LACAN, Jacques. O seminário. A lógica do fantasma (1966 67)
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LACAN, Jacques. O seminário. A lógica do fantasma (1966 67)

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(\~rlyrlJ4ht hy.Jnc<lucsLacan
THuJo d\u2022.) ( dgioal:
/,,(1 I.&quot;glque (l&quot;t Fantasme
11ubli \U~4 () lmerna da Association lacanienne intemationale

'1hldut ores:
Am ~IjaLyra
('oncoi9ao Beltrao Fleig
I)ulcinca de Andrade Lima Araujo
Inml Chaves
IVtlJl C()rrea
Iitiel.l P. Fonseca*
I,1Ib~Alberto Tavares
MIl Lucia de Queiroz Santos
Mario Fleig

rtevisol'es:
(J6mrd Leloup
l.l.ltlcia P.Fonseca

I{c.wisao Gel'al de Editora~ao e Publica~ao
Fatima Belo
.loRihme Xavier
AIHelia Lyra

,..
4; l(Il~lh)f\ll1'11' r pdn l;O(Hdl:lll\l,lfil1 do Pr<ljcto de traduyao e editorayao.

Jacq ues Lacan

A L6gica
do Fantasma

PUBLICA<;Ao NAo COMERCIAL
EXCLUSIVAPARA os MEMBROS

DO CENTRO DE ESTUDOS
FREUDIANOS DO RECIFE

CEsta traduFdo e efiito de transferencia de tra6a[flO inter institucwna4te1u[a
por 06jetiw principa[ fomecer su6sUfws para 0 estudo, a partir da feitura tc:>(tuaC
da 06ra deJacques Lacan. CR.§a[izadaapartir do te:(Joesta6efecUfo pefa}l.ssociatimz
Lacanienne Intematwnafe, destina-se ao uso e:>(dusiTJOdOS seus mem6ros, Gem
como dos participantes do Centro de CEstudos Preudianos do CR.§cift,niio t(!fl(f()
quafquer fina[idade comercia[

Os tradutores e reTrisores que co{a60raram nessa tarefa, reconliecendo a
importiincia d&quot;epreserr;ar 0 esti(o e a su6jetiTMad&quot;e do autor; procuraram manter&quot;,I'/!
pis a fetra, eTJitando quafquer efucUfaFiioque pUdesse induzir 0 feitor. llssim, os
misterios foram suportados, as d(nMas mantUfas e os enigmas passados adiant!!)
d&quot;eiJcando-seao feitor a oportunUfad&quot;e de sa60rea-fos,

}l.grad&quot;ecendo a tocks que cofa6araram conosco tomando possi'r;e[ estaedi{:flo,
jUa aqui um comnte aque!es que queiram !evar adiante este projeto, para cotltri61lir
com sugest6es au correF6e~ que seriio sempre 6em-TJincfas,impulSionando efa:;encf()
circufar a pafaTJrade Lacan,

'&quot;J&quot;'&quot;

Carta de Guy Sizaret para Denise Saint Fare Garnot, 13 de fevefcim
de 2004:

Cara amiga, voces tiveram a gentileza de me chamar a respeito dn
sequencia que darao, junto com alguns outros it L6gica do Fanta,smu.
Este trabalho, 0 reivindico por te-Io feito absolutamente s6, mas nan SOli
produto: privei-me dele desde sua entrada em circulayao. Se quCn.1ll1
citar meu nome, ao qual nao sac obrigados, me tocaria, peyo-Ihes ent!lo.
de fazer seguir, este nome, da observayaO seguinte: que considero COll\O
totalmente futil it inftayao da forma falada nessa produyao - feita ~:lll
tempos de luto - deploravel sem duvida, mas desculpavel, do que t()ll1ci
grande cuidado que uma reduyao do texto nao seja possivel, em torno dn
letra dos enunciados para uso de seu trabalho. &quot;Acteon muito culpudo
na perseguiyao it Deusa, presa a que se prende, monteiro, a sombra em
que te transformas, deixa ir-se a matilha sem que teu passe se apre~fic,
Diana, pelo que eles valerem, reconhecera os caes &quot;

Coragem! Amigavelmente,
Guy Sizaret.

Nota de Claude DorgeuiIIe: E provavel que os leitores de hoje ap1~1..1~
cI1daru0 titulo desse seminario sem espanto excessivo. EstetemCl VQfl1
nonnalmente ap6s anos de instalayao por Lacan do queele ChaJ'llOlI II
objetoa ou 0 objeto absoluto e os numerosos comentiIJios sobrc ()co i..
f.()9'~rlesiano, ponto deaBoi? essencial a cerla concep9ao d9 sujdlo,
cOIn sell tonno n<l f6nnula abreviadado ntntasma $ 0 a.lsso nnQ erH do

III Il'llllllodo lln epOCH onde a asso,ciavao dos dois termos podia tomar
U liSP cLO dc uma provocayaq, 0&quot;primeiro evocando a ideia de um a
/II' IIlIiI.{) l'igorosa desde que 0 outre estava concebido como da ordem
dUf\Ultlisiu It mais desenfreada, a mais inconsistente. (.....) 0 funda-
III 'lito dn cIaborayao lacaniana se encontra portanto, como sempre, em
[,'n.iud, Trata-sc do texto: Ein Kind wird geschlagen, sobre 0 qual con-
'llIil,tlcan, dizendo que &quot;0 fantasm a se apresenta como uma significa-
o leeIl(](ia&quot;.
Escolhell'los a excelente transcri9ao de Guy Sizaret, aliviando um

1'011 '0 lima pontuayao que querendo manter 0 ritmo da voz de Lacan,
dil1cultava llm pouco a leitura. Guy Sizaret mesmo, quis nos ajudar em
lllu1tas rcvis6es. Nos beneficiamos da clareza de Claude Dorgeuille em
1Illla cdiyao interna anterior, desse documento. B: Cavadini, N. Dissez,
I), .Janio, Th. Jean, M. Jeanvoine, V Nusinovici, H. Ricard, J-P. Trocme,
(:. Vekcn, como M. Cardot e D. Buisset participaram do estabelecimen-
lD do tcxto, Agradecemos a eles aqui.

