A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
84 pág.
Monografia corrigida

Pré-visualização | Página 9 de 15

salas de treinamento e 
instalações de apoio em espaços de pé duplo, tudo isso localizado no térreo e no 1º 
andar” (WELCH, 2018, on-line). “Acomodações residenciais bem iluminadas e 
arejadas são oferecidas em 10 quartos com banheiro privativo no 2º e 3º andar” 
(WELCH, 2018, on-line). 
 
 
Figura 20 - Arquitetura Interna 
Fonte: (STERNBERG, 2012) 
 
A obra produz uma arquitetura voltada para convivencia social, possuindo um 
jardim na parte traseira e proporcionando uma vista paranoramica do mesmo para 
quem está nos quartos. (Figura 21). “O edifício é composto por uma série de planos 
dobrados formando uma faixa contínua de estrutura, desde a entrada do pavimento 
até o teto” (WELCH, 2018, on-line). O formato em L do edifício proporciona melhor 
visão de todos os ambientes para o jardim. 
41 
 
 
Figura 21 - Jardim externo 
Fonte: (STERNBERG, 2012) 
 
A obra é localizada em uma rua movimentada, em frente à escola primaria 
Winston Way. Em seu entorno, é possível encontrar academias de polícia, mercado, 
lojas, restaurantes e lanchonetes, igrejas, hoteis e academia. 
A referência adotada desse projeto advém da sua integração com o jardim. É 
possível identificar a harmonia entre o ambiente interno com o ambiente externo, 
forma essa, que proporciona ao indivíduo prazer em frequentar o local. 
 
5.3 ESTUDO DE CASO 
 
Nome da edificação: Casa da Acolhida 
Ano do desenvolvimento: 2001 
Localização: Rua Dolarício Correia, 316 
Localizada no bairro Cara-Cará, a casa da acolhida foi criada pela iniciativa do 
Conselho Nacional das Igrejas Cristãs da Região de Ponta Grossa (CONIC), através 
da Campanha da Fraternidade Ecumênica do ano 2000 – “Um Novo Milênio Sem 
Exclusões”. 
A entidade é filantrópica, ou seja, presta serviços à comunidade. É mantida por 
doações e por apoio da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG). 
42 
 
 
 
Figura 22 - Fachada 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
O local oferece serviços de alimentação, higiene, pernoite, encaminhamento 
assistencial e terapia ocupacional. Tudo isso dividido em nove espaços, esses 
abrigam qualquer pessoa maior de idade que esteja em vulnerabilidade social, seja 
ela, morador de rua, andarilho, migrante, sem-teto, desempregados, pessoas sem 
família, enfermos em tratamento não hospitalar, pessoas que sofrem violência no lar, 
etc. A entidade tem limite máximo de 32 pessoas por pernoite, podendo ser homem 
ou mulher. 
 
 
Figura 23 - Alojamentos 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
43 
 
Os quartos são divididos entre quatro a oito pessoas (figura 24), possuindo uma 
instalação sanitária a cada três quartos. Possui acessibilidade na entrada de cada 
bloco, porém a mesma deixa de se fazer presente nos dormitórios e banheiros. 
 
 
Figura 24 – Quartos 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
 
A cozinha (figura 25) é ampla e equipada. São preparadas 128 refeições por 
dia para moradores, dividido em 4 etapas, sendo, café da manhã, almoço, café da 
tarde e jantar. Os indivíduos são direcionados ao refeitório (figura 26) para a 
alimentação, o mesmo é adequado para a quantidade de moradores de rua e 
funcionários. A instituição também possui espaços arborizados para lazer (figura 27), 
onde os usuários do programa passam a maior parte do tempo. Esses espaços 
produzem integração entre os indivíduos, contribuindo para um bom relacionamento 
entre eles. Conta também com uma sala de televisão para entretenimento (figura 28). 
 
