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EXODO

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Êxodo
*	1.1-4	Os livros de Êxodo e Gênesis estão ligados entre si por esta introdução (Gn 46.8-27). A promessa de Deus a Abraão foi cumprida pela frutificação de Israel (Gn 12.1). 
*	1.5		setenta. Ver notas em Gn 46.15-27. O número daqueles que entraram no Egito às vezes é dado como 75 (referência lateral; At 7.14), e essa diferença depende de quem é contado. O texto da Septuaginta (o Antigo Testamento traduzido para o grego) adiciona mais cinco os descendentes masculinos de José, dando assim um total de setenta e cinco. Contando-se as mulheres e as crianças, o número total era de mais de cento e cinqüenta.
*	1.7		aumentaram muito, e se multiplicaram. Os termos "fecundos", "aumentaram muito" e "a terra se encheu deles" nos fazem lembrar Gn 1.26-28. Dessa maneira, Israel cumpriu o mandato dado à humanidade em Gn 1. A terra provavelmente era a terra de Gósen, na parte noroeste do Egito, no Wadi Tumilat, no delta, um vale que tinha entre 48 e 64 km de extensão (cf. Gn 47.4).
*	1.8-22		A multiplicação de Israel levou a serem eles oprimidos por parte dos egípcios.
*	1.8	novo rei. O começo de uma nova era foi assinalada pelo advento de um novo Faraó. Esse novo rei do Egito pode ter sido Amosis I (1570 - 1546 a.C.), da XVIII dinastia, que expulsou os hicsos, os governantes semitas do Egito, de 1700 a 1550 a.C. (Introdução: Data e Ocasião, At 7.18 nota).
*	1.11		Pitom e Ramessés. Essas cidades para guardar provisões agrícolas e suprimentos militares estavam localizadas na estratégica região do delta do Nilo. Pitom, provavelmente, estava localizada no moderno Tell er-Ratabah ou Tell el Maskutah, ao passo que a cidade de Ramassés é identificada com a moderna Qantir. Esse item aparece demasiadamente cedo no ciclo da opressão para ser identificado como obra de Ramessés II (1304—1236 a.C.), que é geralmente identificado como sendo o Faraó do Êxodo (ver Introdução: Dificuldades de Interpretação: Gn 47.11, nota). O único outro rei com o reinado necessário de quarenta anos foi Tutmés III (1504—1450 a.C.). Na dinastia XXIX o termo "Faraó" (egípcio para "casa grande") tornou-se um título real no Egito. Antes disso, o nome era sinônimo de autoridade governamental. 
*	1.14		lhes fizeram amargar a vida. A amarga opressão egípcia foi mais tarde lembrada através das ervas amargosas da refeição da páscoa (12.8).
*	1.15		hebréias. Ver nota em Gn 14.13.
parteiras. Duas parteiras para servirem tão numerosa população parece muito pouco; elas podem ter sido líderes das parteiras. Seus nomes são de origem semita, e o v. 15 identifica-as como israelitas.
*	2.1		um homem. A sorte de Israel dependia de um membro da família desse homem. Moisés tem uma irmã (v. 4) e um irmão (7.7) mais velhos. Seus pais, Anrão e Joquebede eram sobrinho e tia (6.20).
*	2.2		vendo que era formoso. Moisés era uma criança saudável, que provavelmente sobreviveria. Jesus Cristo, o antítipo de Moisés, e fundador do novo Israel, também nasceu sob um edito de morte e foi miraculosamente poupado no Egito (Mt 2.13-23).
*	2.3		cesto de junco. Um caixa de juncos de papiro trançados, emplastrada com piche, para torná-la impermeável (cf. Jó 9.26 e referência lateral; Is 18.2). Moisés talvez seja retratado como um segundo Noé — o termo hebraico aqui traduzido como "cesto" foi usado para indicar a arca de Noé, em Gênesis 7—9. Sargão, de Acade (c. de 2350 a.C.), segundo se dizia, teria sido exposto em uma caixa semelhante, e deixado a flutuar no Eufrates.
*	2.5		a filha de Faraó. Alguns pensam que essa princesa tornou-se a famosa Hatsepsute, a rainha de Tutmés II, e que governou o Egito após a morte de seu marido (1504—1483 a.C.). 
*	2.10		Moisés. O nome é semita (referência lateral), embora também fosse compatível com o nome egípcio Mose, que significa "é nascido" (p.ex., Tutmose, que quer dizer "Tute é nascido"). Há evidências de que nomes semitas não era incomuns na corte real, sendo possível que à criança tenha sido dado um nome semítico pela princesa. Ele foi educado na corte egípcia como um promissor jovem nobre (At 7.22).
