Historia da Africa Vol Unico
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Historia da Africa Vol Unico

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Volume único
\u2022 \u2022 \u2022 \u2022 \u2022

\u2022 \u2022 \u2022 \u2022 \u2022
Andrea Marzano

Marcelo Bittencourt

Volum
e único

\u2022 \u2022 \u2022

História da África

H
istória da Á

frica

ISBN 978-85-7648-869-9

9 788576 488699

História da África

Volume único

Andrea Marzano
Marcelo Bittencourt

Apoio:

M824
Marzano, Andrea
 História da África \u2013 v. único / Andrea Marzano, Marcelo
Bittencourt \u2013 Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2013.

 434 p.; 19 x 26,5 cm.

 ISBN 978-85-7648-869-9

 1. História da África. 2. Islamismo. 3. Escravidão.
4. Colonialismo. I. Bittencourt, Marcelo. II. Título.

CDD 392

Copyright © 2013, Fundação Cecierj / Consórcio Cederj

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Texto revisado segundo o novo Acordo Ortográfi co da Língua Portuguesa.

Material Didático

ELABORAÇÃO DE CONTEÚDO
Andrea Marzano
Marcelo Bittencourt

COORDENAÇÃO DE
DESENVOLVIMENTO INSTRUCIONAL
Cristine Costa Barreto

SUPERVISÃO DE
DESENVOLVIMENTO INSTRUCIONAL
Flávia Busnardo

DESENVOLVIMENTO INSTRUCIONAL
E REVISÃO

Henrique Oliveira
Paulo Alves

AVALIAÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO
Thaïs de Siervi

Departamento de Produção

EDITOR
Fábio Rapello Alencar

COORDENAÇÃO DE
REVISÃO
Cristina Freixinho

REVISÃO TIPOGRÁFICA
Beatriz Fontes
Carolina Godoi
Cristina Freixinho
Elaine Bayma
Patrícia Sotello
Thelenayce Ribeiro

COORDENAÇÃO DE
PRODUÇÃO
Ronaldo d'Aguiar Silva

DIRETOR DE ARTE
Alexandre d'Oliveira

PROGRAMAÇÃO VISUAL
Alessandra Nogueira

ILUSTRAÇÃO
Bianca Giacomelli

CAPA
Bianca Giacomelli

PRODUÇÃO GRÁFICA
Verônica Paranhos

Fundação Cecierj / Consórcio Cederj
Rua da Ajuda, 5 \u2013 Centro \u2013 Rio de Janeiro, RJ \u2013 CEP 20040-000

Tel.: (21) 2333-1112 Fax: (21) 2333-1116

Presidente
Carlos Eduardo Bielschowsky

Vice-presidente
Masako Oya Masuda

Coordenação do Curso de História
UNIRIO \u2013 Claudia Rodrigues

2013.2/2014.1

Universidades Consorciadas

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia

Governador

Alexandre Cardoso

Sérgio Cabral Filho

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia

Governador

Gustavo Reis Ferreira

Sérgio Cabral Filho

CEFET/RJ - CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO
TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

UERJ - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO

UNIRIO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO

UFRRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL
DO RIO DE JANEIRO

UFRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL DO
RIO DE JANEIRO

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Reitor: Roberto de Souza Salles

Reitor: Carlos Levi

Reitora: Ana Maria Dantas Soares

Reitor: Luiz Pedro San Gil JutucaReitor: Ricardo Vieiralves de Castro

Diretor-geral: Carlos Henrique Figueiredo Alves

UENF - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO
NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
Reitor: Silvério de Paiva Freitas

História da África
SUMÁRIO

Volume único

Aula 1 \u2013 A África como objeto de estudo 1:
diversidade, fontes e metodologias _________ 7
Andrea Marzano

Aula 2 \u2013 A África como objeto de estudo 2:
historiografi a ___________________________ 27
Andrea Marzano

Aula 3 \u2013 A expansão do islamismo na África ________ 51
Andrea Marzano

Aula 4 \u2013 Os \u201cimpérios\u201d da curva do Níger:
Gana, Mali e Songai _____________________ 85
Andrea Marzano

Aula 5 \u2013 Grandes \u201creinos\u201d da África
subsaariana: Grande Zimbábue,
Monomotapa e Congo __________________109
Andrea Marzano

