CELSO RIBEIRO BASTOS - CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL
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CELSO RIBEIRO BASTOS - CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL


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la decisión por la libertad 
y por la igualdad,
la decisión por las autonomías territoriales de las nacionalidades y regiones, 
dentro de la indisoluble
unidad de la Nación espanhola, la decisión por un sistema formal de libertades, 
la decisión por la
Monarquía parlamentaria, la decisión por el principio de legalidad etc.
 El carácter básico y fundamentante de estas decisiones permite incluso 
hablar (como ha hecho
Bachof y ha recogido ya la jurisprudencia del Tribunal Federal Constitucional 
alemán, como antes
ya, aunque con menos énfasis dogmático, el Tribunal Supremo americano) de 
posibles "normas
constitucionales" (verfassungwidrige Verfassungsnormen), concepto con el que se 
intenta subrayar,
sobre todo, la primacía interpretativa absoluta de esos principios sobre los 
demás de la Constitución
y el limite (constitucional, como hemos visto: art. 168) que suponen a la 
reforma constitucional.
 Esos principios, cuyo alcance no es posible, naturalmente, intentar 
determinar aquí, si se
destacan como primarmos en todo el sistema y protegidos en la hipótesis de 
reforma constitucional,
presentan, por fuerza, una "enérgica pretensión de validez", en frase de Bachof 
que más atrás
hemos citado, y constituyen, por ello, los principios jerárquicamente superiores 
para presidir la
interpretación de todo el ordenamiento, comenzando por la de la Constitución 
misma".
 Konrad Hesse, Escritos de derecho constitucional, p. 18: "La 
Constitución, pues, no es ordenación
de la totalidad de la cooperación social-territorial (bebietsgesellschaftliches 
Zusammenwirken), la
cual no es, en absoluto, simple "ejecución constitucional". Como tampoco es una 
unidad sistemática
y ya cerrada, bien sea ésta de tipo lógico-axiomático o bien basada en una 
jerarquia de valores. Sin
embargo, sus elementos se hallan en una situación de mutua interacción y 
dependencia, y sólo el
juego global de todos produce el conjunto de la conformación concreta de la 
Comunidad por parte de
la Constitución. Ello no significa que este juego global se halle libre de 
tensiones y contradicciones,
pero sí que la Constitución sólo puede ser comprendida e interpretada 
correctamente cuando se la
entiende, en este sentido, como unidad, y que el Derecho constitucional se halla 
orientado en mucha
mayor medida hacia la coordinación que no hacia el deslinde y el acotamiento".
1. O PAPEL DOS PRINCÍPIOS
 Aos princípios costuma-se emprestar as seguintes funções.
 Em primeiro lugar, sobretudo nos momentos revolucionários, resulta sa-
liente a função ordenadora dos princípios. As revoluções, no mais das vezes, são
feitas em nome de poucos princípios, a partir dos quais extrair-se-ão os 
preceitos
que, ao depois, mais direta e concretamente regerão a sociedade e o Estado.
 Outras vezes, os princípios desempenham uma ação imediata, na medi-
da em que tenham condições para serem auto-executáveis.
 Exercem, ainda, uma ação tanto no plano integrativo e construtivo como
no essencialmente prospectivo (conferir, mais adiante, normas programáticas).
 No primeiro caso, os princípios ficam à mercê de uma legislação 
integradora
que lhes dê eficácia.
 No segundo caso, na sua função prospectiva, os princípios procuram
ganhar uma aplicabilidade cada vez maior, destilando o seu conteúdo por diversos
setores da vida social. Exemplo destes últimos seria o princípio democrático,
cuja maior conformação da vida social pode ir sendo adquirida na proporção
em que se for fazendo uso dele.
2. ESPÉCIES DE PRINCÍPIOS
 Canotilho desdobra em quatro modalidades principais os diversos tipos
de princípios. Primeiramente, surgem os princípios jurídicos fundamentais
que, na sua definição, são princípios historicamente objetivados e progressiva-
mente introduzidos na consciência, encontrando uma recepção expressa ou
implícita no Texto Constitucional.
