro, como 
uma tempestade; enquanto a paixão equivale a uma emoção constante, 
perdurando no tempo. Podem servir apenas como atenuantes genéricas 
(art.65, III, a) ou, em determinados delitos, como circunstância 
minorante. 
330. Errado. As medidas de segurança aplicam-se aos inimputáveis e 
semi-imputáveis, o fundamento é a periculosidade do agente, e tem a 
 
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finalidade essencial de prevenir a repetição do ato delituoso e assistir o 
agente do ato para que se trate e não venha a reincidir, tendo, por tanto, 
o caráter preventivo assistencial. Essa prevenção busca a cessação da 
periculosidade após o tratamento que se faça necessário, para que assim 
traga a tranqüilidade a sociedade. 
331. Correto. A questão define de forma correta o conceito de 
imputabilidade e sua relação com a menoridade penal. Nesse aspecto, 
cabe ressaltar que, caso o agente seja menor de idade, não há relevância 
quanto à verificação do desenvolvimento mental e capacidade de 
entendimento. 
332. Errado. Somente a embriaguez completa, proveniente de caso 
fortuito ou força maior (art. 28, § 1º, do CP), exclui o crime. Jorge ingeriu 
voluntariamente várias doses de bebida alcoólica em um bar, não 
havendo caso fortuito ou força maior. Portanto, sua embriaguez não 
exclui a imputabilidade penal. Deverá responder por homicídio doloso 
eventual. 
333. Correto. A autoria incerta é uma espécie de autoria colateral. 
Ocorre quando não se consegue apurar qual dos envolvidos provocou o 
resultado. Nesse caso, ambos deverão responder pelo crime na forma 
tentada. 
334. Correto. As causas de exclusão da imputabilidade são a doença 
mental, o desenvolvimento mental incompleto, o desenvolvimento mental 
retardado e a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força 
maior. 
335. Errado. No caso em tela, Martiniano é obrigado a ingerir bebida 
alcoólica e, portanto, nos termos dos §§ 1º e 2º, do Código Penal, ficará 
isento de pena ou, dependendo do caso, terá sua pena reduzida. 
 
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Capítulo 05 – Concurso de Pessoas
336. (CESPE / Oficial - PM-DF / 2010) Os indivíduos A e B planejaram 
subtrair aparelhos eletrodomésticos de uma residência. Para tanto, 
escolheram o período da manhã, pois estavam certos de que, nesse 
horário, não haveria ninguém no imóvel. Cabia a B apenas a função de 
vigiar o perímetro externo e dirigir o veículo usado na empreitada 
criminosa. Ao entrar na casa, A foi surpreendido pela presença da 
moradora e, então, após subjugá-la, matou-a, tendo, em seguida, fugido 
no veículo guiado por B, levando os eletrodomésticos subtraídos. Nessa 
situação, B não será responsabilizado pelo delito de homicídio. 
337. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) Com relação à 
autoria delitiva, a teoria extensiva considera que todos os participantes 
do evento delituoso são autores, não admitindo a existência de causas de 
diminuição de pena nem de diferentes graus de autoria, 
compatibilizando-se, apenas, com a figura do cúmplice (autor menos 
relevante), que deve receber pena idêntica à dos demais agentes. 
338. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) Segundo o 
critério objetivo-formal da teoria restritiva, somente é considerado autor 
aquele que pratica o núcleo do tipo; partícipe é aquele que, sem realizar a 
conduta principal, concorre para o resultado, auxiliando, induzindo ou 
instigando o autor. 
339. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) Em relação à 
natureza jurídica do concurso de agentes, o CP adotou a teoria unitária 
ou monista, segundo a qual cada um dos agentes (autor e partícipe) 
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