Princípios.

Princípios.


DisciplinaDireito Processual Penal I19.198 materiais141.079 seguidores
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etapa procedimental, passando à seguinte, independentemente de requerimento das partes.
 4) princípio da oficialidade: impõe que os órgãos encarregados da investigação e persecução penal sejam oficiais ou públicos, só sofrendo exceção no que tange à ação penal privada comum ou subsidiária. (polícia \u2013 art. 144 da CF; ação penal pelo Ministério Público \u2013 art. 129, I, da CF). 
 5) princípio da indisponibilidade: a ação penal é indisponível após sua instauração. O MP não pode desistir da ação penal proposta (art. 42 do CPP e art. 576).
 6) princípio da identidade física do juiz: consiste na vinculação obrigatória do juiz aos processos cuja instrução tivesse iniciado, de sorte que não poderia o feito ser sentenciado por magistrado distinto. Restou introduzido, em nível infraconstitucional, por meio do art. 399, §2°, do CPP, com redação introduzida pela Lei n° 11.719/08. 
 Crítica: (férias do magistrado, remoção, aposentadoria, e etc.).
 7) princípio do in dubio pro reo ou favor rei: 
 
 Havendo dúvidas quanto à responsabilização penal do acusado, impõe-se a absolvição (ex: art. 386, VII, CPP). Na fase de pronúncia, a dúvida resolve-se in dubio pro societate (art. 415 do CPP). Júri, sua decisão é soberana. Ainda que se contraponha a prova dos autos, um novo julgamento sob esse motivo poderá ser determinado apenas uma vez (art. 593, §3°, do CPP), sendo vedado ao Tribunal de Justiça, por exemplo, absolver em grau de recurso, réu condenado pelo júri.
 8) princípio do prazo razoável no processo penal: 
 Encontra arrimo no art. 5°, LXXXVIII, CF: 
 A discussão que se trava agora é acerca da extensão, limites e conseqüências de descumprimento da garantia. Dúvidas aplica-se a fase pré-processual (inquérito) e o termo final da contagem (deverá ser o trânsito em julgado).
 No procedimento do júri, com a reforma operada pela Lei n° 11.689/90, ao menos a primeira fase (iudicium accusationis), o procedimento deverá ser concluído no prazo máximo de 90 dias (art. 412 do CPP). O art. 801 do CPP prevê sanção pecuniária ao juiz e ao promotor que deixar de observar os prazos definidos em lei.
 9) princípio da correlação entre acusação e sentença: 
 
 Ao juiz fica vedado julgar a causa fora do que foi pedido. Tal norma está prevista no CPC e também impera no CPP. Deve haver correlação entre acusação e sentença, não podendo o juiz condenar o réu por roubo se foi imputado furto na denúncia. Para tal, é necessário o aditamento da inicial, aplicando-se o art. 384 e parágrafo único do CPP.
 10) princípio da oralidade: 
 
 Necessidade da coleta de declarações e depoimentos orais, defluindo daí os corolários da concentração, imediatidade e da identidade física do juiz. Na primeira fase do júri, adota-se, agora, a oralidade (art. 411, §4°, do CPP, com redação determinada pela Lei n° 11.689/08).