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CONTEÚDO 5

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CONTEÚDO 5 – SISTEMA ESQUELÉTICO
O aparelho locomotor, como qualquer outro aparelho, é formado de dois ou mais sistemas. De tal modo, o aparelho locomotor é composto, em sentido restringido, por três sistemas fundamentais, o sistema esquelético, o sistema articular, e o sistema muscular. Em sentido amplo, o aparelho locomotor é composto por cinco sistemas, ou seja, pelos três citados agregando o sistema nervoso e o sistema cardiovascular.
O sistema esquelético é o conjunto de órgãos que compõe o esqueleto, ou seja, o arcabouço, a armação do corpo. O esqueleto representa 20% da massa corpórea, ou seja, 14 quilogramas em um indivíduo de 70 quilogramas. O sistema esquelético é formado por um aglomerado de órgãos, os ossos, as cartilagens, os ligamentos, e a medula óssea para exercerem uma função principal e diversas funções acessórias para colaborar com outros sistemas em funções complexas. As funções do sistema esquelético são as seguintes:
1- Servir de arcabouço e suporte para as partes moles do corpo humano;
2- Possibilitar o movimento do corpo humano e de suas partes;
3- Proteger os órgãos vitais, como por exemplo, o encéfalo, a medula espinal, o coração, e os pulmões;
4- Armazenar minerais e íons;
5- Produzir células sanguíneas, ou seja, os ossos são órgãos hematocitopoiéticos;
6- Auto reabsorção;
7- Auto remodelamento;
8- Equilíbrio ácido-base;
9- Reserva de gordura.
Os ossos são peças duras e calcificadas, em número, coloração e formas variáveis, apresentam origem, estrutura, e funções semelhantes. Os ossos são considerados órgãos, pois são formados por diversos tipos de tecidos, entre eles, o tecido fibroso, o tecido cartilagíneo, o tecido ósseo, o tecido nervoso, e o tecido vascular. Apresentam matéria orgânica (1/3), e matéria inorgânica (2/3). A matéria orgânica atribui elasticidade aos ossos, enquanto que a matéria inorgânica atribui à rigidez e a força. A matéria orgânica é composta por colágeno, proteínas e substância fundamental amorfa. Já a substância mineral abrange o cálcio, o fósforo, e os sais inorgânicos, compostos por carbonato, flúor e magnésio.
Os ossos dos membros inferiores, da pelve, e da coluna vertebral suportam o corpo humano. Quase todos os ossos proveem suporte para os músculos, e também apoio para os dentes. Um dado relevante é que a substância mais dura do corpo humano não são os ossos, mas sim o esmalte dos dentes. Além disso, o tecido ósseo equilibra o sangue contra alterações exageradas do pH, absorvendo ou liberando fosfato alcalino e sais de carbono.
Pelo aspecto macroscópico, os ossos possuem dois tipos de substâncias ósseas, a substância compacta, densa e sólida; e a substância esponjosa, como um retículo trabecular, cujos espaços são preenchidos pela medula óssea. As duas substâncias podem coexistir, em quantidades diferentes, num mesmo osso.
A substância óssea esponjosa é mais leve, o que reduz o peso total de um osso, de tal modo que o osso se movimente com maior facilidade quando tracionado pelo músculo estriado esquelético. As trabéculas ósseas suportam e protegem a medula óssea vermelha. A substância óssea compacta forma-se de um revestimento externo denso e rijo. Ela sempre reveste completamente todo osso e tende a variar de espessura. Portanto, a substância óssea compacta prevalece na diáfise dos ossos longos e abrange uma cavidade medular, que contém a medula óssea. A substância óssea esponjosa forma as epífises dos ossos longos e dos ossos curtos, sendo revestidos por fina camada de substância óssea compacta. Os ossos planos são compostos por duas camadas finas de substância óssea compacta, a lâmina externa e a lâmina interna, e substância óssea esponjosa, que nos ossos do crânio recebe o nome díploe.
