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IAM infarto agudo

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IAM
O bloqueio ao fluxo de sangue habitualmente se deve à obstrução de uma das artérias coronárias, sobretudo em razão de um processo inflamatório associado à presença de placas de colesterol em suas paredes, a chamada aterosclerose. 
Na prática, o sangue fica impedido de circular tanto pelo desprendimento de um fragmento dessas placas (trombo de gordura) quanto pela formação de coágulos nas artérias (trombo sanguíneo).
O bloqueio ao fluxo de sangue habitualmente se deve à obstrução de uma das artérias coronárias, sobretudo em razão de um processo inflamatório associado à presença de placas de colesterol em suas paredes, a chamada aterosclerose. 
Na prática, o sangue fica impedido de circular tanto pelo desprendimento de um fragmento dessas placas (trombo de gordura) quanto pela formação de coágulos nas artérias (trombo sanguíneo).
O infarto significa a obstrução total de uma artéria coronária que foi causada pela ruptura de uma placa aterosclerótica instável e que ativou a adesão de plaquetas, a formação de coágulo de fibrina e, por fim, a trombose. O termo popular mais conhecido para o infarto é o entupimento de uma artéria do coração. Os danos para o organismo são sérios, porque quando esta obstrução ocorre, uma determinada região do músculo cardíaco fica privada de suprimento cardíaco. Ficando sem sangue, o músculo não consegue se contrair adequadamente, afetando a sua função, que é bombear sangue para todos os tecidos. 
Manifestações clínicas do IAM
O infarto tem manifestações clínicas bem específicas, como dor referida no tórax (ou peito) contínua, de forte intensidade e sensação de compressão, aperto ou queimação no peito, sensação de queimação bastante semelhante à azia, dor peitoral irradiada para a mandíbula e para os ombros e braços, mais freqüentemente do lado esquerdo do corpo, e, por vezes, palpitações prolongadas - tecnicamente chamadas de arritmias.
A pessoa pode apresentar, ainda, suor excessivo, náuseas, vômitos, tontura e desfalecimento, assim como ansiedade e agitação. É importante lembrar que os diabéticos apresentam menos sintomas ou nada sentem ao infartar.
SINTOMAS QUE PODEM SIGNIFICAR UM INFARTO DO MIOCÁRDIO
Pressão desconfortável, sensação de aperto ou dor no centro do tórax que tem duração maior do que 10 minutos, que pode ter diferentes intensidades, ou ainda sumir e voltar espontaneamente; 
 Dor intensa e prolongada no peito; 
 Dor que se irradia do peito para os ombros, pescoço ou braços; 
 Dor prolongada na "boca do estômago"; 
 Desconforto no tórax e sensação de enfraquecimento; 
 Respiração curta mesmo no estado de repouso; 
 Náusea, vômito e intensa sudorese; 
Num infarto do miocárdio moderado, a dor ou outros sintomas, são fracos e não se desenvolvem totalmente – este tipo de infarto é chamado de "infarto silencioso". Este tipo de infarto pode passar desapercebido, sendo detectado, às vezes até por acaso, durante exames periódicos. 
Muitos pacientes com "infarto silencioso“ são diabéticos. A ausência de dor é atribuída a neuropatia, que acompanha o diabetes de longa duração sem tratamento.
Por outro lado, um infarto severo pode até mesmo levar imediatamente à morte em questão de poucas horas. Pode também deixar o músculo tão danificado a ponto de provocar arritmias (descompasso no ritmo de batimentos do coração) e também enfraquecê-lo (causar insuficiência cardíaca).
Patologia do IAM
O ataque do coração resulta de uma série de agressões acumuladas ao longo dos anos, como tabagismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, níveis altos de colesterol, estresse, sedentarismo, entre outros. 
Todas elas, isoladamente, constituem fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio e aumentam a probabilidade de ocorrência desse evento quando presentes em conjunto na mesma pessoa – por exemplo, um fumante obeso e hipertenso, com altos índices de colesterol no sangue.
