Aula Nota 10 1
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Aula Nota 10 1


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mais animada e cheia de
surpresas, fatores que devem aumentar o engajamento na aula.
l Acrescente um gesto físico. Por exemplo, os alunos cruzam os dedos, imitando um
sinal de mais, quando perguntados qual é o nome do resultado de uma soma:
"Produto!". Se a pergunta for sobre onde deve ir a dezena durante a solução
de uma soma, eles apontam o dedo para o alto e gritam; "Em cima!'1. Incluir
um gesto físico de vez em quando tem duas vantagens para os professores. Em
primeiro lugar, oferece aos alunos um caminho para a atividade física em classe,
o que os mantém alertas e em movimento e lhes dá algo positivo para fazer, não
apenas dizer. É um grande alívio para os alunos que têm dificuldade para ficar
quietos no lugar. Com uma deixa visual, principalmente uma deixa relacionada
com o conteúdo, não aleatória, o professor também tem uma visão melhor dos
alunos que eventualmente estejam se escondendo enquanto os outros partici-
pam. Isso aumenta sua habilidade de avaliar o nível de compreensão dos alunos.
IDEIA-CHAVE
TODOS JUNTOS
Use a resposta em grupo: os alunos respondem em uníssono para construir
uma cultura de engajamento energizante e positivo.
Quando implementado de forma eficaz, Todos juntos engaja todos os alunos
de uma vez só em uma atividade animada, dinâmica e motivadora, que energiza
a turma. É extremamente útil como parte de uma estratégia mais abrangente de
envolvimento dos alunos e ainda tem efeitos colaterais bastante positivos na disci-
plina da turma. Cria o hábito de seguir comandos de maneira sutil, mas poderosa.
Quando participam da técnica Todos juntos, os alunos adquirem o hábito de fazer
o que o professor pede, uma vez atrás da outra, sem nem se darem conta de que
estão praticando essa habilidade. Mas Todos juntos tem riscos e aspectos negativos
que todo professor precisa saber:
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l Permite a carona. Se eu não sei a resposta ou não quero participar, posso sim-
plesmente mover os lábios e fingir. Se você está preocupado com esses caro-
neiros, pense em acrescentar um gesto à resposta, o que lhe permitirá testar a
participação tanto de forma auditiva como visual.
l Não permite um teste eficaz da compreensão. Com toda a excitação de mui-
tos alunos respondendo corretamente, aqueles que estão perdidos podem
se esconder facilmente, apenas movendo os lábios ou olhando seus pares e
aderindo na segunda ou terceira vez.
l Só reforça a cultura disciplinar da sua sala de aula se for firme e claro. Se os
alunos perceberem que podem usar as respostas para testar suas expectati-
vas - arrastando as respostas, respondendo de um jeito bobo ou alto demais
ou respondendo fora de sincronia - eles vão fazer isso. Portanto, você tem de
priorizar uma execução perfeita do coro. Se você receber qualquer das res-
postas listadas acima, você deve corrigi-los de forma energética e positiva,
dizendo algo assim: "Gosto da sua energia, mas preciso ouvir a resposta certa
na hora da deixa. Vamos tentar de novo".
Por décadas, os jogadores de beisebol aqueceram-se para os jogos e treinos com
um jogo chamado pepper. Em um grupo de quatro ou cinco jogadores, um deles
tem o taco e os outros ficam em círculo ao seu redor, a alguns metros dele, com as
luvas de beisebol vestidas. Um jogador joga a bola para o batedor, que rebate ime-
diatamente. Ura dos jogadores do círculo pega a bola e joga de volta ao batedor,
também imediatamente, que de novo rebate a bola de volta para o círculo ao redor
dele, para um jogador diferente. O jogo é rápido e oferece dúzias de oportunida-
des de praticar as habilidades de rebater e apanhar a bola em um curto período
de tempo e em um ambiente cheio de energia e de ritmo. Ao contrário do treino
formal, esta brincadeira não se propõe a ensinar novas habilidades ou estratégia
de jogo; é apenas um reforço das habilidades.
