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há punição quando presentes 
os requisitos: consentimento da gestante e que seja praticado por 
médico. Trata-se de uma norma penal permissiva. Não há necessidade de 
autorização judicial. 
519. Errado. O §1° do art. 121 do CP trata do homicídio privilegiado. É 
uma causa especial de diminuição de pena e, sendo direito subjetivo do 
agente, caso ele se enquadre nas hipóteses previstas, o juiz é obrigado a 
aplicar a redução de um sexto a um terço da pena. 
520. Errado. Tipificado no art. 122 do CP, o crime de induzimento, 
instigação ou auxílio ao suicídio é um crime material, e consuma-se com 
o resultado morte ou lesão corporal grave. O parágrafo único enuncia 
as hipóteses de aumento de pena, dentre as quais o motivo egoístico, 
aquele torpe, mesquinho, no qual o agente quer alcançar algum proveito. 
Na questão em tela Getúlio deve responder pelo crime consumado, tendo 
a pena duplicada pela prática do crime por motivo egoístico. 
521. Correto. O art. 121, §1° preceitua as hipóteses para o 
reconhecimento do homicídio privilegiado. Uma delas é estar o agente 
sob violenta emoção, logo em seguida à injusta provocação da vítima. 
 
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Esta emoção deve ser absorvente, plena, fazendo com que o agente perca 
sua capacidade de autocontrole. E a expressão logo em seguida aponta 
um elemento temporal, devendo ser quase que imediatamente após 
injusta agressão. 
522. Errado. A ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado é sim 
admissível, desde que a qualificadora seja de natureza objetiva, para que 
exista compatibilidade entre elas. 
523. Errado. O infanticídio está previsto no art. 123 do Código Penal. É 
um homicídio cometido pela mãe contra seu filho, nascente ou neonato. 
É um crime próprio, ou seja, só pode ser cometido pela genitora que se 
encontra sob a influência do estado puerperal. O legislador optou por 
eleger este tipo de homicídio a um delito autônomo, com peculiaridades 
próprias, não incidindo assim a agravante prevista na parte geral do CP. 
524. Errado. A ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado é 
admissível, desde que a qualificadora seja de natureza objetiva, para que 
exista compatibilidade entre elas. Exemplo didático, um pai mata com 
veneno (qualificadora objetiva) o estuprador de sua filha (privilégio 
subjetivo - relevante valor moral). A incompatibilidade se apresenta se o 
homicídio for praticado com uma qualificadora de caráter subjetivo. 
Exemplificando, não há possibilidade de uma pessoa cometer homicídio 
por motivo fútil e relevante valor moral concomitantemente. 
525. Errado. No caso citado a jovem praticou o crime de exposição ou 
abandono de recém-nascido, disposto no art. 134 do CP. É uma forma 
privilegiada de abandono de incapaz. Existe um fim específico, que é 
ocultar desonra própria e o sujeito passivo é o recém-nascido, ao 
contrário do art. 133, que pode ser qualquer incapaz. 
526. Correto. Os tribunais superiores entendem que, a título de 
circunstâncias judiciais, a premeditação do delito justificaria maior 
reprovação, fundamentando a agravação da pena. O juiz, de acordo com 
o art. 59 do CP, através de seu discernimento e sua análise, fixará a 
pena suficiente para reprovação e prevenção do crime. 
527. Errado. O art. 146 do CP traz o delito de constrangimento ilegal, 
tipificando como crime constranger alguém a não fazer o que a lei 
permite, ou a fazer o que ela não manda, mediante violência ou grave 
ameaça. 
 
