Direito Empresarial Aula 04
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Aula 04
Direito Empresarial p/ OAB 1ª Fase XXV Exame - Com videoaulas
Professor: Paulo Guimarães
01653159111 - DIEGO VIANA DIAS
 
 
 
DIREITO EMPRESARIAL Ð XXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
Teoria e Quest›es 
Aula 04 Ð Prof. Paulo Guimar‹es 
 
 
AULA 04 
SOCIEDADE ANïNIMA. 
Sum‡rio 
Sum‡rio ................................................................................................. 1!
1 Ð Considera›es Iniciais ......................................................................... 2!
2 Ð Sociedade An™nima ............................................................................ 2!
2.1. Antecedentes hist—ricos e aspectos introdut—rios ................................ 2!
2.2. Legisla‹o aplic‡vel ........................................................................ 4!
2.3. Principais caracter’sticas ................................................................. 4!
2.4. Mercado de capitais ........................................................................ 7!
2.5. Constitui‹o de sociedade an™nima aberta ........................................ 10!
2.6. Cria‹o de sociedade an™nima fechada ............................................. 14!
2.7. Subscri‹o de a›es ...................................................................... 14!
2.8. Formalidades complementares ........................................................ 15!
2.9. Capital social ................................................................................ 17!
2.10. A›es ........................................................................................ 20!
2.11. Outros valores mobili‡rios ............................................................ 34!
2.12. îrg‹os societ‡rios ....................................................................... 38!
3 Ð Quest›es ......................................................................................... 52!
3.1. Quest›es sem Coment‡rios ............................................................ 52!
3.2. Gabarito ...................................................................................... 63!
3.3. Quest›es comentadas .................................................................... 64!
4 Ð Resumo da Aula ................................................................................ 88!
5 Ð Jurisprudncia Aplic‡vel ..................................................................... 91!
6 Ð Considera›es Finais ......................................................................... 92!
 
 
01653159111 - DIEGO VIANA DIAS
 
 
 
DIREITO EMPRESARIAL Ð XXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
Teoria e Quest›es 
Aula 04 Ð Prof. Paulo Guimar‹es 
 
AULA 04 Ð SOCIEDADE ANïNIMA. 
1 Ð Considera›es Iniciais 
Ol‡, futuro advogado! 
Seja bem vindo a mais uma aula de Direito Empresarial. Hoje voc vai aprender 
tudo que Ž necess‡rio sobre a sociedade an™nima, que, na minha modesta 
opini‹o, Ž o tipo societ‡rio mais complexo do nosso ordenamento. 
Esse tipo societ‡rio tambŽm Ž amplamente utilizado na realidade brasileira, 
principalmente para grandes empreendimentos. Aquelas grandes empresas das 
quais ouvimos falar, cujas a›es e outros t’tulos s‹o negociados em bolsa, s‹o 
as sociedades an™nimas! 
Vamos l‡!? Bons estudos! 
 
2 Ð Sociedade An™nima 
2.1. Antecedentes hist—ricos e aspectos introdut—rios 
A doutrina aponta duas origens hist—ricas diferentes para a sociedade an™nima: 
as associa›es de credores da Idade MŽdia (a exemplo do Officium 
Procuratorum Sancti Georgio, uma interessante institui‹o financeira que 
funcionou por sŽculos em Gnova), e as companhias das ’ndias (patrocinadas 
pelos Estados Nacionais da Idade Moderna). 
Adotando uma ou outra orienta‹o, o que fica claro Ž que essas sociedades 
sempre se dedicaram a grandes empreendimentos, e esta Ž uma 
caracter’stica marcante das sociedades an™nimas. Justamente por isso as 
sociedades an™nimas surgiram como espŽcie de delega‹o do poder estatal. 
Somente a partir do C—digo Comercial francs de 1808 passou a ser permitida a 
constitui‹o de sociedades an™nimas independentemente de outorga estatal, 
mas ainda sendo necess‡ria autoriza‹o. 
A partir de meados do sŽculo XIX os requisitos passaram a ser ainda mais 
flex’veis, permitindo-se que qualquer pessoa constitu’sse uma SA, sendo 
necess‡rio somente registro prŽvio e a submiss‹o a um regime legal espec’fico. 
No ordenamento brasileiro tambŽm passamos por essas fases. Inicialmente era 
necess‡ria uma outorga imperial para criar uma SA, como ocorreu com o Banco 
do Brasil, criado por alvar‡ de D. Jo‹o VI em 1808. A partir de 1849 as 
sociedades an™nimas passaram a ser constitu’das mediante autoriza‹o 
governamental, regime adotado pelo C—digo Comercial de 1850. 
Posteriormente, o ordenamento nacional adotou o regime da regulamenta‹o. 
 
