APENDICITE
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APENDICITE


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APENDICITE	
Apêndice	Cecal			
\u2022 Orgão	tubular,	estreito,	oco	e	muscular	
\u2022 Se	origina	na	parede	posteromedial	do	ceco,	na	junção	
das	3	tênias	
\u2022 Tamanho	varia	de	2	a	20	centímetros,	com	média	de	9	cm	
\u2022 Posição	da	ponta	do	apêndice	cecal	é	variável:	
ü Lateral	interno	
ü Lateral	externo	
ü Descendente	
ü Retrocecal	
																										Fatores	de	Risco		
\u2022 Principais	\u2013	fecalito	e	hiperplasia	dos	folículos	linfoides	(de	origem	infecciosa)	
\u2022 Outros:	
Áscaris,	bário,	sementes,	restos	de	vegetais,	tumores	(carcinoide)	
		
	
	
	
	
	
	
Epidemiologia		
\u2022 Considerada	 a	 causa	 mais	 comum	 de	 abdome	
agudo	cirúrgico	não-traumático	(INFLAMATÓRIO)	
	
\u2022 Cerca	 de	 8%	 dos	 indivíduos	 apresentam	
apendicite	aguda	em	algum	momento	da	vida	
	
\u2022 Entre	os	10	e	30	anos	de	idade,	sendo	muito	rara	
antes	dos	2	anos	de	idade	
	
\u2022 Pequeno	predomínio	no	sexo	masculina	
	
\u2022 Raça	 e	 história	 familiar	 não	 tem	 influência	
comprovada	em	relação	a	apendicite	aguda	
	
Fisiopatologia		
Na	 maioria	 dos	 casos	 (cerca	 de	 70-90%)	 se	
identificam	fatores	obstrutivos	
	
Obstrução	do	apêndice	cecal	
	
Distensão	e	estase	de	secreção	em	luz	apendicular	
	
Alteração	vascular	no	apêndice	cecal	e	
hiperproliferação	bacteriana	
	
Isquemia	e	processo	inflamatório	
	
Necrose	
	
Perfuração	
APENDICITE	
QUADRO	CLÍNICO		
Dor Abdominal à Geralmente é o primeiro sintoma que surge 
	
	
	
	
	
	
	
\u2022 Naúseas	e	vômitos	
\u2022 Febre	\u2013	principalmente	quando	ocorre	perfuração	do	apêndice	cecal	(perfuração	ocorre	em	média	48	
horas	após	início	do	quadro,	se	nenhum	tratamento	dor	realizado)		
\u2022 Hiporexia	
\u2022 Sintomas	atípicos	
ü Disúria	
ü Diarréia	
	
Alguns Sinais	
Sinal de Obturador à Apendicite pélvico \u2013	 Dor em 
quadrante inferior esquerdo 
Sinal de Psoas à Apendicite retrocecal \u2013	 Dor pode 
irradiar para a coxa ou testículo direito, podendo ocorrer dor 
em região lombar 
Sinal de Blumberg à Dor à descompressão brusca na 
sequência da palpação profunda da fossa ilíaca direita 
Sinal de Rovsing à Dor observada na fossa ilíaca direita 
por ocasião da palpação profunda na fossa ilíaca e flanco 
esquerdo 
Sinal de Lapinsky à Dor na fossa ilíaca direita 
desencadeada pela palpação profunda no ponto de 
McBurney com o membro inferior direito hiperestendido e 
elevado 
 
 
 
