A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
22 pág.
trabalho

Pré-visualização | Página 2 de 5

com Andrade Filho (2009, p. 9), o planejamento tributário pressupõe análise e seleção de alternativas, envolve a modelagem dos fatos para que estes possam ser submetidos ao um enquadramento jurídico menos oneroso. Além disso, a modelagem dos fatos e as escolhas devem ser orientadas pelo princípio da legalidade, que conduz as decisões políticas sobre igualdade e capacidade contributiva.
4. REGIMES DE TRIBUTAÇÃO
4.1 Tributações com Base no Lucro Real
 De acordo com Neves (2007, p. 3), o Lucro Real é o resultado do período de apuração, ajustado pelas adições, exclusões e compensações autorizadas pela legislação do imposto de renda. As pessoas jurídicas obrigadas à apuração do IRPJ com base no Lucro Real são (OLIVEIRA, 2009): 
• cujo faturamento tenha sido superior a R$ 48.000.000,00, no ano calendário anterior ou ao limite de R$ 4.000.000,00 mensais; 
• cujas atividades sejam de bancos comerciais, investimentos, desenvolvimento, sociedades de crédito, valores mobiliários e câmbio, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados etc.;
 • que tiverem lucros ou rendimentos de capital provenientes do exterior; 
• que usufruam de benefícios fiscais de isenção ou redução do imposto (empresas geralmente sediada nas áreas da SUDAM e SUDENE); 
• entre outras. 
De acordo com Pêgas (2005, p. 455), as pessoas jurídicas têm duas opções de enquadramento com base no Lucro Real: Lucro Real Trimestral ou Lucro Real Anual com Antecipações Mensais em Bases Estimadas. 
O Lucro Real Trimestral representa a tributação realizada a cada trimestre, dessa forma a pessoa jurídica realizará quatro recolhimentos de IR e CSLL no ano, de acordo com Pêgas (2005, p. 455). A grande desvantagem desta forma de apuração é que a apuração dos impostos ocorre a cada trimestre, prejudicando as empresas que apresentam desequilíbrio de resultados durante o ano, pois a partir dessa opção de apuração, caso a empresa apresente prejuízo em dos trimestres, este prejuízo só poderá ser compensado em 30% no próximo trimestre (PÊGAS, 2005, p. 456).
 As pessoas jurídicas também poderão optar pela apuração do Lucro Real Anual, sendo obrigadas ao pagamento mensal da parcela do imposto que será devido a título de antecipação, de acordo com Oliveira (2009, p. 106). O cálculo do IR e da CSLL por estimativa segue a mesma estrutura do lucro presumido, sendo aplicados os percentuais específicos sobre a receita bruta, exceto os rendimentos tributados − sendo estes acrescidos apenas na base da CSLL −, após será aplicada a alíquota do IR (PÊGAS, 2005, p. 478). As empresas poderão realizar a comparação entre o cálculo por bases estimadas e o cálculo pelo lucro real e recolher o que apresentar o menor desembolso para a empresa, sendo necessário observar que CSLL sempre acompanhe o IR, ou seja, se o recolhimento do IR for calculado por estimativa, da mesma forma deverá ser calculada a CSLL, de acordo com Pêgas (2005, p. 480). No encerramento do exercício, as empresas optantes pela forma de recolhimento anual, deverão calcular o imposto com base no lucro real anual, o saldo da diferença entre o imposto devido e a soma das parcelas pagas por estimativa durante o ano será: se positivo, pago em quota única; se negativo, compensado no ano-calendário subsequente (OLIVEIRA, 2009).
 4.2 Tributação com Base no Lucro Presumido
 É uma modalidade de apurar o lucro, o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o lucro das empresas que não estiverem obrigadas à tributação com base no Lucro Real (NEVES, 2007, p. 16).
