1) Apostila de Desenvolvimento humano e ciclo vital I
87 pág.

1) Apostila de Desenvolvimento humano e ciclo vital I


DisciplinaPsicologia do Desenvolvimento: Ciclo Vital1.584 materiais24.823 seguidores
Pré-visualização16 páginas
pelas seguintes mudanças: de esquemas conceituais e operações mentais referentes a objetos e situações concretas para a formação de esquemas conceituais abstratos (amor, fantasia, justiça etc.) realizando com eles operações mentais formais ( o abstrato sem a necessidade do concreto).
Nesse estágio o adolescente constrói teorias e reflete sobre seu pensamento, o pensamento formal que é encontrado nos adolescentes, é explicado pelo fato de se poder estabelecer as coordenações entre os objetos que também originam-se de determinadas etapas da maturação deste sujeito e constitui uma reflexão da inteligência sobre si mesma, um sistema operatório de segunda potência, que opera com proposições, por isso essa fase é caracterizada pelo raciocínio hipotético-dedutivo que é o raciocínio que implica deduzir conclusões de premissas que são hipóteses, em vez de deduzir de fatos que o sujeito tenha realmente verificado. Durante essa fase o adolescente é capaz de tirar conclusões de puras hipóteses apresentando a lógica das proposições relacionando-a a estrutura de classes e das relações, por isso o pensamento formal é hipotético-dedutivo, não necessita mais da manipulação de objetos concretos, ele é capaz de deduzir suas conclusões de puras hipóteses, sem a necessidade de observação real.
Segundo Piaget o adolescente é um individuo que constrói sistemas e teorias, liga soluções de problemas por meio de teorias gerais, das quais se destaca o principio. Tem facilidade de elaborar teorias abstratas que transformam o mundo em um ponto ou em outro.
Concluindo um adolescente raciocina cientificamente, formulando hipóteses e comprovando-as, na realidade ou em pensamento. Enquanto o pensamento de uma criança mais nova envolve apenas objetos concretos, o adolescente já pode imaginar possibilidades. Quando tem por volta de 15 anos, o adolescente resolve problemas analisando-os logicamente e formulando hipóteses a respeito de resultados possíveis, a respeito do que poderia ocorrer."(BARROS, 2008, p.108,109).
DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DO ADOLESCENTE
Redefinição da imagem corporal: (perda do corpo infantil e da consequente aquisição do corpo adulto)
Culminação do processo de individualização dos pais 
Estabelecimento de uma escala de valores ou código de ética próprio
Virtude social desenvolvida: fidelidade/Lealdade
Aceitação dos ritos de iniciação como condição de ingresso ao status adulto: Os rituais são manifestações sociais que ajudam na elaboração de diferentes momentos de transição do ciclo vital. Vários são os rituais que marcam a transição entre a infância e a vida adulta, em nosso meio podem-se destacar: a viagem da oitava série e da conclusão do Ensino Médio, o baile de debutantes, entre outros.
Assunção de funções ou papéis sexuais auto-outorgados, ou seja, consoantes a inclinações pessoais (homossexuais) independentemente das expectativas familiares e eventualmente até mesmo das imposições biológicas de gênero a que pertence
Tendência grupal: há uma busca de pautas de identificação no grupo de iguais: a busca de uniformidade é um comportamento defensivo que proporciona segurança e estima pessoal. O fenômeno grupal adquire uma importância extraordinária na adolescência, porque o indivíduo transfere para os pares parte da dependência que mantinha com a família. Assim, a dependência do adolescente aos valores do grupo é escravizante. Precisa de aplausos, julgando-se sempre conforme a sua aceitação exterior. Ele não pode perceber ainda que a busca da aprovação dos outros é a busca de sua própria aprovação. No início da adolescência, a turma é formada por companheiros do mesmo sexo, mas, na medida em que amadurecem, assumindo sua condição sexual, sentem-se mais livres para aproximar dos adolescentes do sexo oposto. 