ü Inicialmente	dor	vaga	
ü De	leve	a	moderada	intensidade	
ü Em	região	epigástrica	e	periumbilical		
ü Dor	visceral	\u2013	distensão	apendicular	e	
inflamação	do	peritônio	visceral	
ü Cerca	de	12	horas	após	início	do	quadro	
ü Dor	 de	 forte	 intensidade	 em	 fossa	 ilíaca	
direita	(ponto	de	McBurney)		
ü Dor	 somática	 \u2013	 inflamação	 do	 peritônio	
parietal	
Quadro	mais	avançado:		
\u2022	Febre	>39°C		
\u2022	Taquicardia	
EXAMES	
Padrão	Ouro	à	TC		
Rxà	Distensão	do	ceco,	formação	de	níveis	liq	na	FID,	APAGAMENTO	DA	LINHA	do	PSOAS,	pilha	de	moedas		
FECALITO	à	Imagem	radiopaca	reforça	o	diagnóstico		
USG	à	Apêndice	espessado	>	6mm	de	diâmetro	
APENDICITE	
Exames Laboratoriais 
Hemograma Completo EAS 
Leucocitose moderada com neutrofilia 15% dos casos \u2013 Piúria e hematúria 
 
Exames de Imagem 
Radiografia Ultrassonografia Tomografia computadorizada 
de abdome 
ü Achados	 indiretos	 \u2013	
fecalito	 na	 região	 inguinal	
direita,	
ü 	Apagamento	 da	
sombra	do	músculo	psoas		
ü Sinais	 de	 obstrução	
intestinal	
ü Pneumoperitôneo	
Sensibilidade	 e	 especificidade	 de	
cerca	de	90%	
	
Examinador-dependente	
	
Achados	
ü Diâmetro	apendicular	>	7	mm	
ü Distensão	luminal	
ü Edema	da	mucosa	
ü Não	compressibilidade	
ü Apendicolito	
ü Coleção	periapendicular	
	
Método	 de	 maior	 acurácia	
diagnóstica	na	apendicite	aguda	
Achados	
ü Apêndice	 inflamado	 e	
distendido,	com	líquido	
ü Diâmetro	apendicular	>	7	mm	
ü Espessamento	 da	 parede	
apendicular	
ü Infiltração	 da	 gordura	
periapendicular	 e	 do	
mesoapêndice	
ü Coleções	 adjacentes	 ao	
apêndice	
ü Apendicolito	
ü Pneumoperitôneo 
APENDICITE	
CLASSIFICAÇÃO	
Não é uma classificação proposta em livros de cirurgia geral, mas que é bastante utilizada 
pelos cirurgiões 
 
 
Tratamento	
Apendicectomia	
ü Convencional	
ü Videolaparoscópica	
Antibioticoterapia	
ü Polimicrobiana	
	
	
	
APENDICITE	
 
Situações	Específicas	
\u2022 Apendicite	na	criança	
\u2022 Quadro	atípico	
\u2022 Diagnóstico	tardio,	principalmente	em	menores	de	2	anos	
\u2022 Taxa	de	perfuração	maior	que	em	jovens	e	maior	risco	de	peritonite	
	
Apendicite	na	gestante		
	
Apendicectomia	 \u2013	 procedimento	
cirúrgico	 não	 obstétrico	 mais	
comum	na	gestação	
	
Ponto	doloroso	muda	de	posição	
de	 acordo	 com	 o	 período	 da	
gestação	
	
Perfuração	 apendicular	 aumenta	
muito	 o	 risco	 de	 complicação	 na	
gestação	
	
Apendicite	no	idoso	
	
Quadro	atípico	
	
Diagnóstico	 tardio	 \u2013	
maior	 incidência	 de	
perfuração	 e	
consequentemente	
piora	do	prognóstico	
	
	
Apendicite	no	paciente	
com	AIDS	
	
Fecalito	 e	 hiperplasia	
linfoide	 continuam	 sendo	
as	principais	causas	
	
Linfoma	 NÃO	 Hodgkin,	
sarcoma	 de	 Kaposi,	
cryptosporidium,	
citomegalovírus	
Apendicite	crônica	ou	
recorrente	
	
Surtos	 de	 dor	
abdominal	 em	 fossa	
ilíaca	direita	
	
Obstrução	 parcial	
intermitente	 da	 luz	
apendicular