AULA 12 Análise dos Movimentos Articulares dos Segmentos Superiores 1
1 pág.

AULA 12 Análise dos Movimentos Articulares dos Segmentos Superiores 1

Disciplina:Anatomia Clínica1.508 materiais5.686 seguidores
Pré-visualização1 página
*
*

Análise dos Movimentos Articulares dos Segmentos Superiores e Inferiores

*
*

APLICADA A CINTURA ESCAPULAR E COMPLEXO DO OMBRO
A cintura escapular é formada por dois pares ósseos, que são: clavícula e escápula. Esta cintura apresenta uma maior condição de livre movimentação para os membros superiores, fazendo com que os movimentos sejam mais eficientes e cadenciados, graças a um conjunto de articulações e segmentos.

*
*

*
*

         A cintura escapular é considerada um anel incompleto, o que permite movimentos independentes para membros superiores direito e esquerdo, o mesmo não ocorre para os membros inferiores.
         Os membros superiores estão mais capacitados a realizarem habilidades de manipulação, destreza e coordenação motora fina.

*
*

A cintura escapular deve ser inicialmente compreendida a partir das articulações
 esternoclavicular e da acromioclavicular. O ponto de união da cintura escapular e do membro superior com o restante do esqueleto ocorre na articulação esterno clavicular (manúbrio), e é classificada como articulação sinovial deslizante, com um disco fibro cartilaginoso, sendo suportada pelos ligamentos interclavicular, esternoclavicular e costoclavicular (o mais importante).

*
*

A integridade postural da cintura escapular depende diretamente da tensão residual dos músculos envolvidos com os movimentos desta cintura.

*
*

Movimento para frente e para trás (protação e retração). A clavícula roda aproximadamente 50 graus em torno do seu eixo longo (rotação anterior e posterior). Os movimentos da cintura escapular são caracterizados a partir dos movimentos da escapula.

*
*

A articulação acrômio clavicular é classificada como articulação sinovial deslizante pequena e possui disco fibro-cartilaginoso. A articulação acrômio-clavicular fica sobre o topo da cabeça do úmero e pode restringir os movimentos do braço. A articulação acrômio clavicular é reforçada por uma capsula densa e tensão ligamentar, em especial do ligamento córaco-clavicular.

*
*

movimento para frente e para trás a partir do eixo longitudinal: protação ou abdução; e retração ou adução. Ocorre no plano transverso.
Protação: afastamento da borda medial da escapula da linha média do corpo.
Retração: aproximação da borda medial da escapula da linha média do corpo.
 Movimento alar: ocorre no plano frontal. Eixo ântero/posterior. Referência: ângulo inferior da escapula.
Rotação superior: ângulo inferior da escapula gira para fora ou lateralmente.
Rotação inferior: ângulo inferior da escapula gira para dentro ou medialmente.

*
*

Movimento da escapula para cima e para baixo: são movimentos de depressão ou elevação. Não existe eixo de movimento, ocorre no plano frontal (movimento de translação). Amplitude de mais ou menos 30 graus na articulação acrômio-clavicular.
 A clavícula funciona como um braço móvel no movimento da escápula na cintura escapular.
 Movimento da escápula (elevação e depressão) sobre o eixo é denominado translação
Rotação superior/ inferior: plano frontal, eixo ântero posterior.

*
*

São opostos aos movimentos na articulação acrômio clavicular para elevação, depressão, protação e retração.
A articulação escapulotorácica é uma articulação fisiológica (funcional), a escápula apoia-se sobre dois músculos: o serrátil anterior e o subescapular.
Dos 180o conseguidos para os movimentos de elevação da articulação do ombro (flexão e abdução do ombro), 120o pertencem a articulação do ombro e 60o a articulação escapulotorácica

*
*

É uma articulação de cabeça e cavidade, sendo considerada a articulação de maior amplitude do corpo humano. Sua constituição estrutural faz com que esta articulação seja diartrose, sinovial e triaxial. Cápsula frouxa e suporte ligamentos limitados.

