1) Apostila de Desenvolvimento humano e ciclo vital I
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1) Apostila de Desenvolvimento humano e ciclo vital I


DisciplinaPsicologia do Desenvolvimento: Ciclo Vital1.582 materiais24.773 seguidores
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e financeiro; e o trabalho. Elementos básicos para o amadurecimento das pessoas, tais fatos muitos vezes acabam sendo postergados em função das atuais exigências e normas culturais. As consequências de tais restrições podem levar à dependência familiar, flutuações afetivas, falta de experiências vitais, tendência a idealizar. Outros fatores que delimitam esse período dizem respeito ao encontro ou conflito de gerações, a modelagem do projeto de vida. As escolhas são colocadas à prova ou modificadas. Heinz Rempleim (apud GRIFFA; MORENO, 2001) afirma que na busca do êxito e da ascensão social há um desejo de impor-se, permeado de uma atitude otimista. Isso é mais intenso no sexo masculino. 101 PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO: CICLO VITAL Revisão: Leandro/Tatiane - Diagramação: Fabio - 22/09/11 - 2ª Revisão: Tatiane - Diagramação: Jefferson - 29/09/11 Segundo Levinson (1996 apud GRIFFA; MORENO, 2001), por volta dos 18 aos 24 anos se dá o primeiro estágio, a saída do lar, que permite ao jovem uma maior independência, o contato com instituições, que lhe outorga, por exemplo, status de estagiário. O segundo estágio é o ingresso no mundo adulto, em torno dos 24 aos 28 anos; nessa fase a pessoa permanece mais no mundo do que no lar. Dos 28 aos 33 anos é a época de reafirmar os compromissos e de alguma maneira se liberar dos afazeres diários para novas perspectivas de vida. Esse estágio é denominado transição para a quarta década. Como afirmado anteriormente, para Erik H. Erikson (1987), a questão central nessa etapa é a conquista da intimidade versus isolamento. Para o referido autor, a intimidade diz respeito à capacidade de se \u201centregar a afiliações e associações concretas e de desenvolver força ética necessária para cumprir esses compromissos, mesmo quando eles podem exigir sacrifícios significativos\u201d. Tal capacidade permite ao adulto jovem enfrentar a perda do ego, atrelada às situações que exigem autoabandono, como nos casos de solidariedade entre amigos ou a união sexual; ou, por outro lado, sua ausência pode levar ao isolamento. A mutualidade do orgasmo representa para Erikson saúde sexual, e nesse caso a frustração não implicará regressão patológica. Portanto, um marco do final da adolescência é a capacidade da pessoa de manter uma relação de intimidade. Sendo esse aspecto o ponto central da crise nesse período, segundo Erikson, o trajeto a ser percorrido para a intimidade passa necessariamente por alguns níveis de relações interpessoais, ou seja, graus de comprometimentos. De acordo com Griffa e Moreno (2001), os três níveis são: \u2022 Nível 1 Tarefa. Por exemplo, quando dois adultos trabalham juntos na montagem de um motor. Nesse caso, não é preciso tentar conhecer o outro ou revelar-se, porque a tarefa é o principal ponto de contato e integração entre as pessoas. \u2022 Nível 2 Sistema de normas explícito ou implícito. As normas regulam o comportamento, facilitando a prevenção ou antecipação da cultura grupal. Por exemplo, nos grupos da escola, nos jogos com regras. Em ambos os casos, são supostos um maior compromisso pessoal, pôr-se no lugar do outro e um contato físico. Isso não ocorre no nível da tarefa. \u2022 Nível 3 Intimidade. Nessa situação, não há o predomínio da tarefa nem das normas. Os relacionamentos baseiam-se na criatividade de cada pessoa, para construí-lo. Portanto, há uma abertura pessoal para o conhecimento mútuo em profundidade, o questionamento das regras e normas e da formalidade do vínculo. Assim, ocorre uma reflexão permanente sobre o vínculo e emergem questões como: somos amigos ou somos noivos?
MEIA IDADE- 40 A 65 ANOS
O desenvolvimento na meia-idade (40-65 anos) pode ser ilustrado por um dito popular que diz: \u201cToda a pessoa na vida tem que plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho\u201d; essa é a essência da generatividade, deixar sua marca no e para o mundo.
DESENVOLVIMENTO FÍSICO NA MEIA IDADE
É uma fase que contempla alguns paradoxos. Geralmente, por um lado, poderá haver uma grande satisfação conjugal e profissional; mas, por outro lado, o declínio físico começa a ficar evidente.
