A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
Relatório Estágio II Serviço Social

Pré-visualização | Página 3 de 3

dimensão de ensino-aprendizagem operacional e dinâmica 
criativa, onde o estagiário fica consciente de sua ação profissional e de sua 
intencionalidade. Nesta perspectiva, Burriola afirma que o estágio: 
[...] é o lócus apropriado onde o aluno estagiário treina seu papel profissional, devendo 
caracterizar-se, portanto, numa dimensão de ensino-aprendizagem operacional, dinâmica, 
criativa, que proporcione oportunidades educativas que levem à reflexão dos modos de ação 
profissional e de sua intencionalidade, tornando o estagiário consciente de sua ação. 
(BURRIOLA, 2006, p.36) 
 
A realização desta etapa de aprendizado caracterizou-se pela intervenção, tanto em 
relação aos instrumentais técnicos utilizados no decorrer dos atendimentos, quanto 
pelo alcance social das políticas públicas, proporcionando uma experiência concreta 
de vivência no futuro campo de trabalho e de atuação, considerando o aprendizado 
teórico-metodológico articulado no exercício profissional que possibilitou experiência 
primordial no campo do Serviço Social, pois reforçou a importância do conhecimento 
e da preparação, para uma atuação consistente comprometida com os valores do 
ser humano e o respeito pelo outro, levando em consideração a diversidade, sem 
aceitar a discriminação de qualquer natureza, fundamentando-se na garantia dos 
direitos sociais. 
Por isso, o Supervisor de Campo deve acompanhar o processo de desenvolvimento 
do estagiário, avaliando seu desempenho de acordo com as normas da instituição, 
orientando sob supervisão semanal os trabalhos realizados e possibilitando 
conhecimento de administração das diretrizes e do funcionamento da organização e 
de suas relações com a comunidade. 
 No entanto seu trabalho vem sendo desenvolvido e fundamentado, na 
ampliação e consolidação da cidadania, bem como a defesa dos direitos humanos, o 
empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, no compromisso com a 
qualidade dos serviços prestados à população e no posicionamento em favor da 
eqüidade e justiça social. Expressam-se no atual Código de Ética do/a Assistente 
Social Lei 8662/1993. Dos direitos e das responsabilidades gerais do /a Assistente 
Social: 
 
 Art. 2º Constituem direitos do /a assistente social: 
a- garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na Lei de 
Regulamentação da Profissão e dos princípios firmados neste Código; 
 
A necessidade do desenvolvimento do trabalho socioeducativo com as 
famílias das respectivas crianças inseridas no Serviço mencionado, através da 
realização de atividades por meio de grupos de famílias, bem como de atividades 
conjuntas com as crianças e seus genitores, se encontra baseada na imprescindível 
compreensão dos genitores sobre as diversas dimensões existentes no 
desenvolvimento deste ciclo de vida; como a saúde, a educação, a alimentação, a 
convivência familiar e comunitária, o lazer, a cultura, o ambiente de qualidade, e o 
conjunto de fatores que as influenciam; como também o reconhecimento da 
condição peculiar de sujeito de direitos da criança e os direitos de usufruírem dos 
bens e serviços prestados pelas políticas sociais, de forma a possibilitar o 
fortalecimento de vínculos e da convivência familiar evitando a ocorrência de 
situações de risco, como a negligência, violência, abandono, dentre outras. 
Neste sentido, a dimensão socioeducativa do trabalho social com famílias confere a 
intervenção do Assistente Social um espaço direcionado à aprendizagem, interação, 
comunicação, troca de experiências, à construção de um saber coletivo, bem como 
ao desenvolvimento de momentos reflexivos de modo a romper com a naturalização 
incorporada pelos sujeitos mediante os valores históricos, culturais e sociais 
vigentes na sociedade burguesa, possibilitando a capacidade de questionamento e 
superação destes e a formulação de relações sociais simétricas direcionadas à 
emancipação do ser humano e a qualidade da convivência familiar e comunitária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 - Referências 
 
 
4.1 BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 
Brasília DF: Senado, 1999. 
 
 
 4.2 BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente, Câmera dos Deputados, Lei no 
8.069, de 13 de julho de 1990. DOU de 16/07/1990 – ECA. Brasília, DF 
 4.2 BURIOLLA, Marta A. F. O estágio supervisionado. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 
2011. CFESS. Pág 36 
 
 
4.3 Código de ética do assistente social. Lei 8.662/1993 de regulamentação da 
profissão. 9. ed. rev. e atual. [Brasília]: Conselho Federal de Serviço Social, [2011]. 
Art. 2º. 
 
 
4.4 NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo. 
Cortez, 1996. 
______. Transformações Societárias e Serviço Social – notas para uma análise 
prospectiva da profissão na Brasil. In Serviço Social e Sociedade. Num. 50. 
abr,1996. São Paulo. Cortez, 1996. Pág 89. 
 
 
4.5 SOCIAL, Departamento de Proteção. SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E 
FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS PARA CRIANÇAS DE ATÉ 06 ANOS E SUAS 
FAMÍLIAS. 2010. Disponível em: Acesso: em 10 Maio. 2018. 
 
 
4.6 Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Reimpressão 2014.