Guia de Estudos da Unidade 3   Histologia
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Guia de Estudos da Unidade 3 Histologia


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Histologia
UNIDADE 3
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UNIDADE III
TECIDOS CONJUNTIVOS DE SUSTENTAÇÃO E TRANSPORTE 
 PARA INÍCIO DE CONVERSA
Caro aluno (a), é com grande prazer que iremos iniciar mais uma unidade, nesta unidade será abordado 
os tecidos conjuntivos de sustentação, cartilaginoso e ósseo, e o tecido conjuntivo de transporte, o tecido 
sanguíneo. 
Quando falamos do tecido conjuntivo de sustentação considera-se os tecidos conjuntivos constituídos 
por matriz extracelular rígida, que apresentam como função geral a sustentação de partes moles, por 
exemplo, o tecido cartilaginoso e tecido ósseo.
TECIDO CARTILAGINOSO: 
Guarde essa ideia!
Com certeza, querido aluno, você já deve ter escutado a expressão cartilagem não é? Mas, o 
que seria uma cartilagem? A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo formado de dois tipos 
celulares, condrócitos e condroblastos, e de uma matriz extracelular abundante, altamente especializada. 
Esse tecido vai desempenhar as funções de suporte aos tecidos moles, os anéis da traqueia, por exemplo), 
revestir as superfícies articulares dos ossos, e propiciar a formação e o crescimento dos ossos longos.
Falamos anteriormente, das células encontradas no tecido cartilaginoso: os condroblastos e condrócitos. 
Essas células vão apresentar diferenças no padrão morfológico e funcional. De onde surgiram essas 
células e quais diferenças são essas? Vamos lá entender! 
Primeiramente, entenda que durante sua formação embrionária, as células do mesênquima retraem 
seus prolongamentos e adquirem uma forma arredondada, multiplicando-se rapidamente e formando um 
aglomerado celular. Essas células jovens são chamadas condroblastos (Figura 1), os condroblastos são 
células alongadas, com pequenas projeções que aumentam a superfície, facilitando as trocas com o meio. 
Essas células iniciam a síntese da matriz extracelular, distanciando-se umas das outras. Quando a matriz 
começa a adquirir uma consistência mais rígida, os condroblastos ficam presos em espaços ligeiramente 
maiores do que eles, denominados condrócitos, sendo células mais arredondadas e aprisionadas 
em lacunas (Figura 2). Os condroblastos multiplicam-se por mitose, dando origem a grupos de até 8 
condrócitos chamados grupos de isógenos. Uma outra grande característica dos condrócitos é que eles 
estão adaptados à baixa tensão de oxigênio e a essa baixa tensão de oxigênio provoca a diferenciação 
das células mesenquimais em condroblastos.
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Figura 1: Origem embrionária das células do tecido cartilaginoso (Fonte: Fonte: Histologia Básica, Junqueira & 
Carneiro, 2004)
 