A medula óssea pode ser de dois tipos: a medula óssea vermelha ou rubra, e a medula óssea amarela ou flava. A medula óssea vermelha produz as células de sangue, os eritrócitos, os leucócitos, e as plaquetas. Presente nos ossos em formação do feto, e em alguns ossos adultos, como os da pelve, o esterno, e as extremidades dos ossos e da coxa. A medula óssea amarela é constituída, principalmente de células adiposas, que contêm triglicerídeos, e de algumas células sanguíneas. Os triglicerídeos contidos nas células adiposas da medula óssea amarela são reservas de energia em potencial. Nas crianças e no recém-nascido toda medula óssea é vermelha. Com o passar da idade, a maior parte da medula óssea vermelha transforma-se em medula óssea amarela, de maneira que no adulto encontra-se medula óssea vermelha tão somente em alguns ossos, como por exemplo, no esterno.
A extremidade de um osso longo é designada de epífises, enquanto a parte média é designada de diáfise. Nos ossos dos adultos as epífises são “ósseas”; durante o crescimento ósseo, as epífises são constituídas por um material cartilagíneo designado de placa de crescimento. O crescimento longitudinal dos ossos acontece neste local por meio da formação de um novo tecido ósseo. Na diáfise ou corpo de um osso longo, há no seu interior a cavidade medular, cujas funções são: a redução do peso do osso e permite a passagem das artérias nutrícias. A parte larga da diáfise mais próxima da epífise é designada de metáfise. Depois da sinostose, a diáfise e as suas extremidades aparecem como um osso contínuo.
O periósteo, uma fina membrana fibrosa que reveste externamente os ossos, exceto às superfícies articulares que são revestidas por cartilagem do tipo hialina, onde o osso se torna contínuo com a cápsula articular. O periósteo contém nervos, além de vasos de sangue que são relevantes para o suprimento de nutrientes aos ossos, promovendo, assim, o crescimento ósseo em diâmetro e a reparação de fraturas. Também serve de ponto de inserção para os tendões e os ligamentos. Já o endósteo é uma membrana que reveste a cavidade medular.
Os ossos são classificados conforme sua forma geométrica aproximada em: longos, alongados, curtos, planos, e irregulares. Existem, ainda, os ossos pneumáticos, os ossos sesamoides, e os ossos acessórios.
Os ossos longos são formados por uma diáfise e duas epífises. Apresentam o comprimento maior em relação à largura e a espessura que são equivalentes. Os ossos alongados são achatados, sem epífises bem definidas, e não têm cavidade medular. Nos ossos planos a largura e o comprimento predominam sobre a espessura, enquanto nos ossos curtos as três dimensões são equivalentes. Os ossos planos proporcionam proteção para o conteúdo interno e ampla superfície para a fixação muscular. Os ossos irregulares não possuem formas geométricas bem definidas.
Os ossos pneumáticos são ocos, com cavidades cheias de ar e revestidas por mucosa, apresentando pequeno peso em relação ao seu volume. Os ossos sesamoides se assemelham a sementes de gergelim, localizados em regiões que alguns tendões cruzam epífises de ossos longos. Os ossos sesamoides se desenvolvem dentro dos tendões e os protegem de desgaste exorbitante junto ao osso. Também alteram o ângulo de inserção de um tendão. Os ossos acessórios são raros e sua sede, as suas dimensões, e o seu número podem ser muito variáveis. Acontecem mais comumente na superfície externa do que na superfície interna. Do ponto de vista da anatomia comparativa, alguns desses ossos correspondem aos que se deparam normalmente em outros vertebrados e outros não apresentam essa correspondência. A estes ossos acidentais dá-se o nome de ossos suturais ou wormianos, os quais acontecem muitas vezes na sutura lambdoide, em crânios hidrocefálicos.
Os ossos longos são encontrados tão somente no esqueleto apendicular. As costelas são exemplos típicos de ossos alongados. Os exemplos de ossos classificados como curtos são os ossos carpos e os ossos do tarso, exceto o osso pisiforme que é um osso sesamoide, e o osso calcâneo que é um osso irregular. Alguns exemplos de ossos planos são os ossos que formam a calvária e a escápula. As vertebras, os ossos da face, os ossos da base do crânio são exemplos de ossos irregulares.
Os ossos pneumáticos compõem os seios da face,

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