Quanto à aparência física, os indivíduos tentam parecer mais jovens, embora a grande maioria aprenda a aceitar de maneira realista as mudanças que estão ocorrendo em si mesmos, como será discutido posteriormente junto com os aspectos psicossociais. 
Normalmente, as pessoas na meia-idade apresentam boa forma física, cognitiva e emocional (PAPALIA, OLDS; FELDMAN, 2006). Evidentemente, a forma física e as condições de saúde dependerão da história pregressa do indivíduo. Nessa fase, quanto mais o indivíduo se cuidar do ponto de vista físico, mais se beneficiará. 
O relógio biológico indica os primeiros sinais de envelhecimento: uso de óculos, cabelos brancos, pele com vincos, dificuldade em subir lances de escada (declínio da capacidade aeróbica), pessoas mais jovens o tratam como \u201duma pessoa mais velha\u201d (filhos adultos, colegas de trabalho jovens), a percepção da incapacidade dos pais leva a perceber a própria incapacidade futura. 
O relógio social indica a sensação de maior conhecimento e experiência, maior sensação de controle e escolha, há mais tempo e energia para outros papéis (esposo, esposa, avô, avó), para a aposentadoria.
Se, por um lado, muitos se sentem jovens e dispostos, o relógio biológico é implacável e o corpo começa a ficar mais lento. Quanto à aparência, os cabelos se tornam brancos e as rugas tendem a aumentar. Por volta dos 40 anos, também é muito frequente o aparecimento de pigmentações na pele e adiposidades. 
A acuidade visual tende a diminuir de forma gradual e ininterrupta; há uma perda gradual de audição (55 anos); diminui a sensibilidade ao gosto e ao cheiro. Além destes, a força e a coordenação diminuem gradualmente; há perda de massa muscular, que é substituída por gordura; diminuição de habilidades motoras complexas que envolvam muitos estímulos, respostas e decisões, mas que não resultam necessariamente em pior desempenho porque o conhecimento baseado na experiência pode mais do que compensar as mudanças físicas (PAPALIA; OLDS, FELDMAN, 2006; BEE, 1998).
Muitas pessoas com 50 anos optam por tarefas mais sedentárias e contemplativas em função de um decréscimo da capacidade física. Por exemplo, subir 20 andares é uma tarefa diferente para um jovem de 20 anos e para um adulto de 50 anos. Provavelmente, a maioria das pessoas com 50 anos, conseguirá subir as escadas de forma mais lenta e se cansará mais. Por outro lado, no que diz respeito ao trabalho, não há diferenças significativas. 
A maioria dos adultos médios/tardios, quando goza de plena saúde, escolhe o melhor momento para se aposentar. No entanto, quando a saúde está fragilizada ou quando ocorre, entre outros, casos de alcoolismo, a pessoa sente mais intensamente o envelhecimento, restando-lhe poucas escolhas e a maioria se aposenta mais cedo, muitas vezes com condições financeiras difíceis. 
A atividade sexual pode diminuir um pouco entre 40 e 50 anos, provavelmente devido a causas não fisiológicas, como monotonia num relacionamento, preocupação com negócios, fadiga, entre outros (PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2006). Por outro lado, algumas vezes os relacionamentos sexuais melhoram nesse período porque são desvinculados da capacidade reprodutiva e, portanto, livres do risco de gravidez (ibidem).
A menopausa aparece como um evento marcante no desenvolvimento físico na meia-idade. Ocorre tipicamente entre 45 e 55 anos. As pesquisas (DAN; BERNHARD, 1989 apud PAPALIA; OLDS; FELDMAN, 2006) revelam que a maioria das mulheres sente pouco ou nenhum desconforto na menopausa. Há maior probabilidade dos problemas psicológicos associados à menopausa serem causados principalmente pela visão negativa do envelhecimento por parte da sociedade. Outro aspecto que pode ser vivenciado de modo diferente nessa fase é a gravidez. Após os 40 anos, é muito mais frequente a mulher sofrer um aumento da pressão arterial em comparação com uma mulher de 25 anos. No entanto, após o parto, os órgãos de ambas tendem a funcionar igualmente.
Liliany
Liliany fez um comentário
Vocês conseguiram as referências?
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Eduardo
Eduardo fez um comentário
qual a referência bibliográfica da Rosa 1994 ?
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Thamires
Thamires fez um comentário
Preciso referenciar o arquivo, poderia me passar os dados de referência?
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Edna Cristina
Edna Cristina fez um comentário
Teoria do apego
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Cristiane
Cristiane fez um comentário
basta abrir e clicar em download
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