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Exercício 1: 
Flexão e flambagem
É comum, mesmo entre profissionais de arquitetura, ocorrer por descuido ou imprecisão conceitual uma confusão entre esses dois fenômenos, flexão e flambagem. Entretanto devemos estar atentos às diferenças entre eles, pois a concepção do sistema estrutural de um 
edifício deve responder de maneira adequada, seja na forma, seja no dimensionamento, a esses distintos fenômenos.
A flexão
Uma viga biapoiada, que recebe um carregamento transversal a seu eixo longitudinal, sofre um fenômeno denominado flexão. A flexão decorre das ações da força transversal e das forças de reação, geradas nos dois apoios. O efeito mais visível desse fenômeno é a 
tendência ao arqueamento da viga, na direção da ação da força transversal. Entretanto no interior da viga ocorrem também outros fatos menos visíveis.
As forças que agem no interior do material estrutural são denominadas tensões e elas são geradas pelas forças externas que atuam sobre a superfície da peça estrutural. A flexão se caracteriza por envolver um conjunto de cinco tensões: compressão, tração, momento 
fletor, cisalhamento horizontal e cisalhamento vertical. 
A verificação das tensões atuantes na viga fica mais fácil quando ela é observada sob efeito das deformações a que a flexão a sujeita. Ocorre compressão na parte superior e tração na parte inferior; ocorrem também cisalhamento (ou tensão cortante) horizontal e 
cisalhamento vertical e ainda o momento fletor.
A compressão tende a encurtar a peça ao longo do eixo de sua atuação; assim a parte superior da viga fica mais curta do que na situação em repouso. 
A tração tende a alongar a peça ao longo do eixo de sua a atuação; assim a parte inferior da viga fica mais longa do que na situação em repouso. 
O cisalhamento horizontal tende a separar a viga em diversas camadas horizontais, que deslizam umas sobre as outras.
O cisalhamento vertical tende a separar a viga em diversas secções verticais, que deslizam umas em relação às outras.
O momento fletor é um movimento de giro que causa uma flecha, ou seja, é um movimento de giro que causa um arco na viga, cuja deformação é medida por sua flecha. O giro mencionado refere-se à rotação sofrida pela secção transversal da viga. Assim, se 
observarmos uma secção transversal da viga sob a ação do fenômeno da flexão, notaremos que ela sofre um giro e um rebaixamento, com relação à situação de repouso.
A flambagem
A flambagem é uma deformação característica das peças sujeitas à compressão. A tendência mais comum de deformação de uma barra (um pilar, por exemplo) sob efeito da compressão é o encurtamento de sua dimensão longitudinal, associado ao aumento de sua 
secção transversal. Entretanto, como a compressão axial pura é um fenômeno difícil de ocorrer, as peças sob efeito da compressão podem sofrer flambagem, que se caracteriza pelo arqueamento da barra, semelhante ao que ocorre na flexão. Porém não deve haver 
confusão: flexão e flambagem são fenômenos distintos, decorrentes de ações de forças muito diferentes sobre as peças estruturais e que por isso demandam tratamento estrutural diferenciado.
Tendo em vista o texto acima, considere as seguintes afirmativas:
I. Flexão e flambagem são dois fenômenos que causam efeitos semelhantes nas peças estruturais e por essa razão a distinção entre eles é apenas uma questão de denominação.
II. Flexão e flambagem são dois fenômenos distintos que demandam cuidados diferentes nas peças estruturais em que se manifestam.
III. A flambagem é um fenômeno que decorre da má utilização das peças estruturais e por isso pode e deve ser evitado.
IV. Toda peça estrutural sujeita à flexão está também sujeita à flambagem, pois seus efeitos finais são semelhantes.
V. Uma mesma peça estrutural está sujeita ora à flambagem ora à flexão, pois esses os fenômenos são intercambiáveis entre si.
