Doenças prevalentes no primeiro ano de vida
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Doenças prevalentes no primeiro ano de vida


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1. Otite média aguda
a. Dados epidemiológicos
i. A incidência é maior até os primeiros 24 meses, sendo que dados apontam que
quase 80% das crianças apresentarão ao menos um episódio de otite média aguda (OMA) ao final
deste período
ii. . O pico de prevalência máxima ocorre entre os 6 e 36 meses . Observa-se outro
pico de menor amplitude entre os 4 e 7 anos de idade.
b. Definições
i. Otite média aguda recorrente (OMR) é a ocorrência de três episódios de OMA em
um período de seis meses ou a ocorrência de quatro episódios de OMA em 12 meses
c. Fisiopatogenia
i. Assim, o primeiro pico de prevalência, entre os seis meses e os três anos de idade,
relaciona-se principalmente a aspectos intrínsecos ao lactente, como a falta de uma imunidade
protetora e a presença de uma tuba auditiva mais curta, horizontalizada e menos funcional,
resultando em clearance e proteção ineficaz, permitindo a migração dos otopatógenos bacterianos
desde a nasofaringe para a orelha média
d. Fatores de risco
i. IVAS
ii. Tabaco
iii. Alergia
iv. Fenda palatina, anomalia craniofacial e síndrome de Down: a prevalência de OME
alcança quase a totalidade das crianças com fenda palatina, sendo a patogênese ligada à disfunção da
tuba auditiva
v. Tempo e posição de amamentação: já está comprovado que a amamentação no
seio materno por pelo menos três meses diminui a colonização da nasofaringe por bactérias
patogênicas e está associada a menos episódios de otite média durante todo o primeiro ano de vida
vi. Sexo masculino
vii. História familiar
e. Agentes etiológicos
i. Streptococcus pneumoniae, o Haemophilus influenzae e a Moraxella catarrhalis
ii. Outros agentes : Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Streptococcus
pyogenes e Staphylococcus epidermidis
iii. A introdução da vacina pneumocócica-7-valente nos EUA, em abril de 2000,
moiperdificou a prevalência dos patógenos na OMA, em que foram encontradas prevalências maiores
de algumas bactérias, como a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em detrimento
de outras.
f. Quadro clínico
i. a otalgia tradicionalmente referida por crianças a partir da idade pré-escolar se
apresenta, geralmente, sob a forma de irritabilidade e recusa alimentar em neonatos e crianças
pequenas, exigindo, nesse subgrupo, um maior grau de suspeição com relação a esse diagnóstico. O
quadro clínico característico de OMA é o de uma criança com história de IVAS antecedendo o início de
febre e otalgia. A febre normalmente se situa em torno dos 38 graus centígrados nos casos não
complicados. As manifestações clínicas, contudo, podem ser variáveis na dependência da interação de
quatro fatores: virulência da bactéria, resistência do hospedeiro, extensão da infecção e tratamento
instituído
ii. Fases
1) Fase de hiperemia
a) Febre, otalgia leve, Hipoacusia discreta
2) Fase exsudativa
a) otalgia e febre mais importantes
b) recusa alimentar, vômitos e diarreia
3) Fase de supuração
a) Pus - pode perfurar a memnrana timpânica
4) Fase de coalescência ou de mastoidite cirúrgica
a) mastoidite coalescente se manifesta por otorreia purulenta com duração
superior a duas semanas
g. Tratamento
i. amoxicilina, haja vista a sua comprovada atividade in vitro e in vivo contra a maior
parte das espécies de S. pneumoniae e H. influenzae, a sua segurança e sua boa tolerabilidade.
ii. Dose 50 mg/kg/
2. IVAS
a. Fatores de risco
\u2022Baixa idade (6-24 meses, principalmente)
\u2022 Sexo masculino
\u2022 Atopia
\u2022 Deficiência imunológica
\u2022 Anomalias craniotaciais e de palato
\u2022 Cre-ches
\u2022 Irmãos mais velhos
\u2022 Fm1no passivo
\u2022 Uso de chupeta
b. Patógenos
i. Picomavfrus: abrange os rlnovirus, o agente mais frequentemente responsável por
30-40% das IVAs, e os enterovirus (Coxsackle, Echovirus e Poiiovirus).
c. É importante que esteja clara a diferença entre resfriado e gripe erroneamente usad.o
como sinônimos nosológicos entre os leigos.
d. A gripe é uma doença sistêmica epidêmica causada pelo vírus intluenza, caracterizada
clinicamente por fe bre a lta, mialgias e prostração. No resfriado, os sinais e sintomas são mais
restritos às vias aéreas superiores.
e. rinovírus - in ício do outono e final da primavera; intluenza e VSR - invemo; paraintluenza
- final do outono; cocksackievírus - verão ( ' resfriado do verão').
3. Sinusite
a. Agentes
i. S. pneutn<llliae, H. influenzae, M. catarrhalis e nas sinusites crônicas (> 30 dias) o S.
aureus e anaeróbios.
ii. v
b. desenvolvimento dos seios da fàce se inicia entre o terceiro e o quinto mês de gestação,
mas ocorre de forma mais pronunciada após o nascimento. Essas estruturas crescem durante toda a
infância e adolescência.
c. Trata com amoxicilina também
d. È um resfriado de mais de 14 dias de duração
4. Pneumonia
a. Fatores de risco
i. Idade menor que nove meses
ii. Nümero de pessoas no domicflio, escolaridade e ausência paterna
iii. Idade malerna < 20 anos. berçário e creches
iv. Peso ao nascer< 2.500
v. Desnutrição (pesofldade)
b. Quadro clínico
i.A tosse é o sintoma mais comum de pneumonia em lactentes, juntamente com
taquipnéia, retrações e hipoxemia. Estes podem ser acompanhados por congestão, febre,
irritabilidade e diminuição da alimentação. O Streptococcus pneumoniae é, de longe, o patógeno
bacteriano mais comum em crianças de 1 a 3 meses .Outra possibilidade de etiologia mais frequente
é viral
c. Tratamento
i. Viral: amantadina ora.l, a rimantadina. oseJtamivir, o zanomivir e a ribavirina em
aerossol.
ii. Bacteriana : Penicilina
iii. Internação das crinaças menores de 2 meses e sinais muito intensos de estresse
respiratório, como sibilância
5. Pneumonia afebril do lactente
a. Inicialmente descrita como doença de transmissão vertical pelos agente Chlamydia, CMV
e Ureaplasma urealyticum. Vírus sincicicial respiratório _> 2 a 5 meses
i. Adenivirus
1) PPode ser letal
2) conjuntivite, faringite, distúrbios gastrointestinais e sintomas respiratórios
altos.
b. Quadro clínico
Aguda ou subaguda,
\u2022 afebril ou subfebril,
\u2022 taquipneia,
\u2022 irritabilidade,
\u2022 pouca aceitação da dieta,
\u2022 rinorreia,
\u2022 congestão nasal,apneia e cianose são menos comuns.
c. Diagnostico
i. Pode ser observado eosinofilia com ou sem leucocitose,
ii. Raio-x com condensação
d. Tratamento
i. Ganciclovir 10mg/Kg/dia IV 12/12h por 14 a 21 dias,
ii. eritromicina 40 mg/Kg/dia, 6/6h, durante 10 a 14 dias,
iii. mais das metades evolui com asma e doenças pulmonares obstrutivas a partir dos
7 anos,
6. Conjuntivite
a. Diagnóstico diferencial
i. Exsudato \u2013Purulento sugere Conjuntivite Bacteriana \u2013Mucoso sugere
Conjuntivite Viral \u2013Seroso Viral ou Alérgica
ii.
b.
c. Tratamento da conjuntivite bacteriana - ceftriaxona, eritromicna ou acyclovir