DIREITO TRIBUTÁRIO I
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DIREITO TRIBUTÁRIO I


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ou os critérios matérias, temporais e espaciais (tem algumas passagens que só falam do critério temporal), portanto o CTI não institui tributo, o que institui tributo é a lei ordinária.
O CTN tem status de lei complementar. A lei complementar exigida pelo art. 146 da Constituição Federal.
O CTN dispõe sobre normas gerais do Direito Tributário, ele alinha o direito tributário, dá um norte para o direito tributário para diminuir ou limitar cada vez mais a competência do legislador ordinário.
Então, primeiro tem a Constituição Federal que não institui tributos, depois vem o CTN que dá as normas gerais do Direito Tributário, seguindo a CF e depois vem a lei ordinária que institui o tributo. Todos os critérios da regra matriz de incidência tributária têm que estar na lei ordinária. Aí o tributo é exigível.
Quando que o tributo é exigível do contribuinte?
Quando realiza a hipótese de incidência.
Prazo de recolhimento não precisa estar em lei, pois não está na regra matriz de incidência tributária. A jurisprudência já decidiu que o prazo pode ser instituído por decreto.
Ótima pergunta para prova:
Qual a competência tributária da União quanto a impostos?
Constituição Federal \u2013 Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
I \u2013 importação de produtos estrangeiros;
II \u2013 exportação, para o exterior, de produtos nacionais e nacionalizados;
III \u2013 renda e proventos de qualquer natureza;
IV \u2013 produtos industrializados;
V \u2013 operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
VI \u2013 propriedade territorial rural;
VII \u2013 grandes fortunas, nos termos de lei complementar.
 - A União Federal tem a competência residual quanto a impostos, que é a competência do que sobrou, tirando os impostos já previstos na Constituição Federal, poderá criar mais, porém com determinados requisitos (lei complementar, os outros impostos podem ser criados por lei ordinária; não pode ter hipótese de incidência e base de cálculo dos impostos já previstos na Constituição Federal e tem que ser não cumulativo):
Constituição Federal \u2013 Art. 154. A união poderá instituir:
(COMPETÊNCIA RESIDUAL)
I \u2013 mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;
(COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA \u2013 nas palavras do professor, ótima pergunta para \u201cf*#%& quem não estudou \u201cExplique o art. 154, II da CF) \u2013 pode invadir as competências dos Estados e do Município
II \u2013 na iminência ou no caso de guerra externa impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
Ex.: União pode criar um novo ICMS, ela não vai tirar o ICMS do Estado, que já existe, ela vai criar um novo, ou seja, o contribuinte pagará 2 ICMS\u2019s. Portanto, terá o ICMS do Estado e o ICMS da União Federal. Pode criar um novo IPTU, existirá o IPTU do Município e o IPTU da União.
Ótima pergunta para a prova:
Explique o que é competência residual da União e o que ela precisa fazer para exercê-la.
Art. 154, I \u2013 CF: \u201cI \u2013 mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;\u201d
É a competência do que sobrou, tirando os impostos já previstos na Constituição Federal, poderá criar mais, porém com determinados requisitos (lei complementar, os outros impostos podem ser criados por lei ordinária; não pode ter hipótese de incidência e base de cálculo dos impostos já previstos na Constituição Federal e tem que ser não cumulativo)
Código Tributário Nacional define o que é tributo em seu artigo 3º:
\u201cTributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.\u201d
Ex. de tributo: Cartão zona azul (pois é uma obrigação pecuniária compulsória).
Multa de trânsito não é tributo, pois tem caráter de sanção por ato ilícito.
Exigir imposto sobre a riqueza auferida pelo tráfico é tributo, pois a riqueza auferida é ato lícito, porém, exigir ICMS sobre a venda de drogas não é pois é um ato ilícito.
Quando o artigo 3º do CTN dispõe que não pode constituir sanção de ato ilícito, existem duas interpretações:
1º - Não pode ser uma sanção, para penalizar, multar.
2º - Na hipótese de incidência da norma tributária não pode ter a presença de um ato ilícito.
Pergunta interessante para prova:
A denominação utilizada pelo legislador ao criar um tributo é importante para definir a natureza tributária, ou a espécie tributária?
Art. 4º CTN: \u201cA natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualifica-la:
I \u2013 a denominação e demais características formais adotadas pela lei;
II \u2013 a destinação legal do produto da sua arrecadação.\u201d
O art. 4º do CTN diz que pouco importa a denominação que foi utilizada para o tributo ou se sequer foi utilizada uma denominação. Se foi verificado que tem hipótese de incidência, base de cálculo. Se verificou que está nos termos do artigo 3º é tributo, pouco importa sua denominação.
O art. 4º dispõe que pouco importa a destinação da receita, para verificar a natureza tributária. Porém, isso não está certo. Pois para algumas espécies tributárias importa a destinação para saber qual a natureza jurídica, e o imposto não pode ter sua receita vinculada à nada. Portanto, se não tiver vinculação a nada, é imposto. Se tiver vinculação à guerra, é empréstimo compulsório. Se tiver uma vinculação social, é uma contribuição social. Portanto, para a legislação é importante saber a natureza do tributo.
Atenção: Não ater-se ao artigo 4º do CTN.
Em suma, na pergunta: A destinação da receita arrecadada é importante para definir a natureza do tributo?
Sim, apesar do que é prelacionado no artigo 4º do CTN, pois o imposto não pode ter destinação específica. Empréstimo compulsório deve ter destinação específica. Contribuições sociais devem ter destinação específica. Portanto é importante a destinação para se definir a natureza jurídica do tributo.
Dos impostos instituídos pela União Federal, quais são os tributos de caráter extra fiscal?
Caráter fiscal do tributo é arrecadação.
Um tributo de caráter extra fiscal é o de ser utilizado para outros fins, como por exemplo, instrumento político (regularizar a economia, proteger o mercado interno, incentivar a exportação).
Constituição Federal, art. 153: Compete à União instituir impostos sobre:
I \u2013 importação de produtos estrangeiros;
II \u2013 exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
IV \u2013 produtos industrializados;
V \u2013 operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.
Por serem de caráter extra fiscal, são exceção à regra do princípio da legalidade quanto à alíquota (art. 153, § 1º CF) \u2013 \u201cÉ facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V.\u201d
Pergunta de prova: Defina princípio da legalidade e diga se existem exceções.
São exceção à regra da anterioridade anual, conforme art. 150, § 1º CF \u2013 O que seria isso? Aumentou o imposto de importação, pode cobrar o imposto no mesmo exercício financeiro. Se o imposto aumentou em maio de 2015, pode cobrar e, junho 2015, pois também são exceções ao princípio da anterioridade nonagesimal, exceto o IPI. O IPI é exceção à anterioridade anual, mas não é exceção à anterioridade nonagesimal. Portanto, se o IPI aumentou em maio de 2015, sua cobrança só poderá ocorrer a partir de setembro de 2015.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados,