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anos. 
480. (CESPE / Juiz – TJPI / 2007) Na condenação igual ou inferior a 
um ano, a substituição da pena privativa de liberdade por penas 
restritivas de direito não pode ser feita por duas penas restritivas de 
direitos. 
481. (CESPE / Juiz – TJPI / 2007) Se o condenado for reincidente, o 
juiz poderá aplicar a substituição da pena privativa de liberdade por 
penas restritivas de direito, desde que, em face de condenação anterior, a 
medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha 
operado em virtude da prática do mesmo crime. 
482. (CESPE / Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2006) O STJ admite a 
redução da pena-base abaixo do mínimo legal, em razão da incidência de 
atenuante relativa à menoridade. 
 
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483. (CESPE / Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2006) A imposição do 
regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir 
exige motivação idônea. 
484. (CESPE / OAB – PE / 2006) É cediço que a pena não pode passar 
da pessoa do condenado. Esse entendimento corresponde ao princípio da 
intranscendência. 
485. (CESPE / Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2006) Considere que um 
delinqüente sem periculosidade seja condenado por tráfico de 
entorpecentes. Nesse caso, não será possível a substituição da pena 
privativa de liberdade por restritiva de direitos, pelo fato de tratar-se de 
crime hediondo, de acordo com a jurisprudência mais atual do STJ e do 
STF. 
Gabaritos – Capítulo 7
411 C 421 E 431 C 441 E 451 E 461 C 471 C 481 C 
412 C 422 E 432 C 442 E 452 E 462 C 472 C 482 E 
413 C 423 C 433 E 443 E 453 E 463 C 473 C 483 C 
414 E 424 C 434 E 444 C 454 E 464 E 474 E 484 C 
415 C 425 E 435 E 445 C 455 C 465 C 475 E 485 E 
416 C 426 C 436 C 446 C 456 E 466 C 476 E 
417 E 427 E 437 E 447 E 457 C 467 E 477 E 
418 E 428 C 438 E 448 E 458 E 468 C 478 C 
419 C 429 E 439 C 449 E 458 E 469 C 479 E 
420 E 430 E 440 E 450 E 460 E 470 C 480 C 
Comentários – Capítulo 7
411. Correto. De acordo com art. 47, I, do CP, a proibição do exercício 
de profissão, função ou atividade pública, bem como de mandado eletivo 
 
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figura como pena de interdição temporária de direito. Ademais, 
consoante o disposto no art. 92, I, do CP, a perda do cargo, função 
pública ou mandato eletivo terá caráter permanente quando constituir 
efeito da sentença penal condenatória. 
412. Correto. O percentual de aumento decorrente do concurso formal 
de crimes (art. 70, do CP) deve ser aferido em razão do numero de delitos 
praticados, e não à luz do art. 59, do CP (precedentes). No caso, sendo 
duas as vítimas, o percentual deve ser fixado no mínimo legal (STJ, HC 
121.754/RJ, DJe 03/08/2009). 
413. Correto. A questão exige do candidato a correta diferenciação entre 
o concurso formal e material. A resposta encontra base no parágrafo 
único do art. 70, que define que a pena segundo o concurso formal não 
pode ser superior a que seria cabível pela regra do concurso material. 
414. Errado. A concessão do livramento condicional, no caso 
apresentado, não é vedada. Todavia, para o condenado por crime doloso, 
cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, a concessão do 
livramento ficará também subordinada à constatação de condições 
pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. 
415. Correto. Conforme o art. 79, do Código Penal, a sentença poderá 
especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde 
que adequadas ao fato e à situação pessoal do condenado. 
416. Correto. O principal efeito da condenação é a imposição da pena 
privativa de liberdade, da restritiva de direitos, da pena de multa ou de 
medida de segurança. Como efeito secundário de natureza extrapenal, 
dentre outros, há a obrigação de reparar o dano. Trata-se de um efeito 
genérico que decorre de qualquer condenação criminal e não precisa ser 
expressamente declarado na sentença. É, portanto, efeito automático de 
toda e qualquer condenação. 
417. Errado. Conforme a teoria finalista, a pena é a necessidade da 
segurança nacional da sociedade, a serventia da pena é a prevenção do 
crime. A pena engloba a justiça como critério regulador e tem a 
finalidade de defesa da sociedade. Segundo a teoria mista, a pena tem a 
dupla função de punir o criminoso e prevenir a prática do crime pela 
reeducação e pela intimidação coletiva. 
 
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418. Errado. A medida de segurança possui finalidade preventiva e visa 
ao tratamento dos inimputáveis que demonstrarem, pela prática delitiva, 
potencialidade para novas ações danosas. Todavia, segundo a 
jurisprudência majoritária, a retroatividade benéfica e a irretroatividade 
da norma mais gravosa, após a reforma penal de 1984, deixou de sofrer 
qualquer limitação, abrangendo não só os crimes e as penas, como 
também as medidas de segurança e a execução penal. 
419. Correto. Nos termos do § 1º, do art. 33, do Código Penal, 
considera-se regime fechado a execução da pena em estabelecimento de 
segurança máxima ou média; regime semi-aberto, a execução da pena 
em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; regime aberto, 
a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 
420. Errado. As medidas de segurança não possuem caráter retributivo. 
A finalidade não é punitiva, e sim de reintegração. O objetivo é curar o 
doente mental, possibilitando, um dia, sua recuperação. 
421. Errado. Segundo a teoria absoluta, a sanção penal tem por fim 
exclusivo castigar o criminoso, caracterizando meramente uma 
retribuição da sociedade ao mal cometido. Possui um caráter 
eminentemente retributivo. É a teoria adotada por Welzel. 
422. Errado. A teoria relativa defende que a pena tem por fim a 
prevenção do delito, e não a mera retribuição (“castigo”, “vingança”). 
Critica a visão da teoria absoluta, não concebendo a sanção penal como 
forma de vingança. Baseia-se não no castigo pelo castigo, mas sim no 
caráter utilitário da sanção penal, no sentido de intimidar a prática de 
novas infrações penais. 
423. Correto. De fato, o ordenamento jurídico brasileiro não reconheceu 
somente a função de retribuição da pena, sendo certo que a denominada 
teoria mista ou unificadora da pena é a mais adequada ao regime 
adotado pelo CP. A teoria unificadora (eclética ou mista) une as teorias 
absoluta e relativa. Ainda assim, mesmo sendo a mais adequada, sofre 
críticas da doutrina, que considera essas duas teorias inconciliáveis. 
424. Correto. A ficção jurídica do delito continuado, consagrada pela 
legislação penal brasileira, vislumbra nele uma unidade incindível, de 
 
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que deriva a impossibilidade legal de dispensar, a cada momento desse 
fenômeno delituoso, um tratamento penal autônomo (STF, HC 
70593/SP). 
425. Errado. Conforme o § 2°, do art. 2º, da lei nº 8.072/90, a 
progressão de regime, no caso dos condenados por crimes hediondos, 
dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o 
apenado for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. 
426. Correto. Conforme leciona a súmula 241 do STJ, a reincidência 
penal não pode ser considerada como circunstância agravante e, 
simultaneamente, como circunstância judicial. 
427. Errado. A reincidência, prevista no CP como agravante genérica, 
influi no prazo da prescrição da pretensão executória, e não punitiva. A 
reincidência não é levada em consideração na prescrição da pretensão 
punitiva. Somente depois de transitar em julgado a sentença 
condenatória, na prescrição da pretensão executória, aumenta-se o prazo 
prescricional em