Diagnóstico no Infarto Agudo do Miocárdio 
O diagnóstico é feito pela análise dos sintomas, histórico de doenças pessoais e familiares e pelos resultados de exames solicitados para diagnóstico do infarto agudo do miocárdio:
 Eletrocardiograma (ECG): mostra o ritmo e freqüência do coração, incluindo as alterações típicas do infarto.Na presença de um infarto, geralmente há alterações no eletrocardiograma que o identifica. Este exame pode mostrar também a presença de arritmias cardíacas causadas pelo próprio infarto. 
Dosagem de enzimas cardíacas: quando as células do músculo cardíaco são lesadas, há liberação de uma grande quantidade de enzimas cardíacas na circulação sanguínea. Por isso faz-se a dosagem dessas enzimas para diagnosticar o infarto. Muitas vezes são feitas várias dosagens no decorrer do dia para melhor avaliação e diagnóstico. As enzimas mais pesquisadas são a, CK-Total, CK-MB,TGO e LDH. Pesquisa-se também os componentes Troponina e Mioglobina
Angiografia coronariana: consiste na passagem de um cateter através de um vaso sanguíneo (cateterismo), que visa mapear e estudar a circulação coronariana do coração. Caso este procedimento identifique uma obstrução coronariana, pode se feita uma angioplastia no mesmo momento para desobstruir a coronária e restaurar o fluxo sanguíneo normal para o coração. Algumas vezes, durante a angioplastia, pode ser necessária a colocação de um “stent” (um pequeno tubo em forma de mola) para manter a artéria coronária aberta e desobstruída.
Exames Laboratoriais
Algumas enzimas são liberadas pelas células miocárdicas assim que o suprimento de sangue fica bloqueado. 
Estas enzimas aparecem na circulação sanguínea e podem ser dosadas e ser verificado o seu aumento após 6 horas do infarto. 
Estas enzimas são:
 a CK (creatina cinase) e a CK-MB (creatina cinase do músculo cardíaco). 
Outras enzimas aparecem alteradas no dia seguinte. São elas: 
 LDH (desidrogenase láctica), 
 TGO (transaminase glutâmica oxalacética) ou AST (aspartato transaminase) 
Dosagem de CK (creatina cinase) e a CK- MB (creatina cinase do músculo cardíaco)
FUNÇÃO DA CK: quando o músculo se contrai, ocorre consumo de ATP (formando ADP) e a CK catalisa a re-fosforilação do ADP, para formar ATP novamente.
A atividade da CK é maior no cérebro, músculos estriados e músculos cardíacos.
As subunidades dessa enzima são: a CK-BB ou CK-1 (predomina no cérebro), CK-MB ou CK-2 (predomina no músculo cardíaco) e CK-MM ou CK-3 (predomina nos músculos estriados e também está presente em menor quantidade que a CK-MB no músculo cardíaco).
Dosagem de CK e CK-MB
CK total, CK-MB e Infarto do Miocárdio: após um infarto do miocárdio, a atividade de CK no soro mostra-se invariavelmente elevada. A dosagem de CK total e da CK-MB ou CK-2 no diagnóstico da doença é a mais importante aplicação dessas enzimas na bioquímica clínica.
AMOSTRA: o soro é a amostra preferida, embora o plasma com heparina como anticoagulante possa ser usado. 
A atividade de CK no soro é instável, sendo rapidamente perdida no armazenamento. A atividade total pode persistir por até 8 h. na amostra resfriada a 4oC. A enzima também é inativada na presença de luz e por aumento do pH, devido a perda de CO2 pela amostra. Portanto as amostras devem ser guardadas no escuro, em tubos bem fechados. Amostras com leve grau de hemólise podem ser toleradas, entretanto amostras muito hemolisadas devem ser rejeitadas, pois as hemácias podem liberar enzimas que interferem no resultado do exame.
É importante realizar a coleta de sangue logo no início dos sintomas ou logo que o paciente busque um hospital. No início dos sintomas, os valores da CK total e da CK-MB ainda estarão normais. Dessa maneira, servirão como valores basais para estabelecer o ponto de partida da curva de acompanhamento do IAM. 
Recomenda-se a realização da dosagem da CK total e da CK-MB em períodos de 6 a 8 horas, durante as primeiras 24 horas após o episódio. 
Valores de referência:
Os valores de referência de