 De acordo com Fabretti (2008, p. 231), essa modalidade tem a finalidade de facilitar o recolhimento do Imposto de Renda, em comparação à complexidade da apuração do lucro real, implicando em uma contabilidade eficaz. Segundo Neves (2007, p.17), o Lucro Presumido será o montante determinado pela soma das parcelas: do valor resultante da aplicação de porcentuais, determinados de acordo com o ramo de atividade da empresa, sobre a receita bruta auferida nos trimestres de cada ano-calendário; e de todos os resultados positivos decorrentes de receitas das atividades acessórias da pessoa jurídica. Poderão optar pelo Lucro Presumido as pessoas não enquadradas nas hipóteses em que é obrigatória a apuração com base no Lucro Real (FABRETTI, 2008, p. 234). De acordo com Neves (2007, p. 18), a opção pelo Lucro Presumido será manifestada com o pagamento da primeira quota do imposto referente ao primeiro período de apuração e será aplicada a todo período de atividade da entidade no respectivo ano-calendário.
4.3 Lucros Arbitrados
 De acordo com Fabretti (2008, p. 235), “o Lucro Arbitrado é uma prerrogativa do Fisco”. E ocorrerá nas hipóteses em que a escrituração contábil e fiscal da empresa for desclassificada, tais como:
 a) se o contribuinte, obrigado ao lucro real, não mantiver escrituração ou deixar de elaborar as demonstrações contábeis exigidas pela legislação fiscal; 
b) se a escrituração obrigatória ao contribuinte revelar indícios de fraude ou vícios, erros ou deficiências que tornem inúteis para identificar sua movimentação financeira ou seu lucro real;
 c) se o contribuinte deixar de apresentar ao Fisco os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal; 
d) se o contribuinte optar indevidamente pela tributação com base no lucro presumido;
 e) se o representante da pessoa jurídica estrangeira deixar de escriturar e apurar o lucro de sua atividade separadamente do lucro do comitente; 
 f) se o contribuinte não mantiver em boa ordem e de acordo com as normas contábeis o livro Razão para totalizar os lançamentos efetuados no Diário.
Nos casos em que a receita bruta é conhecida, o lucro arbitrado será determinado pela aplicação dos percentuais de presunção do lucro, acrescido de 20%, nos casos de instituições financeiras o porcentual aplicado sobre a receita bruta será de 45% (FABRETTI, 2008, p. 236). De acordo com Oliveira (2009, p. 114), quando a receita bruta não é conhecida será aplicado sobre a receita bruta um dos seguintes índices:
 a) 1,5 do lucro real relativo ao último período em que a empresa manteve escrituração de acordo com as leis comerciais e fiscais; 
b) 0,04 sobre o total do ativo circulante e não circulante existente no último balanço patrimonial conhecido;
 c) 0,07 sobre o valor do capital constante no último balanço patrimonial conhecido ou registrado; 
d) 0,05 sobre o valor do patrimônio líquido constante no último balanço patrimonial conhecido; 
e) 0,4 sobre o valor das compras de mercadorias efetuadas em cada mês do período de apuração;
 f) 0,4 sobre a soma de cada mês de apuração dos valores da folha de pagamento e das compras de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens; 
g) 0,8 sobre a soma dos valores devidos em cada mês do período de apuração a empregados; 
h) 0,9 sobre o valor do aluguel devido em cada mês do período de apuração. Além disso, deverão ser acrescidos ao lucro arbitrados, independentemente de se conhecer a receita bruta, os seguintes valores: os ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras ou nos mercados de renda variável; juros recebidos a título de remuneração do capital próprio; juros ativos e descontos obtidos em pagamentos; os valores controlados na parte B do LALUR que, até o ano-calendário anterior, forem tributados pelo lucro real; e os valores recuperados referentes a 32 custos ou despesas que tenham sido deduzidos na apuração do lucro real em períodos anteriores (OLIVEIRA, 2009). 
4.4 Simples Nacional 
É o sistema de tributação, estabelecido a partir da Lei Complementar nº 123 de 2006, com tratamento diferenciado e destinado às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (NEVES, 2007, p. 26). 
De acordo com Oliveira (2009, p. 173), considera-se Microempresa, a pessoa jurídica que aufira em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00. Será considerada Empresa de Pequeno Porte, a pessoa jurídica que aufira em cada ano-calendário, receita