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art. 29, caput. 
 
1001 Questões Comentadas – Direito Penal – CESPE 
Eduardo Neves e Pedro Ivo 
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Não se pode confundir participação em crime omissivo com participação 
por omissão em crime comissivo. Assim como o crime comissivo admite a 
participação através de omissão, o crime omissivo também admite a 
participação através de comissão. É impossível a participação omissiva 
em crime omissivo, sob a modalidade instigação. 
358. Errado. Entende a doutrina majoritária que o Código Penal adota a 
teoria da acessoriedade limitada. Segundo tal teoria, a participação só é 
punida se o autor praticar uma conduta típica e ilícita. 
Diferentemente, segundo a teoria da hiperacessoriedade, para se punir a 
conduta do partícipe, é preciso que o fato principal seja típico, 
antijurídico, culpável e punível. 
359. Correto. Nos delitos comissivos, quando inexiste o dever de o 
omitente agir, fala-se em conivência ou participação negativa. Pode haver 
participação mediante omissão em crime próprio comissivo. É admissível 
participação mediante ação em delito omissivo impróprio. 
360. Correto. A chamada co-autoria sucessiva ocorre quando o agente 
ingressa no desenvolvimento de um fato criminoso já iniciado. Exemplo: 
"A" e "B" furtaram objetos de uma casa. Levam tudo para a residência de 
"C". Deliberam os três voltar ao primeiro local e furtar mais objetos. 
361. Errado. A participação de somenos está definida no art. 29, § 1º, 
do CP, que define que se a participação for de menor importância, a pena 
pode ser diminuída de um sexto a um terço. 
Diferentemente, a menor participação encontra-se prevista no caput do 
art. 29, do CP, segundo o qual quem, de qualquer modo, concorre para o 
crime, incide nas penas a este cominadas, na medida de sua 
culpabilidade. 
362. Correto. Circunstâncias são dados, fatos, elementos ou 
peculiaridades que apenas rodeiam o fato sem agregar a figura típica, 
colaborando, contudo, para majorar ou minorar a sua gravidade. Podem 
ser objetivas e subjetivas. Objetivas são as que dizem respeito ao fato, à 
qualidade e às condições da vitima ao tempo, lugar, modo e meio de 
execução do crime. Subjetivas são as que se referem aos agentes, às suas 
qualidades, ao estado, ao parentesco, ao motivo do crime etc. 
Define o Código Penal, em seu art. 30, que não se comunicam as 
circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime. 
 
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Portanto, temos duas situações diferentes: as circunstâncias subjetivas 
só se comunicam quando forem elementares do tipo, isto é, quando 
forem imprescindíveis à adequação típica, ao passo que as 
circunstâncias objetivas sempre se comunicam. Entretanto, para a 
comunicação, independente da natureza, far-se-á necessário a ciência do 
co-autor ou partícipe, sob pena de reconhecermos responsabilidade 
objetiva em direito penal, abolida pela modificação legislativa de 1984, 
que reformulou a parte geral de nosso Código. 
363. Errado. Para que haja a comunicação das circunstâncias objetivas, 
deve o partícipe ter conhecimento de sua existência. 
364. Errado. Nos termos do art. 30, do Código Penal, não se comunicam 
as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando 
elementares do crime. 
365. Errado. Elementares são dados essenciais à figura típica, sem os 
quais ou ocorre uma atipicidade absoluta (o fato torna-se um indiferente 
penal) ou uma relativa (conduz o fato a uma desclassificação penal). As 
elementares objetivas são sempre comunicáveis, sendo necessário que o 
partícipe tenha conhecimento delas. 
366. Errado. As elementares subjetivas são comunicáveis, desde que o 
partícipe tenha conhecimento delas. 
367. Errado. Nos termos do § 2º, do art. 29, do Código Penal, se algum 
dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á 
aplicada a pena deste delito. Essa pena será aumentada até metade, na 
hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. 
368. Errado. Conforme o § 2º, do art. 29, do Código Penal, se algum dos 
concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a 
pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter 
sido previsível o resultado mais grave. 
369. Errado. Neste caso, os dois são co-autores do delito, pois 
concorrem, na mesma proporção, para o furto. O fato de o agente não 
efetuar diretamente a subtração não influencia para a caracterização da 
co-autoria. 
 
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370. Correto. A questão expõe a principal idéia da teoria monista, ou 
seja, todos aqueles que, cumprindo determinados requisitos, objetivam 
um resultado, devem responder por um único crime. 
371. Errado. Pela teoria dualista, os autores respondem por um crime e 
os partícipes por outro. Tal teoria, embora não adotada 
predominantemente no Brasil, encontra algumas aplicações, tal como o 
disposto no § 2º, do art. 29, do Código Penal, que determina a punição 
pelo crime menos grave do concorrente que quis participar desse delito e 
não do realmente praticado. 
372. Errado. Para a teoria pluralística, no concurso de pessoas há 
pluralidade de agentes e pluralidade de crimes. Considera-se cada um 
dos participantes como responsável por um delito próprio e punível em 
harmonia com seu significado anti-social. A teoria pluralística encontra 
algumas aplicabilidades no ordenamento jurídico pátrio, como, por 
exemplo, no crime de bigamia. 
373. Errado. Para a ocorrência do concurso de pessoas, todos os 
agentes devem estar ligados por um vínculo subjetivo (também chamado 
de concurso de vontades), ou seja, uma vontade homogênea visando ao 
resultado. 
Para a caracterização do concurso de pessoas, não há a necessidade de a 
colaboração ser conhecida pelo autor, ou seja, o vínculo subjetivo não se 
confunde com o ajuste prévio. No caso em tela, a empregada, 
conhecedora que o indivíduo é um ladrão, facilita a conduta deste e, 
portanto, será partícipe do crime de furto. 
374. Errado. O delito de falso testemunho, apesar de ser considerado 
delito de 'mão própria', admite a participação, nas modalidades de 
induzimento e instigação, ressalvadas raras exceções (STJ, REsp. 
659.512/RS, DJ 29/11/2004). 
375. Correto. Segundo a doutrina, para que seja possível a ocorrência 
do concurso de pessoas será necessária a conjugação de cinco requisitos. 
São eles: Pluralidade de agentes e condutas, relevância causal das 
condutas, identidade de infração, vínculo subjetivo e existência de fato 
punível. 
376. Correto. Segundo o caput do art. 29, do Código Penal, quem, de 
qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este 
 
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cominadas, na medida de sua culpabilidade. Complementando, dispõe o 
§ 1º, do art. 29, que se a participação for de menor importância, a pena 
pode ser diminuída de um sexto a um terço. 
377. Correto. Várias são as formas de participar intervindo em um fato 
alheio: Ajuste, determinação, instigação, chefia, organização, auxilio 
material, auxilio moral cumplicidade, adesão sem acordo prévio etc. 
Cumpridos os requisitos essenciais é possível o concurso de pessoas em 
qualquer fase do iter criminis. 
378. Correto. A participação pressupõe sempre a ocorrência de um fato 
principal. O partícipe presta auxílio à conduta do autor. Por isso, hoje, é 
amplamente dominante o entendimento segundo o qual a participação é 
acessória, auxiliar em relação aos atos de autoria. 
A teoria da hiperacessoriedade exige, para a punição do partícipe, que o 
autor realize uma conduta típica, ilícita, culpável e punível. 
379. Correto. Na participação de participação, também chamada de 
participação em cadeia, uma