Quando se pensa nas interações sociais que ocorrem nessa fase, é preciso salientar que na maioria dos casos há uma tendência para a dissolução dos grupos de meninas (Turma da Luluzinha) e meninos (Turma do Bolinha). Portanto, formam-se os grupos mistos e, posteriormente, no decorrer dessa fase, há a formação de casais. Como já mencionado, os grupos de amigos são muito importantes e exercem uma forte influência recíproca, podendo ser traduzida muitas vezes como uma \u201cgrande pressão sobre os companheiros
A turma constitui uma transição necessária no mundo externo para se alcançar a individuação adulta.
Frequentemente o adolescente transfere a relação fusionada que mantinha com os pais para os amigos ou namorado(a). Quer dizer, os adolescentes vivem as relações como se fossem uma só: um só desejo, uma só necessidade. Por isso, parecem ser comuns as explosões do adolescente por se sentir traído em suas relações afetivas ou com os amigos, como, por exemplo, quando um elemento de um grupo conversa com alguém que não faz parte desse grupo, isso pode ser interpretado como traição, provocando discussões ou brigas entre os membros do grupo.
Contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta: estas condutas contraditórias são expressões da identidade adolescente, transitória ocasional e circunstancial.
Há uma recapitulação e redefinição dos elementos de identidade já adquiridos \u2013 esta é a chamada crise da adolescência ou crise da identidade. Neste estágio a questão chave é: Quem sou eu?
Por CRISE entende-se um ponto conjutural necessário ao desenvolvimento , é o momento no qual o repertório que o individuo possuía entra em colapso, não é suficiente frente as novas demandas e então, é necessária uma mudança desenvolvimental qualitativa, os fatores que contribuem para essa crise de identidade são perda de laços familiares e falta de apoio no crescimento; expectativas parentais e sociais divergentes do grupo de pares; dificuldades em lidar com a mudança; falta de laços sociais exteriores à família que permitem o reconhecimento de outras perspectivas e o insucesso no processo de separação emocional entre a criança e as figuras de ligação. A IDENTIDADE é a consciência que o individuo tem de si mesmo como \u201cum ser do mundo\u201d. Traz o sentimento de pertinência (o individuo pertence á família X, que tem determinadas características; é brasileiro, o que lhe confere outras tantas características; torce pelo time z etc.) e diferenciação (apesar de ter características especificas por pertencer a vários grupos, tem características que o tornam único).
Atitude social reivindicatória: Grande parte da oposição que os adolescentes vivem com relação à família é transferida para o meio social, projetando no mundo externo as suas raivas, as suas rejeições e as suas condutas destrutivas. O adolescente pode sentir que ele não está mudando e que são os pais e a sociedade que se negam a ter com ele uma atitude provedora e protetora. Esta é a base da atitude social reivindicatória.
Elaboração de lutos referentes à perda da condição infantil, como por exemplo:
-Luto pelo corpo infantil: Com o advento da puberdade e todo o conjunto de modificações somáticas que a acompanham, o indivíduo percebe que, progressiva e inexoravelmente, vai-se transformando em adulto. Todo este processo, no entanto, é vivido de forma incoercível, como uma invasão agressiva, deixando o adolescente perplexo e impotente. A auto-imagem construída ao longo dos anos tem que ser, agora, reformulada a partir da construção de um novo esquema corporal e de novas modalidades relacionais consigo próprio e com o mundo. O sofrimento pela perda do corpo infantil fará o adolescente atuar de forma intensa a nível mental ou através da expressão motora pela ação. As suas idéias revolucionarias de reformas políticas ou sociais, os seus movimentos em defesa do meio ambiente e da ecologia nada mais são do que expressões de agressividade e protesto frente à frustração de se ver mudando sem ter sido consultado e de assistir impotente às próprias transformações.
-Luto pela identidade infantil: Durante a infância, os pais podem tudo pela criança. Na adolescência, o adolescente tem que aprender a poder tudo por ele mesmo. A dependência é a relação lógica e natural
Liliany
Liliany fez um comentário
Vocês conseguiram as referências?
0 aprovações
Eduardo
Eduardo fez um comentário
qual a referência bibliográfica da Rosa 1994 ?
0 aprovações
Thamires
Thamires fez um comentário
Preciso referenciar o arquivo, poderia me passar os dados de referência?
0 aprovações
Edna Cristina
Edna Cristina fez um comentário
Teoria do apego
0 aprovações
Cristiane
Cristiane fez um comentário
basta abrir e clicar em download
0 aprovações
Carregar mais