*	2.11-15	Agora, com 40 anos de idade (At 7.23), Moisés se identificou com o povo de Deus (Hb 11.24-27). O esforço de Moisés por livrar um israelita da opressão que ele estava sofrendo mostrou-se inútil, quando Moisés procurou ser um juiz em Israel (v. 14). 
*	2.15		Midiã. Talvez o nome de uma antiga confederação tribal que operava no deserto da Arábia. Os nômades midianitas descendiam de Abraão e Quetura (Gn 25.1-6; Nm 10.29-32; Jz 6).
*	2.16		tirar água. As mulheres fizeram a tarefa difícil e então foram enxotadas. 
*	2.17		as defendeu. Essa foi a terceira intervenção de Moisés em defesa dos fracos. Os conflitos entre os nômades por causa de direitos sobre a água eram comuns. 
*	2.18		Reuel. Esse nome significa "amigo de Deus". O sogro de Moisés era conhecido por dois nomes: Reuel e Jetro (3.1; 4.18). Jetro e Reuel podem ter sido nomes variantes, ou Reuel ter sido um nome de clã.
*	2.22		Gérson. Ver referência lateral. Moisés não tinha se esquecido de seu lar egípcio. No entanto, ele conduziria Israel para fora do Egito para a Terra Prometida do povo de Deus.
*	2.23		gemiam... clamaram... o seu clamor subiu. O clamor angustiado de Israel foi equilibrado por uma quádrupla resposta de Deus. Deus "ouvindo", lembrou-se", "viu" e "atentou" (vs. 24 e 25). Esse sumário prepara-nos para a chamada de Moisés e sublinha o tema do livro da fidelidade divina às promessas da aliança.
*	3.1		deserto. Uma área não cultivada, mas capaz de manter pastagem. De acordo com 34.3 e Nm 10.11, o deserto do Sinai sustentou os rebanhos de Israel por um ano. Horebe e Sinai são termos que possivelmente distinguiam Horebe, como uma cadeia montanhosa, desde o monte Sinai (19.18,20; cf. Dt 4.15).
monte de Deus. Essas palavras descrevem a montanha como um santuário, uma designação que antecipa o cap. 19. Moisés tinha então 80 anos de idade (7.7) e havia estado na terra de Midiã por quarenta anos.
*	3.2		Anjo do SENHOR. Foi uma teofania, uma manifestação visível de Deus (v. 4). Ver nota em Gn 16.7.
fogo. O fogo é um freqüente símbolo bíblico para a presença de Deus (13.21; 19.18; Gn 3.24; 1Rs 18.24,38); exprime particularmente a santidade toda-consumidora de Deus (Hb 12.29).
*	3.3		sarça. Um arbusto literal foi iluminado com fogo sobrenatural. Deus é transcendental, mas revelou-se na sarça para chamar a Moisés.
*	3.5		santa. O local foi santificado pela presença de Deus. Ver 19.23; 24.2. A questão de como deve alguém aproximar-se de Deus é crucial no livro de Êxodo. Essa questão foi resolvida no simbolismo do tabernáculo.
*	3.6		Deus do teu pai. Deus lembrou-se das promessas que fizera aos patriarcas segundo a aliança e identificou-se como o Deus deles. Ver Gn 26.24; 28.13; 31.42; 32.9.
*	3.8		cananeus. Habitantes das terras costeiras siro-palestinas. 
heteu. Ver nota em Gn 10.15.
amorreu. Ver nota em Gn 10.16.
ferezeu.	Talvez os aldeões que estavam localizados na Palestina central (Js 17.15).
heveu. 	Ver nota em Gn 10.17.
jebuseu. 	Os ocupantes originais de Jerusalém, posteriormente deslocados dali por Davi (Gn 10.16, nota; 2Sm 5.6-9).
*	3.10		Faraó. Provavelmente Tutmés III (1504—1450 a.C.). Ver Introdução: Data e Ocasião.
*	3.11		Quem sou eu. Moisés se sentia incapaz para a tarefa, tal como sucedeu a Gideão (Jz 6.15) e a Jeremias (Jr 1.6). Essa foi a primeira de suas objeções (v. 14; 4.1,10).
*	3.12		sinal. A chamada de Deus seria confirmada por sua ação futura. Deus estaria com Moisés para que voltasse àquela mesma montanha para adorar ("servir a Deus"). Tendo servido aos egípcios, os israelitas tornar-se-iam servos de Deus na adoração segundo a aliança com o Senhor.
*	3.13		Qual é o seu nome. Moisés previu uma pergunta que seria feita pelo povo de Israel, e que também era a pergunta dele. Moisés já buscava a auto-revelação de Deus. Se o livramento divino tivesse de ser plenamente apreciado e garantido, aquele que seria adorado naquele monte teria que ser conhecido (33.12 e nota). Um nome pessoal não era apenas uma maneira de