44 
 
 
Figura 25 – Cozinha 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
 
 
Figura 26 – Refeitório 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
 
 
Figura 27 - Área externa de lazer 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
 
45 
 
 
Figura 28 - Sala de Televisão 
Fonte: (Própria Autoria, 2018) 
 
A Instituição entra no espírito do ecumenismo, da solidariedade e no respeito à 
dignidade do ser humano, superando a exclusão social a que são submetidas tantas 
pessoas em nossa sociedade. (DOTE, 2009, on-line). 
O estudo de caso aprensentado é referencia por se encontrar na cidade de 
Ponta Grossa, onde o projeto proposto no presente trabalho será localizado. Por ele 
é possível identificar as reais necessidades do público alvo da região e se basear na 
estruturação do novo projeto. 
 
5.4 MEMORIAL EXPLICATIVO 
 
5.4.1 Conceito e Partido 
 
O Centro de acolhimento tem como conceito guia a criação de um espaço que 
resgate a identidade, proporcione abrigo, reinserção na sociedade e integração social 
para pessoas que se encontram em situação de rua. O espaço foi pensado de forma 
46 
 
que trouxesse a sensação de amparo e conforto, podendo ser explicada por uma 
relação afetiva desenvolvida pela estrutura física e sensorial do ambiente. 
O objetivo é que os usuários do programa tenham como referência um local 
que proporcione juntamente com o lazer, a segurança e o apoio assistencial. 
Oferecendo um atendimento de inclusão social e incentivando o desenvolvimento de 
atividades coletivas. 
O programa de necessidades é norteado pela atual precisão e realidade do 
morador. O espaço busca integrar interior/exterior de forma a desencadear reações 
positivas e sociabilizar o público alvo com as áreas projetadas. Portanto, as áreas de 
lazer e abrigo, tem vista para a praça lateral, localizada na maior testada do edifício. 
A orientação solar também se faz favorável nessas áreas. 
O centro de acolhimento é composto apenas por um bloco, esse possui três 
pavimentos para suprir o programa proposto. Sendo eles: 
1) Subsolo - Destinado aos estacionamentos e bicicletário; 
2) Térreo – Destinado a ambientes de atendimento, lavanderia para uso 
coletivo, área de lazer e espaços destinados aos servidores; 
3) Primeiro Pavimento – Destinado a áreas de uso coletivo, como salas de 
aula, oficinas profissionalizantes e refeitório, isolando desse fato a cozinha, 
esta com acesso restrito a servidores; 
4) Segundo Pavimento - Destinado aos alojamentos, estes que dão ao usuário 
uma visão privilegiada da redondeza e proporcionam um espaço mais 
acolhedor, isolado das demais atividades do edifício. 
Os ambientes serão projetados de forma a mexer com os sentidos do corpo 
humano, utilizando a arquitetura sinestésica, seja por meio de iluminação, dos sons, 
das texturas, do toque ou do cheiro. 
 
5.4.2 Usuário e Programa de Necessidades 
 
5.4.2.1 Usuário 
 
O centro de acolhimento irá atender, exclusivamente, a população que se 
encontra nas ruas da cidade de Ponta Grossa. A construção é arquitetada para 
atender 60 adultos, entre homens e mulheres, que se encontram nesse estado de 
vulnerabilidade, o número vem de encontro com o melhor atendimento dos usuários 
47 
 
e, também, sendo proporcional ao número de moradores de rua do município de Ponta 
Grossa. Em todos os períodos fornecerá abrigo, alimentação, higiene pessoal, aulas 
e/ou oficinas profissionalizantes, sendo assim, ficará aberto 24 horas por dia. 
 
5.4.2.1 Programa de Necessidades 
 
O programa de necessidades deste projeto foi produzido de acordo com 
estudos realizados com moradores de rua, visitas a casas de acolhimento do 
município e, referencias internacionais de edifícios com o mesmo propósito, este será 
elaborado para integrar todas as atividades em um único edifício. 
Os equipamentos estão divididos de modo a suprir as principais necessidades 
dos usuários, estes sendo constituindo por cinco setores, sendo eles: 
a) Atendimento e administração – Espaços assistencial e para atendimento 
do público alvo; 
b) Funcionários – Espaço para uso exclusivo de funcionários; 
c) Apoio – Espaços destinados a infraestrutura do local; 
d) Atividades