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- a União e as coletividades regionais autônomas. 
Gabarito: Errado. 
 
46. (FCC/AJAA-TRT 8ª/2010) As finalidades básicas do princípio da 
indissolubilidade do vínculo federativo são 
a) a unidade nacional e a necessidade descentralizadora. 
b) o direito de secessão e a prevalência dos interesses da União sobre os 
Estados, Distrito Federal e Municípios. 
c) o direito de secessão e a necessidade de auto- organização. 
d) dúplice capacidade de auto-organização dos Estados e Municípios e sujeição 
aos interesses da União. 
e) dúplice capacidade de auto-organização dos Estados e Municípios e o direito 
de secessão. 
Comentários: 
A Constituição versa logo em seu art. 1º que a República Federativa do Brasil 
constitui uma “união indissolúvel”. Assim, a “indissolubilidade” é uma 
característica básica da nossa federação, ou seja, é terminantemente vedada 
qualquer ação de “secessão”. Os Estados e Municípios não podem se separar do 
vínculo federativo, eles não possuem esse “direito de secessão”. 
Como isso já sabemos, de cara, que estão erradas as letras B, C e E. 
Uma das finalidades desse vínculo, que se estabelece na forma de um 
“federalismo cooperativo”, é a necessidade descentralizadora. Os governos 
locais (municipais) estão mais próximos da população, conseguindo observar de 
perto as necessidades da população, estes interesses locais (municipais) são 
harmonizados pelos governos regionais (Estaduais) e por sua vez pelo governo 
federal. A letra A é a correta. 
A letra D fala ainda da “sujeição aos interesses da União”. Embora indissolúvel, 
a nossa federação é formada por entes autônomos, sem qualquer sujeição de 
interesses de um em relação ao outro, isso por que todos os entes da federação 
(Municípios, Estados, Distrito Federal e União), são dotados da “quádrupla” (ou 
“tríplice”) autonomia. 
Gabarito: Letra A. 
 
47. (FCC/TCE-CE/2006)Confederação é a união permanente de dois ou 
mais Estados-membros, os quais, conservando sua autonomia político-
administrativa, abrem mão de sua soberania, em favor do Estado Federal. 
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Comentários: 
Os Estados que formam uma confederação, diferentemente dos que formam 
uma federação, são soberanos. Eles possuem o direito de secessão, ou seja, de 
se separar do bloco. A união deles acontece para que se aumente a força 
representativa internacional. 
Gabarito: Errado. 
 
48. (FCC/TCE-CE/2006) Estado simples é aquele formado por mais de um 
Estado com alguns ou vários poderes públicos internos funcionando ao mesmo 
tempo. 
Comentários: 
O Estado simples é aquele unitário, onde não existe descentralizções do poder 
político. Assim, erra o enunciado ao falar em "formado por mais de um Estado" 
e "vários poderes públicos internos". Essas característica seria na verdade 
referentes a Estados complexos (federações e confederações) e não a Estados 
Unitários. 
Gabarito: Errado. 
 
 
49. (CESPE/Agente de Seg. Penitenciária – SERES-PE/2017) Os 
estados-membros são entes autônomos, de modo que têm capacidade de 
autogoverno, autoadministração, autolegislação e auto-organização. 
Comentários: 
Os entes da nossa federação (União, Estados, DF e Municípios) possuem 
relativa independência entre si, esta independência, que chamaremos de 
autonomia, se manifesta através de três ou quatro facetas (dependendo do 
doutrinador): 
1- Autogoverno: capacidade de os entes escolherem seus governantes sem 
interferência de outros entes; 
2- Auto-organização: capacidade de instituírem suas próprias constituições 
(no caso dos estados) ou leis orgânicas (no caso dos municípios e do DF); 
3- Autolegislação: capacidade de elaborarem suas próprias leis através de um 
processo legislativo próprio, embora devam seguir as diretrizes do processo em 
âmbito federal. 
4- Auto-Administração: capacidade de se administrarem de forma 
independente, tomando suas próprias decisões executivas e legislativas. 
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O CESPE, ora adota as quarta facetas, ora funde a autolegislção com a 
autoorganização. Assim como fazem alguns doutrinadores. 
Dessa vez, cobrou as quatro facetas. 
Gabarito: Correto. 
 
50. (CESPE/Agente de Seg. Penitenciária – SERES-PE/2017) A 
autonomia dos municípios não lhes confere capacidade de autoadministração e 
de autolegislação. 
Comentários: 
Todos os entes da nossa federação possuem a “GOLA” da autonomia, ou seja, a 
capacidade de: 
AutoGoverno 
Auto-Organização 
AutoLegislação 
Auto-Administração 
Gabarito: Errado. 
 
51. (CESPE/Analista-CADE/2014) A organização políticoadministrativa da 
República Federativa do Brasil compreende os entes da Federação, que 
possuem a tríplice capacidade da autonomia: auto-organização, autogoverno e 
autoadministração. 
Comentários: 
Exatamente, os entes federados possuem auto-organização, autogoverno e 
autoadministração. Para alguns doutrinadores, ainda poderíamos dividir a auto-
organização em auto-legislação, fazendo 4 facetas. 
Gabarito: Correto. 
 
52. (CESPE/Analista- TCDF/2014) A autonomia dos estados-membros 
caracteriza-se pela sua capacidade de auto-organização, autolegislação, 
autogoverno e autoadministração, ao passo que a soberania da União 
manifesta-se em todos esses elementos e, ainda, no que concerne à 
personalidade internacional. 
Comentários: 
O erro está em afirmar que quem detém soberania é a União, uma vez que este 
ente é uma pessoa jurídica de direito interno. Por seu turno, é a República 
Federativa do Brasil que detém soberania e personalidade internacional. 
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Gabarito: Errado. 
 
 
d) Sistema de governo – Modo por meio do qual se relacionam os órgãos dos 
Poderes do Estado (especialmente Executivo eLegislativo). 
Existem basicamente dois sistemas de governo: o presidencialismo e o 
parlamentarismo. 
No Presidencialismo, o Poder Executivo tem uma grande independência em 
relação ao Legislativo. No parlamentarismo ocorre uma maior dependência 
entre estes poderes já que eles atuam em colaboração. 
Chefe de Estado 
É o membro do Poder Executivo que exerce o 
papel de representante do Estado, 
principalmente no âmbito externo, mas também 
como representante moral perante o povo, no 
âmbito interno. 
Chefe de 
Governo 
É o membro do Poder Executivo responsável por 
chefiar o governo, ou seja, a direção das 
políticas públicas em âmbito interno. 
 
• No presidencialismo, temos a unicidade da chefia. 
• No parlamentarismo, temos uma dualidade de chefia. Existe uma pessoa 
como o chefe de Estado e outra como chefe de governo 
 
Outras características do parlamentarismo: 
• O Poder Legislativo, por ter legitimidade democrática, é o responsável 
pelo “controle do governo”, não se limitando a fazer as leis, mas tomando 
decisões políticas fundamentais para o país. 
• Por ser o responsável por controlar o governo, o Parlamento pode 
destituir o Gabinete (o conjunto dos Ministros), por razões 
exclusivamente de ordem política. (Diferente do Presidencialismo, onde o 
impeachment é só para o Presidente e acontece em razão de crimes de 
responsabilidade). 
• O chefe do Executivo não é eleito pelo voto popular. As funções 
executivas serão desempenhadas por um primeiro-ministro, escolhido 
pelo partido que detiver