Manual de Aplicação do RTQ-T - v01-2014
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Manual de Aplicação do RTQ-T - v01-2014


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Manual para Aplicação do RTQ-R4.2
Com base na Portaria:
nº 18/2012
Versão 1
centro brasileiro de eficiência
energética em edificações
 
 
Eletrobras/Procel 
José da Costa Carvalho Neto 
Presidente 
Renata Leite Falcão 
Superintendente de Eficiência Energética 
Fernando Pinto Dias Perrone 
Chefe do Departamento de Projetos de Eficiência Energética 
Marco Aurélio Ribeiro Gonçalves Moreira 
Chefe da Divisão de Eficiência Energética no Setor Privado 
 
Equipe do Procel Edifica/ Eletrobras 
Edison Alves Portela Junior 
Elisete Alvarenga da Cunha 
Estefânia Neiva de Mello 
João Queiroz Krause 
Lucas Mortimer Macedo 
Luciana Dias Lago Machado 
 
 
Centro Brasileiro de Eficiência Energética em Edificações\u2013CB3E\u2013 UFSC 
Núcleo de Edificações Residenciais 
Roberto Lamberts 
Coordenador 
Pós-doutorandos: Michele Fossati 
 
Doutorandos: Andrea Invidiata 
 
Mestrandos: Juliana Yuriko Chagas Cruz 
 
Acadêmicos: Amadeus Morgado Chambarelli de Novaes 
Cristiano André Teixeira 
 
3 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO 5 
OBJETIVOS DO MANUAL 5 
INTRODUÇÃO AO REGULAMENTO TÉCNICO DA QUALIDADE PARA EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS (RTQ-R) 6 
ESTRUTURA DO MANUAL 7 
1 DEFINIÇÕES, SÍMBOLOS E UNIDADES 8 
1.1 ABERTURA 8 
1.2 ABERTURA PARA ILUMINAÇÃO 10 
1.3 ABERTURA PARA VENTILAÇÃO 12 
1.4 ABERTURA ZENITAL 16 
1.5 ABSORTÂNCIA (ADIMENSIONAL) 16 
1.6 AMBIENTE 17 
1.7 AMBIENTE CONDICIONADO ARTIFICIALMENTE 20 
1.8 AMBIENTE DE PERMANÊNCIA PROLONGADA 20 
1.9 ÁREA DA ABERTURA (AAB) (M²) 21 
1.10 ÁREAS DE USO COMUM 21 
1.11 ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE 21 
1.12 ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL 22 
1.13 ÁREA ÚTIL (AU) (M2) 22 
1.14 CAIXILHO 22 
1.15 CAPACIDADE TÉRMICA (CT) [KJ/(M².K)] 22 
1.16 CARTAS SOLARES 24 
1.17 COBERTURA 25 
1.18 COEFICIENTE DE DESCARGA (CD) 25 
1.19 COEFICIENTE DE FLUXO DE AR POR FRESTAS (CQ) 25 
1.20 COEFICIENTE DE PERFORMANCE (COP) (W/W) 25 
1.21 COEFICIENTE DE PRESSÃO SUPERFICIAL (CP) 25 
1.22 COEFICIENTE DE RUGOSIDADE DO ENTORNO 25 
1.23 COLETOR SOLAR 26 
1.24 CONSUMO RELATIVO PARA AQUECIMENTO (CA) (KWH/M²) 26 
1.25 CONSUMO RELATIVO PARA REFRIGERAÇÃO (CR) (KWH/M²) 26 
1.26 DEMANDA DO ELEVADOR EM STANDBY (W) 26 
1.27 DEMANDA EM VIAGEM (W) 26 
1.28 DEMANDA ESPECÍFICA EM VIAGEM [MWH/(KG.M)] 27 
1.29 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO SOLAR 27 
1.30 EDIFICAÇÃO MULTIFAMILIAR 29 
1.31 EDIFICAÇÃO RESIDENCIAL 29 
1.32 EDIFICAÇÃO UNIFAMILIAR 30 
1.33 EFICIÊNCIA LUMINOSA (\u397) (LM/W) 30 
1.34 ETIQUETA NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA (ENCE) 30 
1.35 ENVOLTÓRIA (ENV) 32 
1.36 EQNUM - EQUIVALENTE NUMÉRICO 33 
1.37 EQNUMAA - EQUIVALENTE NUMÉRICO DO SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA 33 
1.38 EQNUMB - EQUIVALENTE NUMÉRICO DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS 33 
1.39 EQNUMEL - EQUIVALENTE NUMÉRICO DOS ELEVADORES 33 
4 
 
