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sujeitando-o à “força 
vitoriosa do Direito”. 
472. Correto. Conforme dispõe o art. 10, da lei nº 9.034/95, os 
condenados por crime decorrentes de organização criminosa iniciarão o 
cumprimento da pena em regime fechado. 
473. Correto. Conforme o art. 70, do Código Penal, quando o agente, 
mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, 
idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se 
iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um 
sexto até metade. Complementando a questão, o art. 72, do Código 
Penal, leciona que no concurso de crimes as penas de multa são 
aplicadas distinta e integralmente. 
474. Errado. A questão trata do concurso formal imperfeito, definido na 
segunda parte do art. 70, do Código Penal. No concurso formal perfeito, o 
crime resulta de um único desígnio. O agente tem em vista um só fim, o 
impulso volitivo deve ser um só, ou seja, a ação é única, porém os 
resultados antijurídicos podem ser muitos. Ex: o motorista dirigindo em 
alta velocidade atropela e mata três pessoas. 
 
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475. Errado. Nos termos do art. 71, do Código Penal, quando o agente, 
mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da 
mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução 
e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como 
continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se 
idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, 
de um sexto a dois terços. 
Nos crimes dolosos, contra vítimas diferentes, cometidos com violência 
ou grave ameaça à pessoa, poderá o juiz, considerando a culpabilidade, 
os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como 
os motivos e as circunstâncias, aumentar a pena de um só dos crimes, 
se idênticas, ou a mais grave, se diversas, até o triplo. 
476. Errado. No concurso formal imperfeito (ou impróprio) aplicam-se 
cumulativamente as penas privativas de liberdade. Tal penalização, nos 
termos do parágrafo único, do art. 70, do Código Penal, não poderá 
exceder a que seria cabível no concurso material (cúmulo material 
benéfico). 
477. Errado. Apura-se a continuidade delitiva pelas condições de tempo, 
lugar, maneira de execução e outras semelhantes. A jurisprudência tem 
entendido que o lapso temporal para que se configure o crime continuado 
não deve ser superior a 30 (trinta) dias. Apesar de haver divergências, o 
CESPE vem considerando como cabível a continuidade delitiva nos 
crimes habituais. 
478. Correto. O inciso I, do art. 44, do Código Penal, define que as 
penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de 
liberdade, quando aplicada pena privativa de liberdade não for superior a 
quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à 
pessoa. 
479. Errado. Nos termos do art. 44, I, do Código Penal, com relação ao 
crime culposo, a substituição sempre caberá, independente da pena 
aplicada. 
480. Correto. Conforme o art. 44, § 2°, do Código Penal, na condenação 
igual ou inferior a um ano, a substituição da pena pode ser feita por 
multa ou por uma pena restritiva de direitos; se superior a um ano, a 
 
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pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva 
de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. 
481. Correto. Segundo o art. 44, § 3°, do Código Penal, se o condenado 
for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face 
de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a 
reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo 
crime. 
482. Errado. A questão contraria a súmula 231 do STJ, segundo a qual 
a incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da 
pena abaixo do mínimo legal. 
483. Correto. A questão reproduz a súmula 719 do STF, segundo a qual 
a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena 
aplicada permitir exige motivação idônea. 
484. Correto. A questão enuncia de forma correta o princípio da 
intranscendência. A responsabilidade penal é estritamente pessoal, ou 
seja, a pena não pode ultrapassar a pessoa do agente. 
485. Errado. O STF, no HC 97.256/RS, posicionou-se no sentido de 
conceder parcialmente a ordem e declarar incidentalmente a 
inconstitucionalidade da expressão “vedada a conversão em penas 
restritivas de direitos”, constante do § 4º, do art. 33, da lei 11.343/2006, 
e da expressão “vedada a conversão de suas penas em restritivas de 
direitos”, contida no também aludido art. 44 do mesmo diploma legal. 
(Informativo 597 do STF). 
 
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Capítulo 08 – Ação Penal
486. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A requisição 
ministerial, para propositura de ação penal pública condicionada, está 
sujeita ao prazo decadencial de seis meses, contado do dia em que o 
ministro da Justiça vier, a saber, quem é o autor do crime. 
487. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A requisição do 
ministro da Justiça impõe ao MP o dever de ofertar denúncia. 
488. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A definição jurídica 
do fato delituoso feita pelo ministro da Justiça, na requisição, vincula o 
juiz criminal que irá julgar a causa. 
489. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) Nos crimes contra 
o patrimônio da União, é indispensável a requisição do ministro da 
Justiça. 
490. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A requisição do 
ministro da justiça, na ação penal pública condicionada, é condição de 
procedibilidade. 
491. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) Nos crimes de ação 
penal privada, o DP poderá ajuizar queixa crime no interesse e a 
requerimento do ofendido, desde que este comprove a pobreza e os 
demais requisitos para assistência jurídica. 
492. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A renúncia na ação 
penal privada ocorre após a instauração da ação penal e extingue a 
punibilidade do réu. 
493. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A morte do 
ofendido, na ação penal pública condicionada, antes do oferecimento da 
representação, obsta que os sucessores representem. 
494. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) A regra geral no 
sistema criminal brasileiro é de que a ação penal deve ser de iniciativa 
 
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privada, salvo quando a lei declare expressamente os casos em que deve 
ser de iniciativa pública. 
495. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) No sistema 
criminal brasileiro, não se admite a renúncia tácita ao direito de queixa. 
496. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) Para oferecer 
queixa, o procurador deve ser necessariamente advogado e possuir 
poderes gerais de representação do ofendido. 
497. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) Na ação penal 
privada, a vítima poderá perdoar o agressor, ainda que o processo esteja 
em grau de recurso e tramitando perante tribunal, contanto que o faça 
antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. 
498. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) Nos crimes de ação 
penal pública ou nos que se procede mediante queixa, o perdão do 
ofendido obsta o prosseguimento da ação. 
499. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) O prazo 
decadencial de representação para os sucessores corre a partir do 
momento em que eles forem notificados judicialmente para manifestar 
interesse em representar. 
500. (CESPE / Agente administrativo – DPU / 2010) Ocorre a 
decadência do direito de queixa na ação penal privada subsidiária da