Os juizes e o Novo CPC (2017)   Herval Sampaio Júnior e Antônio Carvalho Filho

Os juizes e o Novo CPC (2017) Herval Sampaio Júnior e Antônio Carvalho Filho


DisciplinaIntrodução ao Direito I87.997 materiais520.765 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Organizadores 
Antônio Carvalho Filho 
Herval Sampaio Junior 
Os Juízes e 
o NovoCPC 
2017 
1 
JJ1 EDITORA f JúsPODIVM 
www.edítorajuspodivm.com.br 
EDITORA 
fasPODIVM 
www.editorajuspodivm.com.br 
Rua Mato Grosso, 175 - Pituba, CEP: 41830-151 - Salvador - Bahia 
Tel: (71) 3363-8617 / Fax: (71) 3363-5050 
\u2022 E-mail: fale@editorajuspodivm.com.br 
Copyright: Edições JusPODIVM 
Conselho Editorial: Eduardo Viana Portela Neves, Dirley da Cunha Jr., Leonardo de Medeiros Garcia, Fredie 
Didier Jr .. José Henrique Mouta, José Marcelo Vigliar, Marcos Ehrhardt Júnior, Nestor Távora, Robério Nunes 
Filho, Roberval Rocha Ferreira Filho, Rodolfo Pamplona Filho. Rodrigo Reis Mazzei e Rogério Sanches Cunha. 
Capa: Ana Caquetti 
J91 Os Juízes e o novo CPC / Organizadores Antõnio Carvalho Filho e Herval Sampaio 
Junior - Salvador: JusPodivm, 2017. 
544 p. 
Bibliografia. 
Vários autores. 
ISBN 978-85-442-1362-9. 
1. Direito processual civil. 2. Juízes. 1. Carvalho Filho, Antônio. li. Sampaio Junior, Herval. 
Ili. Titulo. 
CDD 341.412 
Todos os direitos desta edição reservados à Edições JusPODIVM. 
~ terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, 
sem a expressa autorização do autor e da Edições JusPODIVM. A violação dos direitos autorais ca racteriza 
crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções civis cabíveis. 
Dedicamos este livro a todos os magistrados 
brasileiros, que pelo desempenho diário da 
judicatura distribuem a jurisdição com extremo 
zelo e dedicação, inobstante os problemas in-
trínsecos pela falta de estrutura e da litigância 
desenfreada instalada no País. 
Ainda, dedicamos a obra para os familiares 
dos juízes brasileiros, que pelas circunstâncias 
profissionais se veem alijados da companhia e 
convivência de seus entes queridos. 
APRESENTAÇÃO 
O Código de Processo Civil instituído pela Lei nº 13.105/2015, em vigor 
desde 18.03.2016, promoveu verdadeira revolução filosófica e normativa 
do processo brasileiro. Não há dúvida alguma de que se trata de um novo 
sistema legal, que não pode ser interpretado de acordo com as diretrizes e 
bases do CPC/73. 
Desde a notícia de que haveria um processo legislativo para a criação 
de um Novo CPC, a magistratura brasileira apresentou-se apreensiva e in-
segura sobre as modificações vindouras. 
Não era para menos. O Juiz, como o advogado público e privado, o de-
fensor público e o promotor de justiça, além dos auxiliares da justiça, são 
aqueles que lidam, dia a dia, com as normas processuais. E, convenhamos, 
substituir um código de processo requer muita ousadia, para dizer o menos. 
Atualmente, a pergunta é inevitável: será o CPC/15 melhor que o 
CPC/73? A resposta ainda não é possível ser apresentada de pronto. Não 
há dúvidas de que a nova legislação traz algumas grandes novidades, 
como as normas fundamentais do processo, concretização dos contornos 
para o efetivo contraditório e fundamentação adequada, materializando, 
por conseguinte, os postulados constitucionais das garantias processuais; 
a pretensão da criação de um sistema de precedentes ou de pronuncia-
mentos vinculantes etc. 
No plano teórico-filosófico as inovações são dignas de comemoração. 
Contudo, existem várias dúvidas e incertezas sobre os rumos que essa le-
gislação e que os operadores darão aos processos. Incongruências legis-
lativas e opções típicas de "tubo de ensaio" estão alocadas em inúmeros 
pontos do novo código, tais como o procedimento da estabilização da tu-
tela antecipada, a recorribilidade eventual das interlocutórias, a audiência 
de conciliação ou mediação no início do procedimento, a pulverização da 
reclamação como forma de acesso antecipado aos tribunais superiores, a 
impossibilidade do exercício do juízo de admissibilidade da apelação pelo 
juízo "a quo" e a existência de efeito regressivo nos recursos contra sen-
tenças que não resolvem o mérito, ou que entendem pela improcedência 
liminar, dentre outras, representam questões altamente tormentosas e que 
prometem agitar os foros e tribunais até sua estabilização. 
