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SEMINÁRIO PODER JUDICIÁRIO  - modificado 25-05-15

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para os tribunais de segundo grau, o inciso III determina que será por antiguidade e merecimento do juiz de primeiro grau.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Órgão Especial
De acordo com o artigo 93, XI da CF/88, nos tribunais com número superior a 25 julgadores, poderá ser constituído como órgão especial. Assim, metade das vagas são por antiguidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Quinto Constitucional
O artigo 94 da Constituição Federal de 88 estabelece que 1/5 (20%) dos lugares dos TRFs, dos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal e Territórios será composto por membros do Ministério Público com 10 anos de carreira e de advogados com mais de 10 anos de atividade profissional, de notório saber jurídico e conduta ilibada. Essa regra é válida também para STF, de acordo com o artigo 104, II da CF/88, mas a diferença básica é que o número do MP e dos advogados será de apenas um terço dos membros.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Quinto Constitucional
Procedimento – Os órgãos de representação das classes dos advogados e do Ministério Público elaboram listas com 6 indicações que preencham os requisitos, denominadas de listas sêxtuplas. Recebidas as indicações, o tribunal para o qual foram indicados formará uma lista tríplice (dos 6 encaminhados, seleciona-se 3) e no prazo de 20 dias o Chefe do Executivo (Presidente da República ou Governador do Estado) escolherá um dos três para a nomeação.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Cláusula de Reserva de Plenário (Art. 97, CF)
Determina que a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo do poder público, só será possível pelo voto da maioria absoluta dos seus membros.
As decisões sobre essa matéria só podem ser tomadas com o mencionado quórum.
Esta cláusula impede que os juízos singulares declarem a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo no controle difuso. 
Só é exigida para declaração de inconstitucionalidade, não se aplicando para declaração de constitucionalidade devido ao princípio da presunção de constitucionalidade das leis.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Juizado Especial
Para uma justiça mais dinâmica, foram criados juizados especiais, já que a lógica processual deve ser marcada pelos princípios da celeridade e informalidade.
O juizado especial criminal lida com causas/crimes de menor potencial ofensivo.
O juizado especial cível lida com causas de menor complexidade.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Juizado Especial
O órgão que recebe e julga os recursos é a Turma Recursal, e normalmente os recursos de decisões proferidas por essa turma são encaminhados para o STF.
Hoje em dia, entrar com uma causa no Juizado Especial, não traz rapidez e menos complexidade, já que estes estão abarrotados de processos.
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PODER JUDICIÁRIO
DISPOSIÇÕES GERAIS
Juizado Especial
CF, Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão:
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau;
II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.
§ 1º Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais no âmbito da Justiça Federal. (Renumerado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§ 2º As custas e emolumentos serão destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
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PODER JUDICIÁRIO
SÚMULA VINCULANTE
Conceito: “É um sistema oficial de referência dos precedentes judiciais, mediante a simples citação de um número convencional; distingue a jurisprudência firme consequências processuais específicas para abreviar o julgamento dos casos que se repetem e exterminar as protelações deliberadas.” (Lenza,2014).
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PODER JUDICIÁRIO
SÚMULA VINCULANTE
EMENDA CONSTITUCIONAL 45/2004
A Emenda Constitucional 45/2004, introduziu no direito brasileiro a súmula vinculante, que foi regulamentada pela Lei. 11.417, 19/12/2006.
Constituição federal - Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Vide Lei nº 11.417, de 2006).
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PODER JUDICIÁRIO
Castanheira Neves e Lenio Luiz Streck, acentuam que a súmula vinculante seria recoberta de natureza legislativa, dado que possibilitaria a produção de normas jurídicas abstratas e gerais. 
Jorge Miranda e Luis Carlos Alcoforado, advertem que a súmula vinculante seria revestida de natureza jurisdicional, eis que necessitaria de provocação e julgamento de diversos casos anteriores. 
Mauro Cappelletti e Marco Antônio, posição intermediária, aduzem que a súmula vinculante seria um tertium genus, interposto entre o abstrato dos atos legislativos e o concreto dos atos jurisdicionais.
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SÚMULA VINCULANTE
Natureza
A natureza do processo de aprovação, revisão ou cancelamento da súmula vinculante não é uníssona na doutrina, tendo havido a identificação de três correntes.
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PODER JUDICIÁRIO
Multiplicação de processos sobre questão idêntica
Reiteradas decisões sobre 
matéria constitucional
controvérsia   atual  
Grave insegurança jurídica
SÚMULA VINCULANTE
PRESSUPOSTOS
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PODER JUDICIÁRIO
SÚMULA VINCULANTE
Legitimidade
A Súmula vinculante somente poderá ser editada pelo Supremo Tribunal Federal, por sua própria iniciativa ou por meio de provocação.
§2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor ação direta de inconstitucionalidade.
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PODER JUDICIÁRIO
SÚMULA VINCULANTE
Legitimidade
Art. 103-A. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: 
I -  o Presidente da República; 
II -  a Mesa do Senado Federal; 
III -  a Mesa da Câmara dos Deputados; 
IV -  a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; 
V -  o Governador de Estado ou do Distrito Federal; 
VI -  o Procurador-Geral da República; 
VII -  o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; 
VIII -  partido político com representação no Congresso Nacional; 
IX -  confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 
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PODER JUDICIÁRIO
SÚMULA VINCULANTE
LEI 11.417/2006
Art. 3o  São legitimados a propor a edição, a revisão ou o cancelamento de enunciado de súmula vinculante:
[...]
VI - o Defensor Público-Geral da União;
[...]
XI - os Tribunais Superiores, os Tribunais de Justiça de Estados ou do Distrito Federal e Territórios, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais e os Tribunais Militares.
§ 1o  O Município poderá propor, incidentalmente ao curso de processo em que seja parte, a edição, a revisão ou o cancelamento