SUMARIO

Nota preHminar
Li~ao I 16 de novembro de 1966
Li~ao II 23 de novembro de 1966
Li~ao III 30 de novembro de 1966
Li~ao IV 7de dezembro de 1966
Li~ao V 14 de dezembro de 1966
Li~ao VI 21 de dezembro 1967
Li~ao VII 11de janeiro de 1967
Li~ao VIll 18 de janeiro de 1967
Li~ao IX 25 de janeiro 1967
Li~ao X 1 defevereiro de 1967
Li~ao XI 15 defevereiro de 1967
Li~ao XII 22 defevereiro de 1967
Li~ao XIll 01 de mar90 de 1967
Li~ao XIV 08 de mar90 de 1967
Li~ao XV 15 de mar90 de 1967
Li~ao XVI 12 de Abril de 1967
Li~ao XVll 19 de abril de 1967
Li~ao XVIII 26 de abril1967
Li~ao XIX 10 de maio de 1967
Li~ao XX 24 de maio 1967
Li9ao XXI 31de maio de}967
Li~ao XXII 07dejunho de 1967
Li~aoXXIII 14dejunho de 1967
Li«;,aoXXIV 21 dejunho d(~/267

Na,~tlotas bibliognificas, 0 ana citado ap6s 0 titulo e da primeira ed-
j 'I 0 em linblUaoriginal; preferimos as tradu96es francesas quando elas
xisliarn. Fizemos seguir de um S. as notas de Guy Sizaret e de urn D.

!lutas de Claude Dorgeuille. Entretanto, &quot;Sizaret&quot; ou &quot;Dorgeuille&quot; por
xl 'I1S0, reenvia as variantes que nos pareceram interessantes no estab-

fJI 'cimcnto do texto.

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fipje eu vou lanyar alguns pontos que participarao de preferel1d~ido
promessa,

L6gica do fantasma intitulei, esse ano, 0 que eu conto pod~flb~~
apres7~~~rdo que se imp5e, no ponto em que estamos de ~m dS'ternli~
na~~~aminho, Caminho que implica, eu 0 lembrarei comfon;a&quot; h8i~1
ess~~specie de retorno bem especial que vimos, ja~o ana passa9P,iu~
scritollaestrutura e que e, propriamente, em tudo oque op~nS~1IT10I.ll~)
freudiano descobre, fundamental. Esse retorno se chaIna:repeti9no,
Repetir n,aoe reencontrar a mesma coisa, como n6s' oarticulal'S'11l9$~Jlk'
quiapou5oe, contrariamente ao que se ere, nao e fOf(;:osament~rcp~tit·
indefinidamente,

Nos voltaremos entao a ternas que eu, de uma certa maneira, jil situol
hit.muito tempo. E, tambem, porque estamos no tempo desse retorno 0 de;,
sua fUl1yaoque acreditei nao poder demorar mais a Ihes entregar rctillido
f) que ate aqui eu tinha acreditado necessario como pontaria l'ulniOllt
desse percurso, a saber, esse volume que voces se dao eoota de tel' jt\ no
alonnce de voces. Essa relayao com 0 escrito - que afillal, de lima certa
numeira, ell rile esforyava ate 0 presente senao de evitar, pelo mcnO!i rl\'l
f'~tard~u'·~6porque, nesse ano, nos serit sem dllvida possivel apmfu
BUHflmQ~,oque, ai ainda, acreditei poder franquear esse pa~so, .

n(,)sses pouCes pontos de indiea~ao que vou enunchlf hqje dhmle dt
Vr)e~SI esooJhi cinc{):

o prltll(;~ifO eonslstc em Ihes I(}mbnir0 ponto em que estamos no que
J z r SpcilO a arlicllla~ao 10gica do fantasma, 0 que sera para falar pro-
prltUlI&quot;'utC. I1CSSC ano, !TIeutexto.
o Hcgul1do, lembrando a rela<;aodessa estrutura do fantasma - que

\\11 ria inicialmente trazido de volta para voces - com a estrutura como
1111 do signiflcante.

Aterceira, em a]guma coisa de essencial e de verdadeiramente fun-
({umental que convem lembrar, concernente ao que podemos, ao que
d vcmos chamar nesse ana - se colocamos em primeiro plano 0 que
-h41rncia 16gica em questao - uma observayao essencial concernente ao
univ rso do discurso.

() quarto ponto: algumas indicayoes relativas a sua relayao com a
IiIcdhtCOmotal.
Enfl1u, eu terminarei com 0 lembrete do que nos indica Freud, de

limn maneira articulada, concernente ao que diz respeito a relayao do
ponstlmento com a linguagem e com 0 inconsciente.

L6gica dofantasma