Direito Penal I - 2º Bimestre
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Direito Penal I - 2º Bimestre


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Princípios do direito Penal
1) Conceito: São valores fundamentais que inspiram a criação e a manutenção do sistema jurídico. Tem a função de orientar o legislador (quem faz a lei), bem como o aplicador da norma (poder jurídico) para limitar o poder conetivo estatal, garantindo aos cidadãos direitos e deveres.
2) Princípios:
	2.1) Reserva legal ou da estrita legalidade. (Art. 1º CP) (Pág. 53 Capez) Art. 1° Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal Princípio da legalidade. Art. 5º XXXIX, CF. O referido princípio traduz a ideia de que, no ordenamento jurídico brasileiro só será possível a criação de determinado tipo penal através de lei. Obs.: Princípio da legalidade é gênero, do qual é espécie o princípio da reserva legal. Obs. 2: Desta forma é dada a analogia " in malam partem" (prejudica a parte). Art. 5º, XXXIX, CF - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
	2.2) Anterioridade. Art. 5º, XXXIX e art. 1º CP. (Pág. 62 Capez) Para configuração de crime há a necessidade de prévia previsão legal. Isso implica dizer que a conduta praticada antes da vigência de uma norma penal, não poderá ser punida por esta. A lei penal só passa a produzir efeitos a partir da data que entra em vigor. Obs.: Lei que tipifica conduta jamais poderá ser aplicada a comportamentos pretéritos, salvo se beneficiar o réu.
	2.3) Insignificância ou bagatela. (Pág. 27 Capez) Esse princípio é criação doutrinária (Claus Roxin), princípio implícito na CF, art. 5º. A ideia difundida pelo referido doutrinador é que o direito penal não deve ser ocupar de assuntos irrelevantes, incapazes de lesar bens jurídicos legalmente tutelados. Requisitos exigidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a aplicação do princípio.
a) Mínima ofensividade da conduta; b) Ausência de periculosidade social da ação; c) Reduzido grau de reprovabilidade da conduta do agente; d) Inexpressividade da lesão jurídica.
	2.4) Individualização da pena. CF, art. 5º, XLVI. (Pág. ?? Capez) De acordo com esse princípio deve-se distribuir a cada indivíduo o que lhe cabe, de acordo com as circunstâncias específicas do seu comportamento. Ex: A lei dos crimes hediondos sofreu modificação em seu art. que exigia o integral cumprimento da pena em regime fechado, com base no referido princípio. Art. 5º, XLVI, CF - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens; c) multa; d) prestação social alternativa; e) suspensão ou interdição de direitos;
	2.5) Alteridade. (Pág. 30 Capez) O referido princípio proíbe a atitude meramente interna do agente, ou ainda aquela conduta que não atente contra bem jurídico alheio. veda ainda a criminalização do pensamento ou de condutas moralmente reprováveis. Em suma, ninguém poderá ser punido por causar mal a si próprio. Ex: Tatuagem; auto lesão; prostituição do próprio corpo; suicídio art. 122. Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave. Parágrafo único - A pena é duplicada: Aumento de pena I - se o crime é praticado por motivo egoístico; II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
 	2.6) Adequação Social. (Pág. 33 Capez) Não pode ser considerado criminoso o comportamento humano que, embora tipificado em lei, não afronte o sentimento social de justiça. Ex: Tatuagem, furar a orelha do bebê... Art.129 (lesão corporal). Lesão corporal