*
*

A cavidade glenóide envolve somente 25% da cabeça umeral, sendo a participação de uma estrutura fibrocartilaginosa, chamada lábio glenóide, responsável por aumentar em 75% a área de contato na cabeça do úmero. Juntamente com o lábio glenóide, os tendões do manguito rotador  (infra e supra espinhal, subescapular e redondo menor) auxiliam na fixação da cabeça do úmero à cavidade.

*
*

 Os músculos que contribuem para os movimentos de abdução e flexão da articulação do ombro são similares. O deltóide gera cerca de metade da força muscular para elevação do braço.
O movimento de flexão solicita, prioritariamente, o deltóide anterior. Já a abdução da articulação do ombro, solicita o deltóide médio, sendo este mais ativo em 90o e 180º Acima de 90o de elevação da articulação do ombro a força da bainha rotatória diminui, deixando a articulação do ombro mais vulnerável a lesões.

*
*

A força adução dos músculos do ombro é o dobro da força do movimento de abdução, embora o movimento de abdução e seu grupo muscular sejam usados mais freqüentemente em atividades esportivas ou diárias.
As ações articulares mais fracas da articulação do ombro são os movimentos de rotação, sendo a rotação externa mais fraca que a rotação interna.

*
*

A cápsula articular tem aproximadamente o dobro do volume da cabeça umeral.
 Articulação do ombro: ativo = rotação / passivo = rotação/ translação.

*
*

Plano sagital / eixo latero lateral:
flexão (180o), extensão (180o) e hiperextensão (60o).
Plano frontal / eixo antero posterior:
Abdução (180o) e adução (180o)
Plano transverso /eixo longitudinal:
Rotação interna (90o) e rotação externa (90o)
Flexão \u2013 adução \u2013 horizontal (135o)
Extensão \u2013 abdução \u2013 horizontal (45o)

*
*

          Os movimentos combinados do complexo do ombro \u2013 os movimentos da escápula e da articulação do ombro quando ocorrem simultaneamente são denominados ritmo escapuloumeral.
         Nos primeiros 30o de abdução e 45o /60o de flexão da articulação do ombro a escápula tende a permanecer estática. A partir desta amplitude de movimento a escápula começa a movimentar-se, permitindo assim, um ajuste da cintura escapular e consequentemente, a facilitação do movimento para a articulação do ombro. Basicamente o ritmo e que o ajuste ocorre é de 2:1.

*
*

À medida que o braço abduz acima de 90o, o tubérculo maior na cabeça do úmero
 aproxima-se do arco córaco-acromial, a compressão dos tecidos moles começam a limitar uma abdução adicional e a tuberosidade faz contato com o acrômio.
Se o braço é girado externamente, podem ocorrer 30o de abdução quando o tubérculo maior é movido para fora do arco. A abdução é limitada ainda mais e pode ocorrer 30o / 60o com rotação interna do ombro, já que o tubérculo maior é mantido sob o arco.  

*
*

Os músculos do ombro são fáceis de alongar e de fortalecer, devido à mobilidade da
 articulação. O benefício do exercício com resistência manual ou movimento passivo de manipulação, é que a força externa aplicada por um parceiro, pode ser prontamente ajustada para um nível possível de ser vencido.
    Os músculos que agem na articulação do ombro e cintura escapular geralmente trabalham combinados, fazendo com que seja difícil isolar um músculo específico em um exercício.

*
*

Um grupo muscular importante, que deve ser enfatizado em uma rotina de alongamento e de fortalecimento do complexo do ombro e da bainha rotatória, já que estes músculos estabilizam a articulação do ombro e realizam uma ampla variedade de movimentos do ombro.

*
*

Os micro-traumas são mais comuns como causa das lesões do complexo do ombro, em especial, na chamada área de compressão. Dois tipos de lesões aparecem com freqüência, a saber: miosite ou tendinite do supra-espinhoso e bursite sub-acromial, porém, antes da instalação das lesões, surgem indícios subjetivos como desconforto articular e dor por compressão na região.

*
*

*
*