 São princípios que exercem uma função tanto no seu aspecto positivo
quanto no negativo, o que os torna particularmente relevantes nos "casos li-
mites" (Estado de Direito e de não-direito). Mas inequivocamente apresentam
uma vertente importante na sua função positiva. Cite-se o princípio da 
publicidade
dos atos jurídicos, o princípio do livre acesso aos direitos e aos Tribunais,
também o princípio da imparcialidade da Administração. Mesmo quando não
seja apto a fundamentar neles recursos de direito público, têm sempre uma
força vinculante, de modo tal, a poder dizer-se ser a liberdade de conforma-
ção legislativa vinculada pelos princípios jurídicos gerais.
 Em seguida, examinemos os princípios politicamente conformadores,
que são aqueles que explicitam as valorações políticas fundamentais do legis-
lador constituinte.
 Por eles é que a Constituição fundamentalmente assume as suas opções
políticas mais importantes. É natural, em conseqüência, que também sejam
eles que sofram maiores alterações por ocasião das revoluções.
 São princípios que se referem à forma de Estado, à estruturação da sua
ordem econômico-social, à estruturação do regime político.
 À moda dos princípios jurídicos gerais, os princípios políticos 
constitucio-
nalmente conformadores são normativos, o que significa dizer, operam, são
rectrizes e operantes, na precisa linguagem de Canotilho. Os órgãos encarregados
da aplicação do direito devem tê-los em conta, seja em atividades interpre-
tativas, seja em atos inequivocamente conformadores.
 A seguir, surgem os princípios constitucionais impositivos, caracteriza-
dos por impor aos órgãos do Estado, sobretudo ao Legislador, a realização de
fins e a execução de tarefas. São conhecidos também por normas programáticas.
 Uma quarta categoria de princípio vem a ser a dos princípios-garantia.
 São princípios mais voltados à estatuição de garantias para os cidadãos.
 Em função disto, o legislador se encontra estreitamente vinculado à sua
aplicação. Exemplos: nullum crimen sine lege, in dubio pro reo, non bis in idem.
3. ESPÉCIES DE NORMAS
 São diversas as classificações propostas pelos autores, mesmo porque
são múltiplos os critérios pelos quais as normas constitucionais podem ser
classificadas.
 Vamos passar em revista algumas destas classificações:
 a) Normas constitucionais materiais e normas constitucionais de 
garantia.
 Esta distinção equivale aproximadamente à que é feita entre normas pri-
márias e normas secundárias. As primeiras são instituidoras do dever e as
segundas, asseguradoras de uma pena na hipótese de não-cumprimento.
 As normas constitucionais materiais revelam a idéia de direito 
modeladora
do regime ou a decisão constituinte.
 Já as normas de garantia visam a conferir cumprimento às primeiras,
mesmo frente ao próprio Estado.
 b) Normas constitucionais preceptivas e normas constitucionais progra-
máticas.
 As primeiras são as que podem produzir seus efeitos de imediato, ou,
pelo menos, não ficam na dependência de condições institucionais ou de fato.
 Reversamente, normas programáticas são as que não reúnem condições
de uma integral aplicação de imediato.
 Voltam-se a transformações não só da ordem jurídica mas também das
estruturas sociais e da própria realidade constitucional. Costuma ficar ao 
alcance
do legislador o exercício de um verdadeiro poder discricionário quanto à pos-
sibilidade de as concretizar.
 É bom notar que tanto as programáticas quanto as preceptivas fazem
parte da mesma categoria, a norma jurídica.
 Outrossim, exerce uma influência recíproca, por exemplo, na medida
em que, mesmo sem condições de ser imediatamente aplicada, a norma programá-
tica já reúne requisitos, para por si só, funcionar como critério de interpreta-
ção de outras normas preceptivas.
 Saliente-se, ainda, o fato de as normas preceptivas atuarem