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TP-TORAX

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respirando normalmente, pois se o mandarmos respirar ao máximo, com a entrada de ar, haverá em aumento da espessura, aumentando-se erradamente a quilovoltagem.
O exame radiológico do tórax é o mais executado no serviço de radiologia, por isso o técnico necessita cuidar da radioproteção sempre irradiando somente a região a ser examinada através de colimadores luminosos.
A distância foco filme para a maioria dos exames radiográficos é de 1 m , excetuando-se as telerradiografias (tele, do Grego: distância), que são efetuadas a maiores distâncias, que variam entre 1,50 e 1,80 m .
INCIDÊNCIAS 
PA penetrada para mediastino
PA para campos pleuros pulmonares (CPP)
AP
Perfil direito e Perfil esquerdo
Obliqua anterior direita (OAD)
Obliqua anterior esquerda (OAE)
Obliqua posterior direita (OPD)
Obliqua posterior esquerda (OPE) 
Decúbito lateral com raios horizontais (clássica e invertida)
Ápico lordótica (clássica e invertida)
INCIDÊNCIAS DE ROTINA
PA para mediastino
PA para campos pleuros pulmonares (CPP)
Perfil esquerdo
 
PA PENETRADO PARA MEDIASTINO
- Região anterior do tórax mais próximo do filme.
- Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito ventral, com seu plano mediano sagital coincidindo com a linha central da mesa ou estativa.
- Os ombros devem estar encostados na estativa do bucky vertical simetricamente, e o paciente deverá ser orientado para não afastá-los quando fizer a apnéia inspiratória.
- A cabeça não deverá estar rodada para os lados pois se isso acontecer modo ficará a simetria do mediastino superior.
- A radiografia para mediastino deve ser mais penetrada do que para CPP, por causa das densas estruturas a serem atravessadas pelos raio X.
- Como nos interessam as estruturas mediastinais sem superposição, não devemos contrastar o esôfago com sulfato de bário.
- Raio central perpendicular, penetrando no meio do espaço entre os ângulos distais do escapula.
- A radiografia deve ser localizada em filme 24x30 cm e deve incluir todas as estruturas situadas entre a fúrcula esternal e o apêndice xifóide.
Esta incidência demonstra: linhas para-espinhais , pleuras mediastinais, aorta descendente, crossa da aorta, imagem cardíaca, traquéia, regiões para-traqueais, bifurcação traqueal, imagem pulmonar retro cardíaca e, as vezes, uma linha correspondente ao esôfago.
PA PARA CAMPOS PLEUROS PULMONARES
- Região anterior do tórax mais próximo do filme.
- Mesmo posicionamento e raio central da incidência com o paciente em PA para mediastino.
A cabeça não deverá estar rodada para nenhum dos lados pois além de causar uma assimetria do mediastino superior, apresentará uma maior densidade no lado que a cabeça estiver voltada. Esta maior densidade, por um acúmulo de partes moles na região, pode causar uma diminuição da transparência no ápice pulmonar do lado que a cabeça estiver rodada.
A radiografia para CPP deve ter uma penetração tal que possamos individualizar pequenos vasos na periferia dos pulmões.
A radiografia é uma panorâmica do tórax, devendo incluir no filme todos os componentes da parede torácica, além das articulações escápulo-umerais. Tanto a base do pescoço com os seios costo-frênicos devem participar da imagem e quando não for possível, faremos uma outra radiografia incluindo a estrutura que não ficou bem evidenciada.
Figura 1: PA de Tórax
AP PARA CAMPOS PLEUROS PULMONARES
- Região posterior do tórax mais próximo do filme.
- Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito dorsal com o seu plano mediano sagital coincidindo com a linha central da mesa ou mesa
- Os ombros devem estar afastados anteriormente de forma simétrica com as mãos na cintura para facilitar o posicionamento.
- As estruturas mediastinais aparecerão algo ampliadas, por isso, não sendo uma boa projeção para esta região.
- Se possuirmos na rotina uma radiografia para mediastino devemos fazer o AP com esôfago contrastado.
- Utilizamos a incidência antero-posterior em pacientes idosos, caquéticos ou em crianças que apresentam dificuldades em manter o posicionamento em póstero-anterior.
- Raio central perpendicular penetrando no meio do espaço entre os mamilos, a 8 cm da fúrcula esternal.
Figura 2: AP de Tórax
PERFIL PARA CAMPOS PLEUROS PULMONARES
- Região lateral direita ou esquerda do tórax mais próximo do filme.
- Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito lateral com o seu plano frontal ou coronário coincidindo com a linha central da mesa ou estativa.
- Os braços devem estar cruzados sobre a cabeça de maneira que o paciente fique com toda a região lateral do tórax em contato com a estativa.
- Quando não vem especificado qual o Perfil, devemos fazer o esquerdo, que apresenta a vantagem de dar uma imagem real do coração, e também demonstra melhor a artéria aorta.
- Quando é necessário fazer os dois Perfis (direito e esquerdo) fazemos o esquerdo com contraste e o direito sem contraste. Não é necessário o paciente acumular na boca grande quantidade de sulfato de bário, de maneira que cause uma grande distensão do esôfago ao deglutir.
- O esôfago deve aparecer suavemente contrastado para não prejudicar o exame nos aumentos do ventrículo esquerdo (ao nível da ampola esofagiana).
- Raio central perpendicular penetrando na linha axilar media ao nível do ângulo distal da escápula.
Figura 3: Perfil Esquerdo de Tórax
OBLIQUA ANTERIOR DIREITA
Região anterior direita do tórax, mais próximo do filme.
Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito ventral.
A mão direita deve ficar apoiada sobre a crista ilíaca e o outro braço deve envolver a cabeça.
Obliqüidade paciente mesa de 45º.
A obliqua anterior direita deve ser feita com o esôfago contrastado.
Raio central perpendicular, penetrando ao nível do ângulo distal do escápula mais afastado do filme.
OBLIQUA ANTERIOR ESQUERDA
Região anterior esquerdo do tórax, mais próximo do filme.
Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito ventral.
A mão esquerda deve ficar apoiada sobre a crista ilíaca e o outro braço deve envolver a cabeça.
Obliqüidade de paciente mesa ou estativa de 60º.
A OAE não deve ser feita com o esôfago contrastado, pois nesta região o esôfago passa superpondo-se com o coração.
Raio central perpendicular, penetrando ao nível do ângulo distal da escápula mais afastado do filme
Figura 4: Obliqua anterior esquerda de Tórax
OBLIQUA POSTERIOR DIREITA
Região posterior da do tórax, mais próximo do filme.
Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito dorsal.
Para facilitar o posicionamento, os dois braços devem envolver a cabeça.
Obliqüidade paciente mesa de 60º.
A imagem da OPD corresponde à da OAE, por isso não utilizamos a opacificação do esôfago.
Raio central perpendicular, penetrando ao nível do mamilo mais afastado do filme, a 8cm da fúrcula esternal.
OBLIQUA POSTERIOR ESQUERDA
Região posterior do tórax, mais próxima do filme.
Paciente em posição ortostática, sentado ou em decúbito dorsal.
Para facilitar o posicionamento, os dois braços devem envolver a cabeça.
Obliqüidade paciente mesa ou estativa de 45º.
A imagem da OPE corresponde à da OAD, por isso devemos utilizar a opacificação baritada do esôfago.
Raio central perpendicular, penetrando ao nível do mamilo mais afastado do filme, a 8 cm da fúrcula esternal.
Figura 5: Obliqua posterior direita de Tórax
DECÚBITO LATERAL COM RAIOS HORIZONTAIS – INCIDÊNCIA DE HJELM-LAURELL
CLÁSSICA
Região anterior do tórax, mais afastada do filme.
Paciente em decúbito lateral rigoroso, sobre uma maca onde colocamos um anteparo sob a região lateral da bacia e lateral do ombro.
Os braços do paciente devem envolver a cabeça.
A incidência de Hjelm-Laurell está indicada principalmente nas suspeitas de derrame pleural.