Bate-rebate, a técnica de ensino inspirada pelo jogo pepper, também usa
atividades de grupo em ritmo muito rápido, mas para rever informação já co-
nhecida e habilidades fundamentais. O professor "lança" perguntas rapida-
mente para um grupo de alunos e eles respondem. Normalmente, o professor
não reduz a velocidade para discutir uma resposta; se estiver certo, ele sim-
plesmente faz outra pergunta a outro aluno. Se a resposta estiver errada, ele
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faz a mesma pergunta de novo a outro aluno ou, às vezes, ao mesmo aluno, O
importante é não parar. Isso é Bate-rebate: uma revisão dos fundamentos mui-
to rápida, imprevisível (você nunca sabe quem vai receber a bola), com muitas
oportunidades de participação em rápida sucessão.
Bate-rebate é um grande aquecimento. Muitos professores a incluem logo no
começo da aula, como parte do treino oral diário, mas ela também é eficaz como
um interlúdio para animar a turma ou como a parte dinâmica de uma revisão, talvez
um arremate antes da avaliação. É perfeita para preencher de um jeito divertido,
produtivo e envolvente os 10 minutos finais da aula.
Como um desafio comum do uso da técnica Bate-rebate é sua confusão fre-
quente com De surpresa, vale a pena examinar algumas das diferenças entre as duas,
antes de atingir o próximo nível de especificidade desta técnica.
Primeiro, embora Bate-rebate muitas vezes envolva De surpresa, isso não é impres-
cindível. Com Bate-rebate, você pode chamar quem levantou a mão, se preferir, per-
guntando aos voluntários rápida e energicamente, seja desde o começo, seja depois de
um breve período de De surpresa, para engajar os alunos. Esse é o jeito mais comum
nas salas de aula: o jogo começa com De surpresa e, à medida que os alunos se envol-
vem, começam a levantar as mãos, cheios de vontade, o professor faz a transição para
uma versão de Bate-rebate que faz com que quase todos os alunos levantem a mão.
Em segundo lugar, Bate-rebate quase sempre faz rápidas perguntas sobre os
fundamentos, muitas vezes como revisão. Isso é diferente de De surpresa, que pode
envolver perguntas de qualquer nível e de qualquer tipo. Tudo bem perguntar de
surpresa a um aluno quais foram as causas da Segunda Guerra Mundial, mas não é
provável que você cobrisse esse conteúdo com Bate-rebate. Como esta técnica é prin-
cipalmente um meio de revisar, os professores vão de unidade para unidade dentro
do jogo. Fazem perguntas sobre as propriedades dos quadriláteros por dois ou três
minutos e depois uma série de perguntas sobre geometria analítica. Quase sempre
fazem isso mesmo que os tópicos não estejam perfeitamente relacionados. Em uma
aula de estudos sociais, por exemplo, você pode passar alguns minutos perguntando
sobre mapas e depois passar a perguntas sobre o Brasil Colónia.
Em terceiro lugar, Bate-rebate é um jogo. (Os jogadores de beisebol adoram sua
versão desse jogo, chamada pepper, porque é um intervalo no treino.) Portanto, a
Bate-rebate em sala de aula usa indicadores que sublinham para sua turma o fato
de que eles estão jogando. Em alguns casos, você pode pedir a todos os alunos que
se levantem ou pode chamá-los de um jeito único - de um jeito que você não usaria
fora do contexto do jogo. Em Bate-rebate, o tempo é comprimido e o jogo tem um
começo e um fim claros. Os professores usam muitas variações para enfatizar os
aspectos divertidos desta técnica:
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l Sorteio. Uma marca registrada de Bate-rebate é sua imprevisibilidade; ninguém
sabe quem responderá a próxima pergunta. Muitos professores vão além e usam
dispositivos para aprofundar essa característica aleatória. O método mais co-
mum é com os palitos de picolé, cada um com o nome de um aluno: ao longo
do jogo, eles são retirados um a um de uma lata. Mas há outras variações, como
a geração de números aleatórios por um laptop. Nesse sistema, os professores
estão, na maioria dos casos, dependendo da alocaçào aleatória de participação.
Quer os alunos reconheçam isso, quer não, um professor que sorteia palitos de
picolé conserva sua habilidade