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528. Correto. Em consonância como o prevê a lei no artigo 147 do 
Código Penal, ameaçar alguém de causar-lhe mal injusto e grave, por 
palavra, escrito ou gesto. É crime de forma livre, admitindo inúmeros 
meios de execução. 
529. Correto. Determina o art. 142 do CP que não constitui injúria ou 
difamação punível a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, 
pela parte ou por seu procurador. Trata-se de imunidade judiciária, 
garantidora do princípio da ampla defesa. Determina ainda o mesmo 
artigo que a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou 
científica, salvo quando evidente a intenção de difamar ou injuriar, 
também não constitui injúria ou difamação punível. Trata-se de 
imunidade literária, artística ou científica, para o salutar 
desenvolvimento da cultura. 
530. Correto. É entendimento pacífico nos Tribunais Superiores que não 
existe impedimento na aplicação das qualificadoras de homicídio no caso 
de ter ocorrido dolo eventual. A justificativa é que a valoração dos 
motivos é feita objetivamente da mesma forma que os meios e os modos. 
Portanto, motivos, meios e modos estão cobertos também pelo dolo 
eventual. 
531. Errado. O instituto da exceção da verdade não é cabível para a 
injúria. Ela é admitida para a calúnia e na difamação, de acordo com o 
art. 138, §3° e art. 139, parágrafo único, respectivamente. No entanto, 
não há previsão legal para o crime de injúria. 
532. Errado. O caso de aumento de pena do crime de induzimento, 
instigação ou auxílio a suicídio, previsto no art. 122, II, do CP, é quando 
a vítima tiver diminuída sua capacidade da resistência, diferente da 
situação enunciada na questão. Neste caso, como a vítima apresentava a 
capacidade de discernimento suprimida pelos problemas mentais, não 
ensejará o crime do art. 122 e sim tentativa de homicídio em sua forma 
qualificada. 
533. Errado. Diferentemente do que afirma a questão, no delito de 
aborto, quando a gestante recebe auxílio de terceiros, o terceiro que 
executa o aborto responde pelo crime de aborto consensual, art. 126 do 
CP, e a gestante responderá pelo crime de aborto consentido, art. 124, 
segunda parte. Nesse caso, de forma excepcional, o Código Penal adota a 
 
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teoria pluralista do concurso de pessoas, no qual existem dois tipos 
penais diversos para agentes que procuram o mesmo resultado. 
534. Errado. O perdão judicial para a lesão corporal culposa, conforme 
art. 129, §8° do CP, veio previsto de maneira idêntica ao delito de 
homicídio culposo. Assim, se as consequências da lesão atingirem o 
próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne 
desnecessária, o juiz poderá deixar de aplicar a pena. 
535. Errado. O chefe dos vendedores no exemplo da questão praticou o 
crime de injúria. Depreende-se do art. 140 do CP que aquele que ofende 
a dignidade ou decoro de outrem comete injúria. É um insulto, uma 
qualidade negativa, que macula a honra subjetiva da vítima, ou seja, o 
que a pessoa pensa de si mesma, sua auto-estima. Não há necessidade, 
para consumação do delito, de conhecimento do fato injurioso por 
terceiros. 
536. Errado. Atentando-se ao art. 142 do Código Penal, é de fácil 
constatação que ele não abrange o crime de calúnia. A imunidade 
judiciária, prevista em seu inciso I, refere-se tão somente aos crimes de 
injúria e difamação, por ofensa proferida em juízo, pela parte ou por seu 
procurador, na discussão da causa. 
537. Correto. O crime de rixa é uma luta desordenada, um tumulto, 
envolvendo troca de agressões entre três ou mais pessoas. É um crime 
instantâneo, ocorrendo sua consumação com as agressões recíprocas, 
pois é nesse momento que ocorre o perigo à vida ou à saúde da pessoa 
humana. Os participantes da rixa devem responder pelos atos de 
violência, momento em que há a produção do resultado, independente 
das consequências. 
538. Correto. O art. 138 do CP traz o crime de calúnia, definindo ser 
aquele no qual a pessoa atribui a outra falsamente fato definido como 
crime. Há de ser uma acusação falsa, definida como crime, manchando a 
reputação da pessoa em seu meio social. É um ataque à honra objetiva 
do sujeito passivo. É com