Aula 6 \u2013 A escravidão na África __________________131
Andrea Marzano

Aula 7 \u2013 O comércio atlântico de escravos e seus
efeitos nas sociedades africanas __________157
Andrea Marzano

Aula 8 \u2013 O fi m do comércio atlântico de escravos
e as transformações das sociedades
africanas no século XIX __________________183
Andrea Marzano

Aula 9 \u2013 A expansão europeia na África ___________217
Andrea Marzano e Marcelo Bittencourt

Aula 10 \u2013 O colonialismo e a exploração
do trabalho africano ____________________247
Marcelo Bittencourt

Aula 11 \u2013 Os impactos culturais e sociais do
colonialismo ___________________________273
Marcelo Bittencourt

Aula 12 \u2013 Estudo de caso: o colonialismo
em Angola _____________________________295
Marcelo Bittencourt

Aula 13 \u2013 Descolonização, lutas de libertação
nacional e independências _______________327
Marcelo Bittencourt

Aula 14 \u2013 Crises na África independente ___________355
Marcelo Bittencourt

Aula 15 \u2013 Estudo de caso: guerra civil e paz
em Angola _____________________________393
Marcelo Bittencourt

Referências ___________________________________423

Andrea Marzano

Aula 1

A d M

A África como
objeto de estudo 1:
diversidade, fontes
e metodologias

História da África

8

Meta da aula

Avaliar a África como objeto de estudo dos historiadores.

Objetivos

Esperamos que, ao fi nal desta aula, você seja capaz de:

1. identifi car a diversidade africana, criticando o olhar homogeneizante

 frequentemente lançado sobre o continente;

2. relacionar argumentos sobre as fontes e metodologias adequadas ao estudo da

 história da África.

Aula 1 \u2013 A África como objeto de estudo 1: diversidade, fontes e metodologias

 9

INTRODUÇÃO

A diversidade africana \u2013
problematizando o objeto

Tecer comentários sobre a África como objeto de estudo exige,

antes de mais nada, considerar que o que defi nimos genericamente

como África é um continente de grandes dimensões, com diferentes

ecossistemas \u2013 desertos, savanas, fl orestas tropicais e equatoriais \u2013 e

diferentes povos, falantes de várias línguas e detentores de diversas

religiões, das consideradas \u201ctradicionais\u201d ou \u201canimistas\u201d, com

diferenças notáveis entre si, ao islamismo, catolicismo e variadas

denominações cristãs.

As religiões na África contemporânea

Através do endereço abaixo, você poderá

acessar um material produzido por estudantes,

disponibilizado no portal da Fundação Educacional

Oracle. Nele você encontrará informações sobre as

diferentes religiões no continente africano.

http://library.thinkquest.org/16645/the_people/

religions.shtml

Exige observar que o continente africano possuía diferentes

formas de organização política antes da chegada dos europeus \u2013

desde as sociedades descentralizadas, em que as decisões eram

Religiões
\u201canimistas\u201d

A expressão animismo
foi criada no fi nal do
século XIX pelo antro-
pólogo inglês Edward
Tylor para designar as
religiões presentes nas
sociedades então con-

sideradas primitivas.
As religiões animistas
seriam caracterizadas

pela crença em um
princípio vital \u2013 ânima

\u2013 manifestado em todos
os elementos do cosmos

(sol, lua e estrelas), na
natureza (rios, mares,
montanhas), nos seres
vivos (inclusive vege-

tais) e nos fenômenos
naturais (chuva, vento,
dia, noite). Apesar de

sua extrema variedade,
as religiões animistas

compartilhariam a ideia
de que todas as coisas
possuem princípio vital
\u2013 ânima \u2013 e consciên-
cia, e de que o ânima

pode ser transferido
de um \u201cser\u201d (inclusive

vegetais, minerais etc.)
para outro. A partir

de meados do século
XX, o termo tendeu a

ser abandonado pelos
antropólogos, que

apontaram seu caráter
genérico \u2013 já que todas
as religiões possuiriam

elementos animistas
\u2013 e frequentemente

pejorativo.

História da África

10

tomadas por conselhos de anciãos, a sociedades secretas de

caráter mágico-religioso, passando por reinos de diferentes

tamanhos e chegando ao que alguns autores chamam de grandes

impérios, que controlavam vários povos e amplas extensões

territoriais.

Exige ter em conta as