 
 
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Teoria e Quest›es 
Aula 04 Ð Prof. Paulo Guimar‹es 
 
2.1.1. Governana corporativa 
Ainda tratando de aspectos hist—ricos, hoje a gest‹o das sociedades por a›es 
tem se voltado bastante para o estudo das pr‡ticas de governana 
corporativa (corporate governance). Esse tema surgiu principalmente a partir 
de estudos desenvolvidos na Inglaterra e nos Estados Unidos, no sentido de 
estabelecer padr›es de gest‹o para essas sociedades. Esses padr›es, por sua 
vez, fundamentam-se em alguns princ’pios que voc deve conhecer. Como 
nosso estudo Ž eminentemente jur’dico, n‹o pretendo fazer an‡lises 
aprofundadas acerca desses temas, mas considero interessante que voc saiba 
quais s‹o os princ’pios da governana corporativa em voga hoje: 
a)!Transparncia à deve-se prestar ˆs partes interessadas qualquer 
informa‹o que seja do seu interesse; 
b)!Equidade à deve haver regras espec’ficas para proteger os acionistas 
minorit‡rios e para evitar abusos por parte dos controladores; 
c)! Accountability à a presta‹o de contas precisa ser confi‡vel, seguindo 
critŽrios eficientes e internacionalmente aceitos; 
d)!Responsabilidade corporativa à os administradores e controladores 
devem zelar pela sustentabilidade das empresas, visando ˆ sua 
longevidade e incorporando preocupa›es de ordem social e ambiental. 
Um dos problemas estudados com mais frequncia na literatura sobre 
governana corporativa Ž o conflito de agncia, que ocorre quando os 
propriet‡rios da empresa (acionistas) delegam sua administra‹o a gestores 
profissionais (administradores). Essa situa‹o pode terminar gerando 
divergncias acerca da gest‹o da companhia e das decis›es negociais. 
Explicando de forma simples, o conflito ocorre quando os administradores 
passam a tomar decis›es pensando em benef’cios pr—prios, como aumento de 
sal‡rios e b™nus e perpetua‹o no cargo, por exemplo. As boas pr‡ticas de 
governana corporativa surgem justamente para minimizar esse tipo de 
problema, trazendo padr›es de gest‹o que devem ser adotados pela companhia 
de forma a preservar os interesses do Estado, dos acionistas, dos clientes e da 
sociedade em geral. 
A descri‹o dessas pr‡ticas surgiu primeiramente na Inglaterra no in’cio dos 
anos 1990 e logo em seguida foi adotada por diversas empresas norte-
americanas. No Brasil um importante movimento foi a cria‹o do Novo Mercado 
da BOVESPA, em 2000. As companhias que aderem ao Novo Mercado passam, 
por ato volunt‡rio, a adotar uma sŽrie de padr›es, que tm a finalidade de 
inspirar maior confiana dos investidores. 
A confiana Ž um dos principais fatores no desenvolvimento da literatura sobre 
governana corporativa. Nos anos 1990 houve diversos casos de fraude, 
amplamente divulgados pela m’dia, nos quais estavam envolvidas companhias 
de capital aberto. Nos Estados Unidos podemos citar o caso da Enron, que 
terminou influenciando