Destarte, no plano empírico-pragmático não há como saber se o CPC/15 
é ou não melhor que o CPC/73. Apenas o tempo e os próprios operadores 
poderão dar essas respostas. 
7 
8 
APRESENT/\ÇAO 
Mas em razão dessa inquietação primeira, principalmente da magistra-
tura, entendemos que era o momento de arregimentar os melhores juízes 
doutrinadores de processo civil para iluminar os nossos passos, nesses pri-
meiros momentos, dessa caminhada que promete ser cheia de emoções. 
Reunimos Juízes de todos os cantos do Brasil. Representantes do STJ, 
TJPR, TJRJ, TJRN, TJES, TJPE, TJSP, TJPA, TJMA, TRF2, TRFS e TRT21 uni-
ram-se para a produção desta obra que teve como principal objetivo a 
apresentação sistemática de diversos temas do Novo CPC sob a perspectiva 
da magistratura. 
Abrimos o livro com o excelente texto de Alexandre Freitas Câmara so-
bre normas fundamentais. Rogério de Vidal Cunha segue com a aprofun-
dada análise acerca da nova sistemática da gratuidade judicial. Eduardo 
Novacki trata sobre os deveres e a responsabilidade das partes por dano 
processual, sem descuidar do tema referente às despesas, honorários de 
advogado e multas. Antônio Carvalho Filho apresenta um completo pano-
rama sobre os atos processuais eletrônicos com enfoque sobre as comuni-
cações eletrônicas, tão comum nos nossos dias . 
O importante tema da conciliação e mediação foi atribuído a Trícia Na-
varro Xavier Cabral, enquanto a análise dos honorários de advogado e as 
implicações intertemporais da verba sucumbencial aos processos anterio-
res ao Novo CPC foi objeto de estudo de Marcelo Barbi Gonçalves. Fábio 
Caldas de Araújo cuidou da nova feição tomada pelo vetusto instituto da 
nomeação à autoria. O Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva contribui com 
excelente texto sobre a flexibilização procedimental sob o enfoque dos ne-
gócios jurídicos processuais atípicos e do calendário processual. 
Herval Sampaio Junior estudou um dos principais pronunciamentos 
de organização do processo, o saneador, que assume hodiernamente um 
papel importante para a qualidade que se espera das decisões judiciais no 
regime de cooperação e comparticipação. Alexandre Freire Pimentel, coad-
juvado por Bruno Freire Pimentel e Paloma Mendes Saldanha, traçou a aná-
lise comparativa sobre a prova eletrônica, meios eletrônicos e documentos 
eletrônicos nos sistemas processuais do Brasil e da Espanha. Coube a Lúcio 
Grassi de Gouveia discorrer sobre o dever de fundamentação e seus contor-
nos no Novo CPC. Nesta mesma toada, Leonardo de Farias Duarte analisou 
o controverso § 2º do art. 489, que determina ao julgador a utilização da 
ponderação de "normas" na hipótese de conflito entre duas ou mais. 
Abrindo o tratamento recursai, Gilson Delgado Miranda expõe os deli-
neamentos do recurso de apelação. Encarregamos Clayton Maranhão para 
APRESENTAÇAO 
exibir o recurso de agravo de instrumento e as diversas polêmicas sobre o 
art. 1.015, certamente um dos dispositivos mais criticados pela doutrina 
processual. 
Frederico Koehler discorreu sobre a aplicação da ratio decidendi dos 
precedentes vinculantes sem a necessidade de rediscussão dos argumen-
tos pelo juiz da causa. Aluisio Gonçalves de Castro Mendes e Odilton Roma-
no Neto, em coautoria, estabeleceram as bases constitucionais e a aplica-
bilidade do sistema do incidente de resolução de demandas repetitivas aos 
Juizados Especiais. Ricardo Tinoco de Goes ocupou-se da análise filosófica 
sobre o pretendido sistema de precedentes proposto pelo código. Por sua 
vez, Newton Pereira Ramos Neto discorreu a respeito da coisa julgada no 
Novo CPC. 
Rafael Calmon Rangel realizou leitura crítica acerca do cumprimento 
de sentença da decisão de alimentos no