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Aula 07 Português

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- palavras 
pertencentes à mesma família, chamadas cognatas - , isto é, pertencem ao mesmo 
campo semântico.
Entretanto, não é necessário que as palavras possuam o mesmo radical para 
pertencerem ao mesmo campo semântico. É possível que os vocábulos se 
relacionem pelo sentido em um determinado contexto.
Exemplo:
João Camilo dirigia-se à casa de Maria Odete. No meio do percurso, ouviu 
um trovão. De repente, o céu ficou escuro; viu um relâmpago. Começou a chuva e 
João teve de voltar a casa.
No contexto acima, os vocábulos "trovão” , "relâmpago” e "chuva” , ainda que 
não possuam o mesmo radical, aproximam-se pelo sentido, ou seja, pertencem ao 
mesmo campo semântico.
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Denotação - é o emprego da palavra em seu sentido usual, dicionarizado. 
Exemplo: João comprou uma flor para Maria.
Conotação (linguagem não literal) - é o sentido que a palavra assume em 
determinado contexto, ou seja, é o emprego da palavra em sentido figurado.
Exemplo: Maria, namorada de João, é uma flor.
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SINONÍMIA
Sinonímia - as palavras são sinônimas quando apresentam significados 
semelhantes em determinado contexto.
Exemplo:
O comprimento da sala é de quinze metros.
A extensão da sala é de quinze metros.
Nos exemplos acima, os vocábulos "comprimento” e "extensão” o mesmo 
significado. Portanto, apresentam relação sinonímica.
Também é importante chamar a atenção de vocês para a existência de frases 
sinônimas.
Exemplo:
Mal ele saiu, todos chegaram.
Assim que ele saiu, todos chegaram.
Nos exemplos acima, a conjunção "Mal” apresenta valor temporal. A mesma 
noção é apresentada na expressão "Assim que”. Como não houve alteração de 
sentido entre as frases, estas são sinônimas.
Existem, também, os sinônimos circunstanciais, que são adequados em 
determinado contexto.
Exemplo:
José Sarney desembarcou hoje em Brasília. Chegando ao Senado, o presidente do 
Senado fez seu pronunciamento.
ANTONÍMIA
Antonímia - são palavras que apresentam sentido contrário, oposto.
Exemplo: É um menino corajoso. / É um menino medroso.
A antítese é uma figura de linguagem que pode ser empregada para a 
obtenção termos antonímicos. Por meio desse recurso estilístico, faz-se a 
contraposição simétrica de palavras ou expressões de significado contrário, para:
a) pôr em relevo a oposição entre elas: "Residem juntamente no teu peito um 
demônio que ruge e um Deus que chora.” (Olavo Bilac)
b) obter um efeito paradoxal: "Nada! Esta só palavra em si resume tudo.” 
(Raimundo Correia)
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QUESTÕES DA ESAF
Leia o texto abaixo para responder à questão 1.
A situação fiscal brasileira é bem m elhor que a da m aior parte dos 
países desenvolvidos, mas bem pior que a da maioria dos em ergentes, 
segundo números divulgados pelo FM I. Para cobrir suas necessidades 
de financiam ento, dívida vencida e déficit orçam entário, o governo 
brasileiro precisará do equivalente a 1 8 ,5 % do Produto In tern o Bruto 
(P IB ) neste ano e 1 8 % no próximo. A m aior parte do problema decorre 
do pesado endividam ento acumulado ao longo de muitos anos. Neste 
ano, as necessidades de cobertura correspondem a pouco menos que o 
dobro da média ponderada dos 23 países - 9 ,5 % do PIB. Países 
sulamericanos estão entre aqueles em m elhor situação, nesse conjunto. 