Figura 2: Células do tecido cartilaginoso (Fonte: Histologia Básica, Junqueira & Carneiro, 2007)
 PALAVRAS DO PROFESSOR
Após falarmos dos componentes celulares do tecido cartilaginoso, chega a hora de falarmos sobre a 
matriz extracelular. Quais as características da matriz extracelular cartilaginosa? A matriz extracelular da 
cartilagem (matriz cartilaginosa) é sólida e firme, embora com alguma flexibilidade, sendo responsável 
pelas suas propriedades elásticas. Compreenda, que as propriedades do tecido cartilaginoso, relacionadas 
ao seu papel fisiológico, dependem da estrutura da matriz, que é constituída por colágeno, ou colágeno 
mais elastina, em associação com macromoléculas de proteoglicanas (proteína + glicosaminoglicanas). 
Como o colágeno e a elastina são flexíveis, a consistência firme das cartilagens se deve às ligações 
eletrostáticas entre as glicosaminoglicanas das proteoglicanas e o colágeno, e as cargas negativas dos 
glicosaminoglicanas, por atraírem Na+, tornam a matriz bastante hidratada, conferindo turgidez à matriz, 
fazendo com que absorva impactos.
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Lembra que falamos da vascularização do tecido conjuntivo? É importante que compreenda, que os tecidos 
conjuntivos em sua maioria são vascularizados, com exceção do tecido cartilaginoso, que se apresenta 
desprovido de vasos sanguíneos, embora vasos sanguíneos possam atravessá-la. Então, comece a pensar: 
Se o alimento, necessário à manutenção de vida na célula, provém dos vasos sanguíneos presentes, 
como o tecido cartilaginoso obtêm os nutrientes necessários para a sua sobrevivência? Vamos responder 
de uma forma bem simples: É no tecido conjuntivo denso não-modelado que envolve a cartilagem que 
o tecido cartilaginoso obtém seu suprimento sanguíneo. Essa bainha de tecido conjuntivo é denomina 
pericôndrio (do grego peri = em torno). 
Veremos mais adiante, os três tipos de cartilagem, assim, você irá perceber que na ausência do 
pericôndrio, o tecido cartilaginoso também pode ser nutrido através do líquido sinovial das cavidades 
articulares, no caso da fibrocartilagem. Assim, a função do pericôndrio está relacionada a de ser uma 
cápsula de cobertura; tem também a função de nutrição, oxigenação, além de ser fonte de novas células 
cartilaginosas.
É rico em fibras de colágeno na parte mais superficial, porém, à medida que se aproxima da cartilagem, 
é mais rico em células. Vale ressaltar ainda, que o tecido cartilaginoso também é desprovido de vasos 
linfáticos e de nervos. 
Dessa forma, a matriz extracelular serve de trajeto para a difusão de substâncias entre os vasos sanguíneos 
do tecido conjuntivo circundante e os condrócitos.
A matriz cartilaginosa pode ser composta por substâncias distintas, dando assim, a diferença no tipo de 
cartilagem. Baseado nesse critério, classificamos a cartilagem em três tipos: 
1) cartilagem hialina; 
2) cartilagem elástica; 
3) fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa.
Exemplos de localização do tecido cartilaginoso:
 
1- superfícies articulares 
2- zonas de crescimento longitudinal de ossos longos 
3- orelha 
4- nariz 
5- epiglote 
6- laringe 
7- traquéia 
8- brônquios extrapulmonares e intrapulmonares
Figura 3: Localização do tecido cartilaginoso em diversos órgãos do corpo humano (Fonte: http://www.icb.usp.br/mol/6-2-
exemplos.html)
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Cartilagem Hialina: a cartilagem mais comum no corpo humano. Possui uma cor branca azulada e 
translúcida a fresco, sendo caracterizada pela presença de uma matriz homogênea e vítrea composta por 
fibrilas de colágeno tipo II, também é rica em substância fundamental e água. 
Essa cartilagem é a responsável pela formação do esqueleto temporário no desenvolvimento fetal, até 
que esse esqueleto seja substituído por tecido ósseo, a partir do processo de ossificação endocondral que 
será visto com mais detalhes adiante. 
No osso longo do adulto, a cartilagem hialina está presente somente na superfície articular. No adulto, 
também está presente como unidade esquelética na traqueia, nos brônquios, na laringe, no nariz e nas 
extremidades das costelas (cartilagens costais). Localiza-se ainda entre a epífise e a diáfise dos ossos 
longos, na forma de um disco cartilaginoso chamado disco epifisário. 
Esse disco epifisário o responsável pelo crescimento dos ossos longos em comprimento. A cartilagem 
hialina geralmente é circundada pelo pericôndrio, porém este não está presente nos locais em que a 
cartilagem forma uma superfície livre, como nas cavidades articulares e nos locais em que ela entra em 
contato direto com o osso. 
Uma característica típica da matriz da cartilagem hialina é que ela pode sofrer calcificação regularmente 
em três situações bem definidas: 
1) a porção da cartilagem articular que está em contato com o osso é calcificada.
 2) a calcificação sempre ocorre nas cartilagens que estão para ser substituídas por osso durante o período 
de crescimento do indivíduo.
3) a cartilagem hialina de todo o corpo se calcifica como parte do processo de envelhecimento.
Cartilagem Elástica: Essa é uma cartilagem na qual a matriz contém fibras elásticas e lâminas de 
material elástico, além das fibrilas de colágeno (colágeno II) e da substância fundamental amorfa. 
Observa-se também um número maior de condrócitos do que os da cartilagem hialina.