É correto apenas o que se afirma em: 
A - I 
B - II 
C - III 
D - IV 
E - V 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários: 
B - A flexão decorre das ações da força transversal e das forças de reação, geradas nos apoios. A flambagem é uma deformação de peças sujeitas à compressão se caracteriza pelo arqueamento 
da barra, semelhante ao que ocorre na flexão.
Exercício 2: 
Considere o texto anteriormente apresentado e as afirmativas abaixo para responder esta questão.
1. Flambagem é uma deformação que decorre unicamente da ação de forças de compressão ao longo do eixo longitudinal de uma barra.
2. Flexão é um fenômeno que decorre da ação de forças de ação e reação, transversais ao eixo longitudinal de uma barra.
3. Flexão e flambagem são fenômenos semelhantes e decorrem da ação de um diversificado conjunto de forças externas e internas.
4. A flexão é um fenômeno que envolve cinco tensões diferentes: compressão, tração, momento fletor, cisalhamento horizontal e cisalhamento vertical. 
É correto o que afirma em:
A - I, II, III e IV 
B - II, III e IV 
C - I, II e IV 
D - I, III e IV 
E - I, III e IV 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários: 
C - porque os fenômenos são distintos, devido a um ser causado por forças transversais ao eixo e o outro ser causado por forças de compressão
Exercício 3: 
Tensões Normais nas Peças Sujeitas a Flexão Composta Normal
A denominação “Flexão Composta Normal” refere-se à seção transversal de uma barra sujeita concomitantemente a um Momento de Flexão (ou Momento Fletor) e a uma força Normal, ou Axial, que pode ser de tração ou de compressão.
No caso da Flexão composta, calcula-se as tensões normais devidas à flexão (M) e soma-se às tensões normais devidas ao esforço Normal (N).
O Momento Fletor M provoca tensões cujo valor varia em função da altura da seção, sendo que seus valores extremos são nas extremidades da seção, como pode ser observado no diagrama de 
Se na estrutura da figura abaixo, ao calcularmos as tensões na seção de engastamento da barra vertical no ponto A, as tensões de Flexão nas bordas da seção valem 30 kN/cm2 e as tensões de compressão devidas à força de compressão valem 15 kN/cm², sabendo que 
o material possui resistência de 40 kN/cm², tanto à tração quanto à compressão, pode-se concluir que:
A - a barra tem capacidade de resistir à tensão máxima de compressão e à tensão máxima de tração no ponto A, portanto tem segurança estrutural 
B - a barra tem capacidade de resistir à tensão máxima de compressão, mas não tem capacidade de resistir à tensão máxima de tração no ponto A, portanto não tem segurança estrutural 
C - a barra não tem capacidade de resistir à tensão máxima de compressão e também não tem capacidade de resistir à tensão de tração no ponto A, portanto não tem segurança estrutural 
D - a barra não tem capacidade de resistir à tensão máxima de compressão embora tenha capacidade de resistir à tensão máxima de tração no ponto A, portanto não tem segurança estrutural 
E - a barra não tem capacidade de resistir à tensão máxima de compressão, mas tem capacidade de resistir à tensão máxima de tração no ponto A, portanto tem segurança estrutural 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários: 
D - A tensão de compressão máxima = 30 + 15 = 45KN/cm² sendo que a resistência do material é de 40 KN/cm². Podemos dizer então que a estrutura não suportaria a tensão máxima de 
compressão.
Exercício 4: 
Treliças
As treliças são elementos estruturais constituídos por barras ligadas nas extremidades, formando uma figura fechada. Cada barra é articulada nas extremidades, onde são aplicadas as forças externas. Esses pontos são denominados “nós ‘ da treliça.
Como nas articulações, o momento é zero, pois a barra gira e não resiste a nenhum momento, uma barra articulada nas extremidades e solicitada por uma força aplicada na extremidade articulada acaba tendo uma solicitação axial obrigatoriamente na direção da barra.
Ou seja, as barras de uma treliça estão sujeitas apenas a esforços

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