Apostila Química Geral Experimental   rev
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Apostila Química Geral Experimental rev


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UNILASALLE 
Curso de Química: Licenciatura e Bacharelado 
Disciplina: Química Geral Experimental 
 
 
 
 
 
EXPERIMENTOS 
EM 
QUÍMICA GERAL 
 
 
Maira Ferreira 
 
 
 
 
 
Canoas, 2005 
 
1ª Revisão: Claudia do Nascimento Wyrvalski 
 Paulo Augusto Netz 
2ª Revisão - 2016: Paula Nunes 
Paula Toledo 
Lucas Bourcheid 
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APRESENTAÇÃO 
 
 
 Esse trabalho teve origem em 2001 para atender os alunos do curso de Licenciatura em 
Química do Unilasalle, na disciplina de Química Geral Experimental. Esse tem sido o 
material utilizado como roteiro das atividades experimentais desenvolvidas nessa disciplina, 
tendo sofrido, ao longo desse tempo, revisões e reformulações na busca de melhor eficiência 
da compreensão das atividades e, conseqüentemente, melhor aproveitamento dos acadêmicos 
na disciplina. 
 As experiências que compõem esse material envolvem conteúdos de Química Geral e 
esses são abordados a partir do desenvolvimento de atividades experimentais que envolvem 
conceitos importantes para o estudo da química. As atividades, acompanhadas da 
fundamentação teórica, são apresentadas de modo a possibilitar aos estudantes a compreensão 
das ações que estão desenvolvendo. Nesse sentido, ao final de cada unidade há a proposição 
de questões que envolvem o experimento realizado que vão além da técnica e dos 
procedimentos utilizados na aula, possibilitando a relação dos conhecimentos trabalhados com 
as aplicações desses na docência em química, na pesquisa acadêmica e nos laboratórios 
industriais. 
 Procura-se, também, ir apresentando ao longo das aulas os materiais e reagentes e as 
normas e regras de segurança em laboratório, bem como a aplicação prática desses 
conhecimentos, conforme as situações que exigem o domínio de tais informações, venham a 
surgir. Além disso, o roteiro prevê a análise, por parte dos alunos, do tratamento/destino que 
deve ser dado aos resíduos das atividades experimentais, de modo a preparar os profissionais 
para o trabalho responsável em laboratório químico. 
 Esse roteiro de trabalho organiza os assuntos em quinze aulas e se destina ao uso 
acadêmico em aulas de Química Geral Experimental, para os cursos de Licenciatura em 
Química e de Bacharelado em Química. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 1 
 
MEDIDAS DE VOLUME 
 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
As medidas de volume podem ser obtidas com maior ou menor grau de exatidão, 
dependendo da natureza do experimento. Por isso, podemos medir volumes utilizando 
diferentes equipamentos/instrumentos: alguns instrumentos são utilizados quando queremos 
acondicionar um volume exato de um líquido; outros são utilizados para fazer-se o 
escoamento de um certo volume de líquido. 
 A maior ou menor precisão das medidas de volume depende, entre outros, dos 
seguintes fatores: precisão dos instrumentos (calibragem); erros na leitura do volume contido 
nos instrumentos; efeitos da tensão superficial na superfície do líquido; efeitos da temperatura 
no líquido que está sendo medido. 
 Os balões volumétricos e as provetas são instrumentos utilizados para acondicionar 
quantidades determinadas de líquidos. As pipetas (graduadas e volumétricas) e as buretas são 
utilizadas para medir e escoar volumes líquidos. 
 