1.40 EQNUMENV - EQUIVALENTE NUMÉRICO DA ENVOLTÓRIA 33 
1.41 EQNUMENVAMB - EQUIVALENTE NUMÉRICO DA ENVOLTÓRIA DO AMBIENTE 33 
1.42 EQNUMEQ - EQUIVALENTE NUMÉRICO DOS EQUIPAMENTOS 34 
1.43 EQNUMILUM \u2013 EQUIVALENTE NUMÉRICO DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL 34 
1.44 EQNUMS \u2013 EQUIVALENTE NUMÉRICO DA SAUNA 34 
1.45 FACHADA 34 
1.46 FACHADA LESTE 36 
1.47 FACHADA NORTE 37 
1.48 FACHADA OESTE 37 
1.49 FACHADA SUL 37 
1.50 FRAÇÃO SOLAR 37 
1.51 GRAUS HORA DE RESFRIAMENTO 37 
1.52 INDICADOR DE GRAUS-HORA PARA RESFRIAMENTO (GHR) 38 
1.53 ORGANISMO DE INSPEÇÃO ACREDITADO (OIA) 38 
1.54 PADRÃO DE OCUPAÇÃO (H) 38 
1.55 PADRÃO DE USO (H) 38 
1.56 PAREDES EXTERNAS 39 
1.57 PILOTIS 39 
1.58 PONTUAÇÃO TOTAL (PT) 39 
1.59 POROSIDADE 39 
1.60 POTENCIAL DE VENTILAÇÃO 39 
1.61 PROFUNIDADE DO AMBIENTE (P) (M) 39 
1.62 PROGRAMA BRASILEIRO DE ETIQUETAGEM (PBE) 40 
1.63 RESISTÊNCIA TÉRMICA TOTAL (RT) [M².K)/W] 40 
1.64 TEMPERATURA OPERATIVA (TO) (ºC) 41 
1.65 TRANSMITÂNCIA À RADIAÇÃO SOLAR 41 
1.66 TRANSMITÂNCIA TÉRMICA [W/(M².K)] 41 
1.67 UNIDADE HABITACIONAL AUTÔNOMA (UH) 43 
1.68 VENTILAÇÃO CRUZADA 43 
1.69 ZONA BIOCLIMÁTICA 44 
2 INTRODUÇÃO 46 
2.1 OBJETIVO 46 
2.2 PRÉ-REQUISITO GERAL 47 
2.3 PROCEDIMENTOS PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA 47 
3 UNIDADES HABITACIONAIS AUTÔNOMAS 56 
3.1 ENVOLTÓRIA 56 
3.2 SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA 111 
3.3 BONIFICAÇÕES 148 
4 EDIFICAÇÕES UNIFAMILIARES 162 
4.1 PROCEDIMENTO PARADETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA 162 
 
5 
 
5 EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES 163 
5.1 PROCEDIMENTO PARA DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA 163 
6 ÁREAS DE USO COMUM 165 
6.1 ÁREAS COMUNS DE USO FREQUENTE 165 
6.2 ÁREAS COMUNS DE USO EVENTUAL 178 
6.3 BONIFICAÇÕES 191 
ANEXO I \u2013 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO SOLAR EM EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS 196 
ANEXO II \u2013 TABELA DE DESCONTO DAS ESQUADRIAS 200 
5 
 
Apresentação 
Objetivos do manual 
Este manual visa orientar o leitor quanto à aplicação do Regulamento Técnico da 
Qualidade (RTQ-R) para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais e 
esclarecer eventuais dúvidas a respeito dos métodos de classificação. Para tal, os 
conceitos e definições presentes no RTQ-R serão apresentados e exemplificados. 
Espera-se que, ao final da leitura deste manual, o leitor esteja apto a classificar 
edificações residenciais de acordo com os requisitos do regulamento. 
Para complementar este manual, está sendo desenvolvido o Manual do RAC - Requisitos 
de Avaliação da Conformidade para Eficiência Energética de Edificações, cujo objetivo é 
capacitar o leitor a submeter apropriadamente o projeto ou edificação à etiquetagem. 
Cabe salientar que a regulamentação por si não garante qualidade em níveis de 
eficiência em uma edificação. Maiores níveis de eficiência podem ser alcançados por 
meio de estratégias de projeto e por iniciativas e cooperação dos diversos agentes 
envolvidos na construção (arquitetos, engenheiros civis, eletricistas, mecânicos, 
empreendedores, etc.). Os usuários têm participação decisiva no uso eficiente das 
edificações através dos seus hábitos, que podem reduzir de forma significativa o 
consumo de energia, aumentando assim a eficiência das edificações e reduzir 
desperdícios. Todos os envolvidos na concepção e utilização das edificações e seus 
sistemas podem contribuir para criar e manter edificações energeticamente eficientes. 
O regulamento apresenta procedimentos para alcançar níveis mais elevados de eficiência 
energética nas edificações. A obtenção de uma etiqueta de eficiência não é definitiva e 
pode ser continuamente melhorada com inovações tecnológicas ao longo dos anos, 
criando o hábito do aprimoramento constante em eficiência energética, da concepção ao 
uso da edificação. 
A figura A.1 representa os cinco níveis de eficiência possíveis de serem obtidos com a 
aplicação do RTQ-R e mostra como esta filosofia de contínuo aprimoramento está 
embutida no regulamento. O RTQ-R não define limite superior para o nível A, uma vez 
que desempenhos mais elevados de eficiência energética podem ser sempre almejados. 
 
 
 
Figura A.1 Níveis de eficiência 
E D C B A 
6 
 
Neste sentido, a procura de maiores níveis de eficiência inclui o comissionamento. O 
comissionamento consiste em planejar e executar os projetos de forma a garantir que os 
mesmos apresentem efetivamente o desempenho esperado, corrigindo defeitos ou 
ajustando equipamentos se for necessário até alcançar os objetivos propostos. 
De forma a atingir e manter níveis mais elevados de eficiência, a participação dos 
usuários é muito importante, conforme mencionado anteriormente. Uma edificação 
eficiente com usuários ineficientes pode tornar-se uma edificação ineficiente. Da mesma 
forma, edificações ineficientes podem aumentar de forma considerável a sua eficiência se 
houver um empenho dos seus usuários nesse sentido. 
 
Introdução ao Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de 
Eficiência