Livro Gestao Pública Bodart
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Livro Gestao Pública Bodart

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Livro: Gestão Pública: transparência, controle e participação social

Book · October 2015

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Cristiano Bodart
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1
transparência controle e participação social

Cristiano das Neves Bodart
(Organizador)

Gestão Pública:
transparência controle e participação social

Vila Velha-ES
Faculdade Novo Milênio

2015

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3
transparência controle e participação social

Agradecimentos

À Faculdade Novo Milênio (FNM), espaço de construção
do saber.
Aos diretores da Novo Milênio por apoiar esse projeto e
por proporcionar condições para que o ambiente
acadêmico seja produtivo.
À coordenação dos cursos de Administração e Gestão de
Recursos Humanos da FNM pelo apoio.
Aos professores que se dispuseram em compor a comissão
editorial dessa obra.
Aos professores do curso de Administração da Faculdade
Novo Milênio, por facilitar o processo de ensino-
aprendizagem.
Por fim, mas não menos importante, nosso agradecimento
especial os nossos familiares, por acreditar que somos
capazes.

4
Gestão Pública

5
transparência controle e participação social

Sumário

PREFÁCIO ........................................................................................ 07
Valdemir Pires

APRESENTAÇÃO ............................................................................. 09
Cassiano Pessanha Madalena

CAPÍTULO 1 ...................................................................................... 11
Accountability na administração pública de Vila Velha: uma análise
em torno do Orçamento Participativo
Elisangela Lemos Oliveira e Cristiano das Neves Bodart

CAPÍTULO 2 ...................................................................................... 47
Dificuldades na gestão do orçamento participativo: a experiência de
Vila Velha-ES
Christopher Pinheiro de Castro Fiorani, Thiago Pizelli Alves Bigossi,
Vladmir Agostinho Afonso e Cristiano das Neves Bodart

CAPÍTULO 3 ...................................................................................... 69
Entraves na elaboração erealização de Convênio e prestação de
contas na Administração Pública
David de Freitas Bravim, David Rômulo da Penha Reis, Gisele Fernanda
de Carvalho e Liliane Cardozo Ataide

CAPÍTULO 4 ...................................................................................... 91
Transparência, Acessibilidade e Usabilidade e nos sítios municipais
da Região Metropolitana da Grande Vitória
Cristiano das Neves Bodart, Kamille Ramos Torres e Roniel Sampaio
Silva

SOBRE OS AUTORES..................................................................... 119

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Gestão Pública

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transparência controle e participação social

Prefácio

Há um quarto de século cidades brasileiras vêm experimentando a
prática do que se convencionou chamar de Orçamento Participativo
(OP): o estabelecimento de relações diretas entre comunidades locais,
seus representantes eleitos e os corpos técnicos das prefeituras, durante
o ciclo orçamentário, visando maior protagonismo cidadão no
planejamento e no controle dos recursos financeiros públicos. Vila
Velha (ES) desenvolveu conhecida experiência precursora dessa
inovação no período 1983-86 (embora sem a denominação atual),
quando o Brasil caminhava para a redemocratização. E de lá para cá o
OP reapareceu intermitentemente \u2013 com maior ou menor sucesso \u2013 nesta
cidade. De certo modo, então, Vila Velha é um laboratório do OP,
vivenciando-o na transição democrática e, depois, com a democracia já
consolidada; em momento de crise econômica severa (1983-1986) e,
posteriormente, de crescimento e relativa estabilidade macroeconômica.
E então?

Em Accountability na administração pública de Vila Velha: uma
análise em torno do Orçamento Participativo (de Elisangela Lemos
Oliveira e Cristiano das Neves Bodart) e em Dificuldades na gestão do
orçamento participativo: a experiência de Vila Velha-ES (de Christopher
Pinheiro de Castro Fiorani, Thiago Pizelli Alves Bigossi, Vladmir
Agostinho Afonso e Cristiano das Neves Bodart) os autores contribuem
para esclarecer em que medida o atual OP de Vila Velha tem alguma
efetividade e quais os percalços para seu futuro. As constatações não são
propriamente animadoras, mas a esperança na metodologia não parece
totalmente morta, embora Inês defunta já seja. Se Inês é só o nome de
uma janela de oportunidade, pode ser que ainda volte a se abrir, como se
a camoniana figura pudesse ressuscitar.

O momento do OP ficou para trás. Depois da democratização e
de lances de controversa reforma do Estado, a pretensão diminuiu:
busca-se, agora, a transparência. Também mudou o idioma: o que se
quer é accountability. Chique, não? Mas não \u201cno úrtimo\u201d1, porque os

1
\u201cChique no úrtimo\u201d é uma expressão do caipira de Piracicaba, que quer dizer ótimo,

excelente, digno de nota. E Piracicaba (SP), a propósito, é outra cidade que praticou OP
na mesma época de Vitória (1983-86) e em anos posteriores (1989-92 e 2001-2004),
assim como atualmente (dizem). É bem provável que as conclusões a respeito da

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Gestão Pública

portais municipais da Grande Vitória (conforme Cristiano das Neves
Bodart, Kamille Ramos Torres e Roniel Sampaio Silva, em
Transparência, Acessibilidade e Usabilidade e nos sítios municipais da
Região Metropolitana da Grande Vitória) revelam o que outras
pesquisas constatam em tantos outros dos 5.570 municípios brasileiros:
a transparência já chegou nas leis, mas não na cultura da gestão pública,
nem nos canais virtuais da rede mundial de computadores.

Mas não é só em avanços democráticos e tecnológicos que se
nota um caminhar lento, mesmo em uma das mais ricas regiões do país
(o Estado do Espírito Santo): a rotina corriqueira de gestão de convênios
entre níveis da federação também carece de zelo, como concluem David
de Freitas Bravim, David Rômulo da Penha Reis, Gisele Fernanda de
Carvalho e Liliane Cardozo Ataide em Entraves na elaboração e
realização de Convênio e prestação de contas na Administração Pública.

Motivos para desalento? Não, claro que não. As cidades
brasileiras não são para os fracos. E os brasileiros não são fracos, é
sabido. E, ademais, as coisas já foram piores por aqui. Estamos
caminhando e, de certo modo, o fazemos cantando. Cantando e, cada
vez mais, refletindo e formulando. Note-se: estes trabalhos, acima
comentados, são de um grupo de graduandos de Administração, de uma
universidade privada, envolvidos com iniciação científica graças à
abnegação de seus orientadores. Um curso e uma IES que, a rigor, nem
teriam maiores obrigações com ensino e pesquisa sobre temas de
Administração Pública!

Fé no futuro e mangas arregaçadas, prontos para a labuta! Não
há postura alternativa aceitável. Estudar, entender, compreender para
melhor atuar e, afinal de contas, atuar e transformar, inovar, realizar um
pedacinho do futuro melhor a cada momento é o que há para hoje.
Parabéns aos autores! Bom proveito aos leitores!

Valdemir Pires, 07/09/2015
Professor doutor do Departamento de Administração Pública da UNESP

efetividade e do futuro da prática sejam, nesta cidade paulista, muito parecidas com as
que os autores encontraram nos capítulos deste livro, sobre o caso de Vila Velha (ES).

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transparência controle e participação social

APRESENTAÇÃO