ORIENTAÇÕES 
- A técnica de pipetagem consiste em introduzir a pipeta na solução (evitando a formação de 
bolhas) e deixar que o líquido suba pelo interior da pipeta até acima da medida de volume que 
se quer pipetar, &quot;segurando&quot; o líquido dentro da pipeta através do fechamento da parte 
superior com o dedo indicador. Antes de escoar o líquido no recipiente, secar a parte externa 
da pipeta com um pedaço de papel, para, a seguir, liberar o excesso de líquido (relaxando 
levemente a pressão do dedo) até atingir a medida desejada. 
- Para proceder a leitura do volume, deve-se considerar a parte inferior do menisco (superfície 
curva do líquido) na altura dos olhos, em seguida colocar a ponta da pipeta junto a parede 
interna do recipiente deixando escoar o conteúdo da pipeta (aguardar até que todo o líquido 
escoe). 
- Nunca encoste a boca na pipeta, nem para fazer sucção do líquido a ser pipetado, nem para 
livrar últimas gotas que demorem a sair da pipeta. Quando necessário utiliza-se pêras de 
pipetagem (materiais de borracha que &quot;puxam&quot; o líquido na pipeta) para auxiliar na sucção e 
na liberação do líquido que está sendo medido. 
- As buretas são utilizadas para livrar volumes líquidos, sendo a vazão dos mesmos controlada 
por pequenas torneiras. A bureta é afixada verticalmente em um suporte e, antes de ser 
completada com a solução que se quer trabalhar, deve ser lavada com cerca de 5mL da 
própria solução. Após, enche-se a bureta com solução até um pouco acima da marca do zero, 
verificando se não há vazamento e/ou bolhas de ar na porção da bureta abaixo da torneira. 
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- Os balões volumétricos são usados na preparação de soluções de concentração conhecida. O 
gargalo é estreito para que uma pequena variação de volume provoque uma sensível diferença 
na posição do menisco. 
 
ATIVIDADES 
1) Utilize água da torneira para treinar as técnicas de medidas de volume em provetas, pipetas 
(graduadas e volumétricas; com e sem pêra de pipetagem) e buretas. Realize, no mínimo, 6 
medidas de volume fazendo a transferência dos volumes medidos para tubos de ensaio, 
béquer ou erlenmeyer. 
 
2) Complete, com água, balões volumétricos de diferentes capacidades exatamente até a 
marca. Você pode completar o volume de água com frasco lavador ou com pipeta Pasteur. 
 
3) Identifique um picnômetro com o número de seu grupo, pese o mesmo vazio, encha com 
água de tal forma que o excesso transborde pelo orifício da tampa e seque com papel macio e 
determine a massa novamente. Verifique a temperatura do dia e anote a densidade da água 
para essa temperatura. Assim, você calibrará essa vidraria. Anote todas essas informações no 
seu caderno de laboratório, serão necessárias depois. 
 
3) Transferir duas vezes o volume de 25 mL de água com uma pipeta volumétrica para um 
balão volumétrico de 50 mL. Observe o volume resultante no balão e explique o resultado. 
 
ALGUMAS QUESTÕES 
1) Por que não se deve pipetar usando a boca para fazer sucção do líquido? 
2) Como devemos proceder e que destino podemos dar ao excesso de volume de solução, 
livrados de uma bureta ou pipeta em uma atividade experimental? Pode-se devolver para o 
frasco que contém a solução? Explique. 
3) Pipetas volumétricas (por exemplo, de 10mL) devem ser utilizadas para medir volumes 
diferentes de 10mL, como 5mL ou 20mL? Justifique. 
4) Desenhe os materiais que você utilizou nessa aula (especialmente aqueles que ainda não 
haviam sido apresentados). 
5) Explique o funcionamento de uma pêra de pipetagem? 
6) O que é erro de paralaxe? 
7) O que vem a ser a calibração de instrumentos de medida. Por que esse procedimento é 
necessário? 
 
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AULA 2 
 
MEDINDO MASSA E VOLUME DE DIFERENTES SUBSTÂNCIAS E 
DETERMINANDO SUAS DENSIDADES 
 
ORIENTAÇÕES 
- Realize medidas de massa das substâncias. 
- Escolha entre os materiais disponíveis aquele que você considerar mais adequado para 
realizar as medidas de volume, com base no que foi visto na aula teórica. 
- Calcule a densidade das substâncias 
 
ATIVIDADES 
1 - Determine a massa e o volume das seguintes peças metálicas e calcule a sua densidade 
fazendo a média das densidades da