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drenagem fcth

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3 ) estabelecimento do perfil longitudinal final das obras;
4 ) características preliminares das singularidades e obras especiais;
5 ) cálculo de linhas d'água;
6 ) análise hidráulica e estabelecimento da configuração final das singularidades e obras especiais;
7 ) projeto hidráulico dos reservatórios de detenção.
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2.4.6. DOCUMENTAÇÃO DO PROJETO
A documentação de projeto compreende a sistematização, organização e apresentação de todos os
elementos que deverão constituir a documentação básica de projeto em sua versão final.
O conteúdo básico que deve constituir a documentação de projeto é a seguinte:
·· Relatório Técnico
1 ) apresentação;
2 ) descrição da bacia hidrográfica;
3 ) escopo do projeto;
4 ) resumo das características do projeto final;
5 ) dados básicos;
6 ) análise das características da bacia;
7 ) estudos hidrológicos;
8 ) concepção de alternativas;
9 ) projeto hidráulico;
10 ) custos;
11 ) metodologia de construção;
12 ) cronograma de evolução das obras.
·· Desenhos de Projeto
1 ) planta geral:
- planta de situação (escala 1:__.000);
- planta da bacia (escala 1: __.000);
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- perfil logitudinal do(s) curso(s) principal(is) (indicar o estaqueamento) (escala 1: __.000);
2 ) planta de característica da ocupação e cobertura vegetal da bacia e tipos de solos (escala
1:__.000);
3 ) planta de caracterização da geologia central da bacia (escala 1:__.000);
4 ) desenhos cadastrais da faixa de influencia das obras (escala 1:__.000);
5 ) desenhos de projeto contendo planta e perfil apresentados juntos (escala 1:__.000);
6 ) desenho(s) de seções transversais típicas (escala 1:__.000);
7 ) desenhos de estruturas e detalhes especiais (escala 1:__.000);
8 ) desenho(s) apresentando métodos construtivos e etapas de execução das obras (escala
1:__.000).
·· Memória de Cálculo
A memória de cálculo deve apresentar de forma circunstanciada a metodologia aplicada. Deve também
apresentar de forma clara e justificada todas as hipóteses de cálculo e condições de contorno
assumidas.
Para que no futuro se possa eventualmente reconstituir os cálculos, todos os elementos básicos que
deram origem a estes devem estar contidos na memória de cálculo de forma explícita. Convém, sempre
que se julgue de interesse, apresentar ilustrações visuais, através de gráficos, figuras ou desenhos mais
elaborados, por exemplo para reforçar resultados de cálculo, critérios de escolha ou outra informação
considerada relevante.
·· Especificações Técnicas
Todas as especificações técnicas devem ser apresentadas de forma clara e objetiva, de forma a não
trazer qualquer dúvida. Sempre que possível devem estar dentro das Normas Técnicas vigentes, ou,
quando estas não existirem, dentro do que representa o uso corrente, de comprovação consagrada pelo
uso. No caso de inovações, estas devem ser devidamente justificadas, preferencialmente através de
laudos de estudos laboratoriais.
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·· Inserção do Projeto dentro de um Plano Diretor
A importância da existência de Planos Diretores de Drenagem Urbana por bacias já foi devidamente
discutida neste capítulo. Por esta razão é extremamente importante que todas as etapas de projeto
estejam concordantes com as linhas gerais do Plano Diretor ou, em caso de qualquer alteração, esta
não venha a comprometê-lo.
No caso da inexistência de um Plano Diretor, convém que a solução considere seus efeitos em toda a
bacia, diante de um cenário mais restritivo, no sentido de viabilizar a elaboração de um futuro Plano
Diretor com soluções eficientes e realistas.
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3. HIDROLOGIA URBANA
3.1. PRECIPITAÇÃO DE PROJETO
Os estudos de drenagem urbana envolvem, geralmente, cursos d'água de pequeno ou médio porte
desprovidos de registros fluviométricos, nos quais a estimativa das vazões de projeto é feita com base
nos dados de chuvas intensas que ocorrem nas respectivas bacias.
