Mulheres que amam demais   Robin Norwood
230 pág.

Mulheres que amam demais Robin Norwood


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"Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando
por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo
nível."
Contracapa:
Espero que, para todas vocês que amam demais, este livro não ajude apenas a
se tornarem mais conscientes da realidade de sua condição, mas também as
encoraje a começar a se modificar, retirando sua atenção afetuosa de sua
obsessão por um homem e colocando-a na própria recuperação e na própria
vida.
Abas:
Amar demais deixa de ser saudável quando persistimos num relacionamento
inacessível, insensato \u2013 e mesmo assim somos incapazes de rompê-lo.
Robin Norwood aborda a face negativa e destrutiva do amor, a obsessão pelo
outro, uma estrada de \u2018mão única\u2019, baseada no medo e na insegurança. Explica a
distinção entre amor saudável e insensato e fala das razões que levam a mulher
que ama demais a tornar-se excessivamente tolerante. Com sensibilidade rara,
Norwood encaminha a leitora a canalizar a energia para si mesma, em vez de
projetá-la em um homem que não pretende mudar de atitude. Lembra que o
amor deve ser um acontecimento feliz e não um evento angustiante.
No Brasil, este livro fez tanto sucesso que deu origem ao MADA (Mulheres que
Amam Demais Anônimas) \u2013 um grupo de apoio a mulheres que sofrem com
esse problema. Em sessões semanais, as participantes utilizam-se deste livro-
texto para discutir seus medos e angústias e tentar redirecionar suas atenções a
situações mais relevantes de suas vidas. O assunto também já foi abordado em
uma novela do horário nobre, o que prova que esse é um mal cada vez mais
comum nos dias atuais.
Mulheres que amam demais é um livro esclarecedor e indispensável a todas as
pessoas que desejam alterar padrões de comportamento e ter uma vida tranqüila
e feliz, amando o outro e a si mesmas.
Robin Norwood é terapeuta conjugal e conselheira pedagógica. Especializou-
se no tratamento de padrões mórbidos de relacionamento amoroso e no
tratamento de viciados em álcool e drogas. Vive em Santa Bárbara, Califórnia. É
casada e tem uma filha.
Este livro é dedicado às entidades de Dependentes Anônimos, como gratidão
pelo milagre da recuperação que oferecem.
Agradecimentos
Três pessoas merecem minha gratidão por seu decisivo comprometimento
com a elaboração desse livro. Primeiramente, meu marido, Bob Calvert, que leu
tudo que escrevi \u2014 umas seis, sete vezes ou mais \u2014 e mesmo assim continuou
disposto e encorajador, contribuindo com informações, sugestões e críticas ao
trabalho em andamento.
Segundo, minha datilógrafa, Stephanie Stevens, que demonstrou a capacidade
quase mediúnica de decifrar folhas e folhas do material manuscrito,
acompanhado de anotações complicadas do esquema do livro.
E terceiro, devo agradecer a Laura Golden, editora da Tarcher, primeira a ver
o manuscrito e a acreditar nele. A compreensão clara de Laura do conceito de
amar demais, como também sua orientação incansável a uma autora de
primeira viagem, aprimoraram imensamente a coerência e a qualidade geral do
projeto.
Cada uma dessas pessoas acreditou neste livro antes de ele se concretizar, e
sou-lhes grata por sua dedicação, amor e apoio.
QUANDO AMAR significa sofrer, estamos amando demais. Quando grande
parte de nossa conversa com amigas íntimas é sobre ele, os problemas, os
pensamentos, os sentimentos dele \u2014 e aproximadamente todas as nossas frases
se iniciam com "ele...", estamos amando demais. Quando desculpamos sua
melancolia, o mau humor, indiferença ou desprezo como problemas devidos a
uma infância infeliz, e quando tentamos nos tornar sua terapeuta, estamos
amando demais.
Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as passagens que
pensamos que irão ajudá-lo, estamos amando demais. Quando não gostamos de
muitas de suas características, valores e comportamentos básicos, mas toleramos
pacientemente, achando que, se ao menos formos atraentes e amáveis o
bastante, ele irá se modificar por nós, estamos amando demais.
Quando o relacionamento coloca em risco nosso bem-estar emocional, e
talvez até nossa saúde e segurança física, estamos definitivamente amando
demais.
Apesar de toda a dor e insatisfação, amar demais é uma experiência tão
comum para muitas mulheres, que quase acreditamos que é assim que os
relacionamentos íntimos devem ser. A maioria de nós amou demais ao menos
uma vez, e, para muitas, está sendo um tema repetido na vida. Algumas nos
tornamos tão obcecadas por nosso parceiro e nosso relacionamento, que quase
não somos capazes de agir.
Neste livro, analisaremos a fundo as razões por que tantas mulheres,
procurando alguém para amá-las, parecem encontrar inevitavelmente parceiros
doentios e não afetuosos. Devemos ver o motivo, já que o relacionamento não
satisfaz nossas necessidades, mas temos tanta dificuldade em acabar com ele.
Veremos que amar se torna amar demais quando nosso parceiro é inadequado,
desatencioso ou inacessível e, mesmo assim, não conseguimos abandoná-lo \u2014 de
fato, nós o queremos, precisamos dele ainda mais. Passaremos a compreender
como o fato de querermos amar, de ansiarmos por amor ou de amar em si
torna-se um vício.
Vício é uma palavra assustadora. Ela evoca imagens do dependente de heroína
espetando agulhas nos braços e levando uma vida obviamente autodestrutiva.
Não gostamos da palavra e não gostamos de aplicar o conceito à forma de nos
relacionarmos com homens. Mas muitas de nós fomos viciadas em um homem
e, como qualquer outra pessoa viciada, temos que admitir a seriedade de nossos
problemas para que possamos empreender a recuperação.
Se você já ficou obcecada por um homem, você deve ter suspeitado que a
essência daquela obsessão não era amor, e sim medo. Nós que amamos
obsessivamente somos cheias de medo \u2014 medo de estarmos sozinhas, medo de
não termos valor nem merecermos amor, medo de sermos ignoradas,
abandonadas ou destruídas. Damos nosso amor na esperança de que o homem
por quem estamos obcecadas cuide de nossos medos. Ao invés disso, os medos
\u2014 e nossas obsessões \u2014 aprofundam-se, até que dar amor para obtê-lo de volta
torna-se uma força propulsora em nossas vidas. E porque nossa estratégia não
surte efeito, esforçamo-nos e amamos ainda mais. Amamos demais.
Percebi, pela primeira vez, o fenômeno de "amar demais" como uma
síndrome específica de idéias, sentimentos e comportamentos, após vários anos
de aconselhamento a consumidores de álcool e de drogas. Tendo realizado
milhares de entrevistas com viciados e suas famílias, fiz uma descoberta
surpreendente. Das pacientes que entrevistei, algumas cresceram em famílias
problemáticas, outras não; mas seus parceiros quase sempre provieram de
famílias com problemas sérios, nas quais experimentaram tensão e dor mais
intensas que o normal. Lutando para lidar com os companheiros dependentes,
essas parceiras (conhecidas no campo do tratamento do alcoolismo como "co-
alcoólatras") inconscientemente recriavam e reviviam aspectos significativos da
infância.
Foi, principalmente, conhecendo esposas e namoradas de homens viciados que
comecei a compreender a natureza de amar demais. Suas histórias pessoais