1 Corintios   Joao Calvino
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1 Corintios Joao Calvino

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o ao L aiym o

1 CORÍNTIOS

João Calvino

D ad o s In te rn a c io n a is d e C a ta lo g ação n a P u b licação (C IP )
(C â m a ra B ra s ile ira do L iv ro , SP, B rasil)________

C alvino, João, 1509-1564.
I C orintios / João Calvino; tradução de Valter Graciano

M artins. 2. ed. - São B ernardo do C am po, SP: Edições
Parakletos,2003.

T ítulo original: The C om m entaries o f John C alvin on the
First E pistle o fP au l the A postle to the C orinthians

Bibliografia.

1 B íblia. N.T. - C orintios, 1. - C om entários
I. Título.

03-1757______________________________________________C D D -227.207

in d ic e s p a r a catá lo g o sis tem ático :
I. C orintios, 1.: E pístolas paulinas: C om entários

227.207

C alv in\u2019s C om m entaries - volum e XX.

O riginalm ente im presso por C alvin Translation Society

R eim presso em 1998 por B aker Books,
um a divisão d a B aker B ook House Com pany

P.O. B ox 6287, G rand R apids, M l 49516-6287.

2° edição brasileira, 2003, S. B. do Cam po, SP
Tiragem : 2.000 exem plares

Tradução.
Valter G raciano M artins

Editoração:
Eline A lves M artins

M /P A R A K /IT O S ________________
R ua A dam antina, 36 \u2022 B acta N eves
09760-340 \u2022 S ão B ernardo d o C am po , SP \u2022 B rasil
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ÍNDICE

D e d ica tó ria ...............................................................................................................7

Segunda D ed ica tó ria .........................................................................................H

A nálise da P rim eira E p ísto la de Paulo aos C o r ín tio s ............................ 15

C O M E N T Á R IO À SA G R A D A E S C R IT U R A SO B R E A
PR IM E IR A E PÍST O L A D E PA U L O AO S C O R ÍN TIO S

C apítu lo 1 ................................................................................................................27

C apítu lo 2 ............................................................................................................... 74

C apítu lo 3 ............................................................................................................... 9g

C apítu lo 4 ..............................................................................................................126

C apítu lo 5 .............................................................................................................. 155

C apítu lo 6 .............................................................................................................. 173

C apítu lo 7 ..............................................................................................................] 97

C apítu lo 8 ..............................................................................................................247

C apítu lo 9 ..............................................................................................................263

C apítu lo 1 0 ........................................................................................................... 289

C apítu lo 1 1 ........................................................................................................... 326

C apítu lo 1 2 ........................................................................................................37 3

C apítu lo 1 3 ........................................................................................................396

C apítu lo 1 4 ........................................................................................................4 1 2

C apítu lo 1 5 ........................................................................................................452

C apítu lo 1 6 ........................................................................................................5 1 ]

DEDICATÓRIA

A O M U I IL U ST R E VARÃO. T IA G O , SE N H O R D A B O R G Ú N D IA ,

este m eu com entário , esforcei-m e po r fazer um a exposição desta
ep ísto la de Paulo, a qual não é m enos d ifíc il do q u e [em extrem o]

valiosa. M uitos me têm solicitado este com entário; na verdade, há m uito
tem po que fazem insistente apelo por sua publicação . A gora que está
publicado , tão-som ente desejo que o m esm o venha igualm ente satisfa­
zer suas esperanças e anseios. N ão d igo isto com o fim de gran jear
algum a recom pensa para m eu trabalho na fo rm a de louvor, porquanto
ta l am bição deve fica r longe dos servos de C risto ; m as o que desejo é
gerar benefíc io para todos, e não posso a lcan çar tal ob jetivo se e le não
fo r aceitável. Tenho deveras labutado com a m áxim a fide lidade e dili­
gênc ia para que, sem qualquer im portunidade, a obra se ja do m ais e le­
vado valo r para a Ig re ja de D eus. Q uanto m ais êx ito tiver, m ais m eus
leitores ju lg arão de acordo com a real p ratic idade da obra.

D e qualquer form a, creio que consegui fazer com que este com en­
tário seja de inusitada a juda na conquista de um a com pleta com preen­
são do pensam ento de Paulo. C ertam ente, m eu honorável senhor, estou
certo de que vós achareis p lenam ente com preensível, e até m esm o in ­
d ispensável, que vos aconselhe a não perm itir-vos que fiqueis excessi­
vam ente afeiçoado a m im . M esm o que tal aconteça, não obstan te terei
vosso veredito na m ais elevada conta, a fim de que eu possa considerar
m eu trabalho com o tendo ating ido seu m ais e levado sucesso , se por­
ventura tiver a lcançado vossa inestim ável aprovação.

* A p ó s 1551, e s ta d e d ic a tó r ia fo i s u p rim id a d a s e d içõ es d o c o m e n tá r io , e m d e c o r rê n c ia
d a d is p u ta q u e s u sc ito u -s e en tre C a lv in o e o s e n h o r d e F a la is s o b re B a lse c . M an te m o -la
aq u i p o rq u e a se g u n d a d e d ic a tó r ia fa z a lu sã o a o in c id en te .

d e F a l a i s e d e B r e d a e t c .*

\u2022 7 \u2022

1 CORÍNTIOS

A lém do m ais, a inda que vo-lo dediquei, não foi só na esperança
dc e le vos agradar, m as por m uitas outras razões, das quais a mais
im portan te é que vossa v ida pessoal confirm e perfeitam ente um dos
tem as da carta de Paulo. Pois enquanto no presen te tem po há tantos
que convertem o evangelho num a filosofia fria e acadêm ica, acred itan ­
do q u e têm feito tudo quanto deles é requerido, e feito devidam ente,
em bora acenem suas cabeças em assen tim ento ao que têm d ito , vós,
po r ou tro lado, para nós sois um consp ícuo exem plo desse poder vivo
sobre o qual Paulo insiste tanto . O que pretendo d izer é que quando
o lham os para vós, com preendem os o que significa esse v igor esp iri­
tual que, afirm a Paulo, jo rra do evangelho. N aturalm ente, não faço
m enção dessas co isas para vossa satisfação pessoal, senão q u e acred i­
to ser de grande im portância do ponto de v ista do exem plo [cristão].

V ós pertenceis à p rim eira c lasse da nobreza, ob tivestes e usufru ís­
tes de e levada e ilustre posição na vida, e sois p rendado com q u a lida­
des e riquezas (posições que se acham atualm ente todas enxam eadas
de corrupções!). O ra, certam ente seria algo p o r si m esm o im portante
se vós, cm tais circunstâncias, não só levásseis u m a v ida d isc ip linada e
tem perada, m as tam bém conservásseis vossa fam ília sob contro le m e­
d ian te um a adequada e saudável d iscip lina. D e fato tendes levado am ­
bos estes [deveres] ao p leno cum prim ento . Pois vosso com portam ento
tem sido tal, que a todos tem sido um a clara ev idência de que não há
em vós o m enor traço de egoísm o.

Sem pre que foi necessário que m antivésseis vosso esp lendor,