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a 
realização do crime, praticando parte do tipo, ou seja, ele presta uma 
ajuda considerada essencial, dividindo tarefas essenciais ao crime 
(divisão de tarefas em sede de tipo). Já o partícipe é aquele que contribui, 
de qualquer outro modo, para a realização de um crime, sem realizar 
elementos do tipo. 
339. Errado. No que se refere à natureza jurídica do concurso de 
agentes, o Código Penal adotou a teoria monista ou unitária, que 
considera o crime, ainda quando praticado com o concurso de outras 
pessoas, único e indivisível (CP, art. 29). O erro da questão está em 
afirmar que cada agente responde por crime diferente, quando na 
verdade, como dito, o crime é único e indivisível. 
Por fim, cabe ressaltar que a teoria monista ou unitária é adotada de 
forma temperada. Assim, admite-se a punição menos severa do co-autor 
que quis participar de crime menos grave (CP, art. 29, § 2º). 
340. Errado. Conforme o art. 30, do Código Penal, não se comunicam 
as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime. 
 
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Nos casos de constituírem circunstâncias elementares do crime 
principal, as condições e circunstâncias de caráter pessoal comunicam-
se dos autores aos partícipes, mas não dos partícipes aos autores, por 
ser a participação acessória da autoria. 
341. Errado. Nos crimes plurissubjetivos, o concurso é necessário e já 
está previsto no próprio tipo, não sendo necessária a aplicação de norma 
de extensão. Do exposto, a subsunção da conduta dos co-autores, nos 
crimes plurissubjetivos, é imediata, direta. 
342. Correto. A teoria do domínio do fato, que rege o concurso de 
pessoas, não tem aplicação aos delitos omissivos, sejam próprios ou 
impróprios, devendo ser substituída pelo critério da infringência do dever 
de agir. Na omissão, o autor direto ou material é quem, tendo dever de 
atuar para evitar um resultado jurídico, deixa de realizar a exigida 
conduta impeditiva, não havendo necessidade de a imputação socorrer-
se da teoria do domínio do fato. O omitente é autor não em razão de 
possuir o domínio do fato, mas sim porque descumpre o mandamento de 
atuar para evitar a afetação do objeto jurídico. Se não age, não pode 
dirigir o curso da conduta. Assim, nos delitos omissivos próprios, autor é 
quem, de acordo com a norma da conduta, tem a obrigação de agir; nos 
omissivos impróprios, é o garante, a quem incumbe evitar o resultado 
jurídico, ainda que, nos dois casos, falte-lhes o domínio do fato. 
343. Correto. A teoria monista, também conhecida como unitária, é a 
teoria adotada pelo Código Penal. Preceitua que todos os participantes, 
autores ou partícipes de uma infração penal responderão pelo mesmo 
crime, isto é, o crime é único. Haveria, assim, uma pluralidade de 
agentes e uma unidade de crimes. 
No que diz respeito ao autor, adota o CP a teoria restritiva. Essa teoria 
distingue autor de partícipe, estabelecendo como critério distintivo a 
prática ou não de elementos do tipo. 
344. Errado. Os crimes unissubjetivos, monossubjetivos ou de concurso 
eventual são aqueles que, apesar de poderem ser cometidos por uma 
única pessoa, eventualmente são cometidos por duas ou mais pessoas. É 
o caso, por exemplo, do homicídio, furto, estupro etc., que podem ser 
cometidos por uma só pessoa ou por duas ou mais. Nota-se que nesses 
crimes a pluralidade de agentes não é elementar do tipo, mas é possível 
que haja concurso de pessoas. 
Já os crimes plurissubjetivos ou de concurso necessário são aqueles que 
só podem ser cometidos por mais de uma pessoa, como, por exemplo, os 
 
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crimes de quadrilha ou banco e rixa. A pluralidade de agentes é, assim, 
elementar do tipo. 
345. Errado. O Código Penal define a participação de menor 
importância no art. 29, §1º. Segundo o citado dispositivo legal, se a 
participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um 
sexto a um terço. 
A participação de menor importância não é exceção à teoria monista, 
pois o partícipe responde pelo mesmo crime do autor. Participação de 
menor importância é causa de diminuição da pena. 
346. Errado. Na co-autoria, o núcleo do tipo penal é executado por duas 
ou mais pessoas, portanto, o co-autor não é um agente de menor 
participação na empreitada criminosa. 
347. Correto. Partícipe é o agente que acede sua conduta à realização do 
crime, praticando atos diversos dos do autor. Assim, não realiza 
diretamente o ato do procedimento típico e não detêm o domínio final da 
conduta. 
348. Errado. A participação maior ou menor do agente no crime gera 
consequências quanto à penalização. 
Segundo o art.29, §1º, do Código Penal, se a participação for de menor 
importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. Além 
disso, define o CP, no §2º, do art. 29, que se algum dos concorrentes quis 
participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa 
pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o 
resultado mais grave. 
349. Errado. Apesar das divergências, a doutrina majoritária admite a 
co-autoria em crimes culposos quando duas ou mais pessoas 
conjuntamente, agindo por imprudência, negligencia ou imperícia, 
violam o dever objetivo de cuidado a todos imposto, produzindo um 
resultado naturalístico. 
350. Errado. Autor intelectual é aquele que planeja o crime e também 
tem poderes para controlar a prática do fato punível. Para a configuração 
da autoria intelectual, é preciso que o agente tenha domínio do fato e, 
assim, seja capaz de conter ou fazer prosseguir a execução do delito de 
acordo com a sua vontade. 
 
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351. Errado. Segundo o art. 30, do Código Penal, não se comunicam as 
circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime. 
352. Errado. A questão contraria o disposto no art. 31, do Código Penal. 
Segundo o citado dispositivo, o ajuste, a determinação ou instigação e o 
auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o 
crime não chega, pelo menos, a ser tentado. 
353. Errado. Segundo o art. 29, do Código Penal, quem, de qualquer 
modo, concorre para o crime, incide nas penas a este cominadas, na 
medida de sua culpabilidade. 
354. Errado. No ordenamento jurídico brasileiro, a natureza jurídica do 
concurso de pessoas é justificada pela adoção da teoria monista, na qual 
existem desvios subjetivos de conduta, conforme leciona o CP, em seu 
art. 29, § 2º. 
355. Correto. Nos termos do parágrafo 2º, do art. 29, do Código Penal, 
se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-
á aplicada a pena deste. Essa pena será aumentada até metade, na 
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. 
Como no caso em tela Júlio não tinha conhecimento da existência da 
arma e do segurança, responderá apenas pelo crime de furto. 
356. Errado. Apesar das divergências doutrinárias, majoritariamente 
entende-se que o Código Penal adotou a teoria da acessoriedade limitada. 
Segundo tal teoria, a participação só é punida se o autor praticar uma 
conduta típica e ilícita. No caso em tela, como houve a absolvição de Jair, 
não há como se sustentar a condenação de Gildo. 
357. Correto. A Teoria Monista (ou Unitária, ou Igualitária) reza que 
todos os indivíduos que contribuíram para o crime, de algum modo, 
responderão pelo mesmo delito. Exemplo: art. 123, CP. Infanticídio: mãe 
que mata o filho em estado puerperal. É crime próprio, pois só a mãe em 
estado puerperal pode praticá-lo. Mas por conta desta Teoria, todos 
responderão por delito de infanticídio. Ela é adotada pelo Código Penal, 
em regra, no