A região do Município de São Paulo abrange uma extensa área, pouco inferior a 2.000 Km
2
, até hoje
não muito bem compreendida em termos da variação espacial das chuvas intensas, mesmo porque os
dados pluviográficos na região são escassos. Por isso têm sido adotados, nos estudos de drenagem do
Município, valores de chuvas intensas referidos a um único posto pluviográfico, denominado de Posto
do IAG (Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo), situado no bairro da Água
Funda, incorporado à rede do DAEE com o prefixo E3-035. Por outro lado, as equações de chuva
existentes, baseadas nesse posto, não incorporam os dados mais recentes.
Considerando-se o exposto, são apresentados, dentro deste item, os seguintes assuntos:
1 ) atualização da equação das chuvas intensas do posto do IAG, utilizando-se o período de dados
pluviográficos fornecidos por essa entidade abrangendo o período de 1931 a 1994;
2 ) avaliação das relações intensidade-duração-freqüência em áreas do município não cobertas por
pluviógrafos.
3.1.1. ATUALIZAÇÃO DA EQUAÇÃO DE CHUVAS INTENSAS DO POSTO DO IAG
Com base nos dados do posto pluviográfico do IAG, do período 1931-1994, chegou-se à seguinte
equação:
h t
T
Tt T,
,( ) . , , ln ln= - - ×
-
æ
èç
ö
ø÷
é
ë
ê
ù
û
ú
ì
í
î
ü
ý
þ
6 126 449
1
0 242 , para 10 min £ t £ 4320 min (3 dias).........( 3.1)
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onde:
ht T, altura pluviométrica acumulada (em mm), da chuva de duração t correspondente ao
período de retorno T ;
t duração da chuva em minutos;
T período de retorno em anos.
Verificou-se que essa equação fornece valores maiores do que os obtidos das equações anteriores para
todas as durações. A título ilustrativo, são apresentadas na Tabela 3.1 as diferenças porcentuais
médias, em relação à Equação 3.1, dos valores obtidos com as equações anteriores do mesmo posto,
para os períodos de retorno de: 2, 5, 10, 15, 25 e 100 anos.
Tabela 3-1- Diferença entre os valores fornecidos por outras equações e fornecidos pela equação
atualizada, para os dados do posto E3-035.
Duração Desvios em relação atualizada ( % )
DAEE anterior (1) Occhipinti e Santos (2) Wilken (3)
10 min -22 -20 -19
20 min -11 -11 -12
30 min -5 -4 -7
1 h 2 3 -3
2h -5 -3 -4
3h -8 -6 -6
6 h -12 -10 -12
12h -16 -14 -18
18 h -18 -17 -22
24 h -20 -18 -25
(1) Equação com os dados de 1931 a 1979 publicada pelo DAEE (Magni e Mero, 1982)
(2) Equação desenvolvida por Occhipinti e Santos (1965)
(3) Equação desenvolvida por Wilken (1971), à partir de séries parciais.
3.1.2. AVALIAÇÃO DAS RELAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA EM ÁREAS NÃO
COBERTAS POR PLUVIÓGRAFOS
A região do Município de São Paulo é bem servida de postos pluviométricos. Devido a isto,,
desenvolveu-se uma metodologia que permite avaliar as chuvas médias de 24 horas com base nas
chuvas médias de 1 dia e, a partir daí, as chuvas de curta duração.
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·· Distribuição Espacial das Chuvas de 1 Dia
Foram selecionados, na região do Município de São Paulo e adjacências, 103 postos pluviométricos
com séries históricas superiores a 20 anos, sendo 62 do DAEE, 37 da ELETROPAULO, 3 do DNAEE e 1
do IAG.
Para cada um desses postos foram calculados os seguintes parâmetros estatísticos, das séries de
chuvas máximas diárias: média (h d1, ), desvio padrão (s ) e coeficiente de variação (cv ).
Com base nesses dados, foram obtidos dois mapas básicos apresentados nas Figuras 3.1 e 3.2.