O campeão da saúde fiscal é o Chile, com déficit orçam entário de 0 ,3 % e 
compromissos a liquidar de 1% do PIB. As previsões para o Peru 
indicam um superávit fiscal de 1 ,1 % e dívida a pagar de 2 ,5 % do PIB. A 
Colômbia tam bém aparece em posição confortável, com uma 
necessidade de cobertura de 3 ,9 % . Esses três países têm obtido uma 
invejável combinação de estabilidade fiscal, inflação controlada e 
crescimento firm e nos negócios.
(Adaptado de O Estado de São Paulo, Notas & Informações. 21 de abril de 2012)
1. (E SA F-2012/C G U ) In fe re -se das relações entre as ideias do texto que:
a ) a situação fiscal de um país não é, necessariam ente, proporcional ao 
seu desenvolvim ento.
b) países em ergentes apresentam , geralm ente, uma relação de baixo 
PIB e alto superávit fiscal.
c) países sul-am ericanos apresentam pouco mais que a m etade da 
média ponderada de outros países.
d) o Brasil tem dem onstrado vigor para superar, dentro de dois anos, os 
três países sul-am ericanos com m elhor saúde fiscal.
e ) inflação controlada provoca crescimento firm e nos negócios, o que 
resulta em estabilidade fiscal.
Com entário : A partir das ideias contidas no texto, é correto inferir que "a 
situação fiscal de um país não é, necessariamente, proporcional ao seu 
desenvolvimento". Essa inferência é lícita, sendo baseada nos seguintes 
segmentos do texto:
"A situação fiscal brasileira (país emergente) é bem melhor que a da maior parte 
dos países desenvolvidos".
"Países sul-americanos estão entre aqueles em melhor situação."
Portanto, a letra A é o gabarito da questão.
Gabarito: A.
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Leia o fragm ento de entrevista abaixo para responder à questão 2.
CARTA CAPITAL: Como o senhor avalia a economia brasileira? Roberto 
Frenkel: A queda do crescim ento da economia teve a ver com três 
acontecimentos. A situação nos EUA está mais positiva, há otim ism o no 
m ercado norte-am ericano, as ações subiram e estão no pico pós-crise, 
mas ainda é uma recuperação modesta. Na zona do euro, serão dois 
trim estres consecutivos em queda, o que, de acordo com a definição 
convencional, caracteriza recessão. E a China está claram ente em 
desaceleração. Essas realidades tiveram um efeito negativo sobre o 
crescimento brasileiro ao longo do segundo sem estre de 2011. Outro 
fa to r foi a valorização cambial. No fim do ano passado, o real chegou a 
acum ular a m aior valorização cambial desde o início da globalização 
financeira, ou seja, desde o fim dos anos 1960; e isso tem um efeito 
m uito negativo sobre a indústria e a atividade de modo geral.
(Trecho adaptado da entrevista de Roberto Frenkel a Luiz Antonio Cintra, Intervir para 
ganhar. Carta Capital, 18 de abril de 2012, p.78)
2. (ESA F-2012/C G U ) Analise as seguintes possibilidades para
apresentar, de m aneira resumida, a argum entação da resposta do 
entrevistado:
A queda no crescimento da economia no Brasil
I . tem motivos causados pela desvalorização do real: otim ismo no 
m ercado am ericano (depois da crise); nova definição de recessão na 
zona do euro e a China com desaceleração do mercado.
I I . pode ser relacionada a quatro fatores: otim ismo no mercado 
am ericano, recessão na zona do euro, desaceleração na China e 
valorização cambial do real.
I I I . deve-se a acontecimentos internacionais, como a alta das ações 
am ericanas, a desindustrialização da China, a queda na zona do euro, 
com valorização cambial.
Preservando a coerência e a correção gram atical,
a ) apenas I I e I I I estão corretas.
b) apenas I I I está correta.
c) apenas I e I I estão corretas.
d) apenas I e I I I estão corretas.
e ) apenas I I está correta.
Com entário : No início da entrevista, Roberto Frenkel cita que "a queda do 
crescimento da economia (brasileira) teve a ver com três motivos", a saber:
- otimismo no mercado americano: