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QUESTIONARIOS   ATIVIDADES TELEAULA   UNIDADES I II III IV

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o pai e protetor das nossas e 
impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de 
Jesus e Maria. São José do Perpétuo Socorro rogai por 
nós que recorremos a vós. Amém. Obrigado, São José, 
por estar atendendo tão bem às nossas preces, 
mandando a chuva que o Ceará tanto precisa. 
(Jornal Diário) 
O leitor, ao relacionar os textos acima A, B e C, pode 
concluir 
I. Nos três textos, avulta o drama social e geográfico da região nordestina 
brasileira no que concerne à seca e ao seu efeito devastador na região. 
II. A religiosidade está presente nos textos com uma diferença: o texto de 
Jorge de Lima satiriza a crença em milagres para resolver o problema da 
seca, enquanto que nos textos de Graciliano Ramos e do anúncio 
publicitário, há a manutenção da crença. 
III. Nos textos B e C, o sofrimento no Nordeste decorrente da seca é um 
assunto decorrente; no texto A, apesar de falar do Nordeste, não há tal 
sofrimento, verificado principalmente em “Nordeste, terra de São Sol! / 
Irmã enchente, vamos dar graças a Nosso Senhor”. 
 Assinale a alternativa correta: 
 
Resposta Selecionada: d. 
As conclusões I e II estão corretas. 
Respostas: a. 
A conclusão I está correta. 
 
b. 
A conclusão II está correta. 
 
c. 
A conclusão III está correta. 
 
d. 
As conclusões I e II estão corretas. 
 
e. 
As conclusões I e III estão corretas. 
Feedback 
da resposta: 
Resposta: D. A conclusão III não está correta, pois no poema 
de Lima há também o tema da seca e do sofrimento 
decorrente da seca. Um dos sofrimentos apontados no poema 
é pela morte das crianças, comprovado no verso “que a 
minha madrasta Seca torrou seus anjinhos”. 
 
 
 Pergunta 2 
0,25 em 0,25 pontos 
 
E foi numa boca-da-noite fria que os manos toparam com a cidade macota 
de São Paulo esparramada à beira-rio do igarapé Tietê. 
A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da 
bicharia lá embaixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. Que 
mundo de bichos! A inteligência do herói estava muito perturbada. As 
cunhãs rindo tinham ensinado prá ele que o sagui-açu não era saguim não, 
chamava elevador e era uma máquina. De manhãzinha ensinaram que 
todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram 
 
nada disso não, eram mas cláxonscampainhas apitos buzinas e tudo era 
máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes, 
hupmobileschevrolésdodges marrons e eram máquinas. Os tamanduás os 
boitatás as inajás de curuatás de fumo, em vez eram caminhões bondes 
autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas 
telefones gorjetas postes chaminés... Eram máquinas e tudo na cidade era 
só máquina! 
Esse fragmento faz parte de Macunaíma, de Mario de Andrade. Uma obra 
poética modernista que se iguala a Macunaíma pelo resgate da cultura 
brasileira é: 
Resposta Selecionada: d. 
Cobra Norato. 
Respostas: a. 
Manifesto pau-brasil. 
 
b. 
A rosa do povo. 
 
c. 
Caetés. 
 
d. 
Cobra Norato. 
 
e. 
Amar, verbo intransitivo. 
Feedback 
da resposta: 
Resposta: D. A exemplo de Macunaíma, narrativa em prosa 
que superpõe mitos de origens diversas, Cobra Norato, de 
Raul Bopp, é igualmente o lugar das formas multifacetadas 
do imaginário oral e popular brasileiro. 
 
 
 Pergunta 3 
0,25 em 0,25 pontos 
 
Leia o poema e, em seguida, assinale a alternativa correta. 
“Erro de português” 
Quando o português chegou 
Debaixo duma bruta chuva 
Vestiu o índio 
Que pena! 
Fosse uma manhã de sol 
O índio tinha despido 
O português. 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
É um poema de Oswald de Andrade, que transformava 
textos do período colonial em poemas com conotação 
crítica da história oficial do Brasil. 
 
Respostas: a. 
Mário de Andrade tornou seus poemas paródias dos 
primeiros textos escritos no Brasil com a vinda dos 
portugueses. 
 
b. 
O poema acima é um exemplo da segunda fase do 
Modernismo brasileiro, pelo seu regionalismo. 
 
c. 
É um poema de Oswald de Andrade, que transformava 
textos do período colonial em poemas com conotação 
crítica da história oficial do Brasil. 
 
d. 
Trata-se de um poema de Manuel Bandeira, cuja 
temática é o cotidiano. 
 
e. 
O poeta Oswald de Andrade faz uma paródia do famoso 
poema nacionalista “Canção do exílio”, de Gonçalves 
Dias. 
Feedback da 
resposta: 
Resposta: C. O poeta de “Erro de português” é Oswald de 
Andrade e uma das características de sua obra é “recontar” a 
história do Brasil. Em tom de humor, ele critica muitos 
aspectos de nosso passado. 
 
 Pergunta 4 
0,25 em 0,25 pontos 
 
Leia um trecho do poema “Inverno”, de Jorge de Lima, em que os versos 
retratam as reações do eu lírico diante da chegada das chuvas às regiões 
semiáridas do Nordeste. 
Zefa, chegou o inverno! 
Formigas de asas e tanajuras! 
Chegou o inverno! 
Lama e mais lama! 
Chuva e mais chuva, Zefa! 
Vai nascer tudo, Zefa! 
Vai haver verde, 
verde do bom; 
verde nos galhos, 
verde na terra, 
verde em ti, Zefa! 
Que eu quero bem! 
 
Formigas de asas e tanajuras! 
O rio cheio, 
barrigas cheias, 
mulheres cheias, Zefa! 
.................................. 
trovão, corisco 
terras caídas, 
corgos [córregos] gemendo, 
os caborés piando, Zefa! 
Os cururus [sapos] cantando, Zefa! 
Dentro da nossa 
casa de palha: 
carne de sol 
chia nas brasas, 
farinha d’água, 
café, cigarro, 
cachaça, Zefa... 
... rede gemendo... 
Tempo gostoso! 
Vai nascer tudo! 
Pela interpretação do poema, é correto afirmar que: 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
O emprego constante dos pontos de exclamação reforça 
os sentimentos de euforia e esperança do eu lírico. 
Respostas: a. 
O vocativo “Zefa” prova que há intimidade entre as 
personagens, embora não haja parentesco entre elas. 
 
b. 
Os elementos desse cenário – carne seca, café, cigarro, 
cachaça – caracterizam os vilarejos em fase de 
urbanização. 
 
c. 
O emprego constante dos pontos de exclamação reforça 
os sentimentos de euforia e esperança do eu lírico. 
 
d. 
 
Há uma preocupação com a chegada de formigas de 
asas e tanajuras, tradicionais pragas da agricultura. 
 
e. 
Existe a consciência dos aspectos negativos dessa nova 
paisagem: muita lama e terras caídas. 
Feedback da 
resposta: 
Resposta: C 
Em região com escassez de água, a chuva é sempre bem-
vinda e, no poema, a recepção à chuva é marcada pelo 
entusiasmo, pela alegria, pela esperança. 
 
 Pergunta 5 
0,25 em 0,25 pontos 
 
Minhas mãos ainda estão molhadas 
do azul das ondas entreabertas 
e a cor que escorre dos meus dedos 
colore as areias desertas 
A estrofe acima mostra um dos aspectos dominantes na poesia de Cecília 
Meireles, que é a percepção _____________ do mundo. 
 
Resposta Selecionada: e. 
Sensorial. 
Respostas: a. 
Racional 
 
b. 
Sentimental. 
 
c. 
Onírica 
 
d. 
Emotiva. 
 
e. 
Sensorial. 
Feedback 
da resposta: 
Resposta: E. A estrofe é marcada pelos sentidos humanos: 
tátil (“minhas mãos ainda estão molhadas”, “escorre dos 
meus dedos”), visual (“azul das ondas”, “a cor”, “colore as 
areias desertas”) e auditivo (“ondas entreabertas”, “areias 
desertas”). 
 
 
 Pergunta 6 
0,25 em 0,25 pontos 
 
Não permita Deus que eu morra 
Sem que volta pra São Paulo 
Sem que veja a Rua 15 
 
E o progresso de São Paulo! 
O uso do poema-paródia é uma das características do movimento: 
Resposta Selecionada: b. 
Modernista. 
Respostas: a. 
Romântico. 
 
b.