CELSO RIBEIRO BASTOS - CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL
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CELSO RIBEIRO BASTOS - CURSO DE DIREITO CONSTITUCIONAL


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nadas, precisas ou indeterminadas) a que não deva dar valor normativo, e só o 
seu conteúdo concre-
to poderá determinar em cada caso o alcance específico do dito valor" (Garcia de 
Enterría)".
 Rolando Pina, Cláusulas constitucionales operativas y programáticas, 
Astrea, p. 109: "Cuando
la teoría sobre cláusulas constitucionales programáticas pretende que faltando 
ley expresamente
reglamentaria de la cláusula ésta no tiene vigencia, desarrolla una estrategia 
mal expresada de no
vigencia ya que, para justificar una orientación de política legislativa, se 
pretende vulnerar la má-
xima jerarquía normativa de la Constitución.
 El concepto de cláusula programática vulnera principios jurídicos 
constitucionales elabora-
dos por la Corte Suprema de Justicia de la Nación, y al pretender sustraer del 
control de
constitucionalidad a la cláusula programática, anula una función especifica de 
la normatividad
concediéndola al Poder Legislativo; lo que atenta contra la independencia del 
Poder Judicial.
 Al convertirse en un argumento dogmático de no vigencia y - por tanto - 
de no interpretación
judicial, impide que los jueces y las partes deban ponderar los intereses 
contradictorios del caso
por las variaciones que explicitan los principios constitucionales; lo que 
atenta contra un perma-
nente repensar valorativo de la realidad social, que es la única actitud mental 
que conduce a la
consolidación de una racional regulación de la conducta social.
 Al no depender la vigencia de la cláusula constitucional de ley dictada 
al efecto, cuando la
Constitución encarga al Poder Legislativo la sanción de determinadas leyes, si 
dentro de un plazo
razonable o del estipulado por la Constitución el legislador no aplicó la 
Constitución, su mora
implica violación al mandato constitucional. Dentro de las circunstancias del 
caso esa mora puede
ser declarada inconstitucional y la Corte Suprema puede ajustar la soiución del 
caso al precepto
jurídico constitucional no aplicado por el legislador, sin perjuicio de que éste 
ejerza sus atribuciones
constitucionales en el futuro".
 Rolando Pina, Cláusulas constitucionales operativas y programáticas, 
cit., p. 24: "La teoría
sobre cláusulas constitucionales programáticas pretende que faltando ley 
especialmente
reglamentaria de la cláusula, ésta no tiene vigencia.
 Si tomáramos como modelo de opinión en este sentido lo dicho en el 
prefacio del Tratado de
derecho del trabajo, tendríamos que la doctrina de algunos autores - con 
especial referencia al
derecho del trabajo - considera que "la Constituyente del ano 1957 ha 
introducido en la Carta
Constitucional algunas reformas básicas que conciernen a las relaciones 
laborales y a la actividad
sindical; reformas que no se han traducido aún en leyes, ni se puede prever si 
eso ocurrirá, nicuando
y con cuáles alcances... Cabe, pues, preguntarse hasta que punto sus cláusulas 
pueden ser tenidas
en cuenta en una construcción de alcance general.
 Esta opinión es compartida por prestigiosos autores de la especialidad, 
tal como se verá más
adelante al resenar ponencias del Cuarto Congreso Nacional de Derecho del 
Trabajo y de la Seguridad
Social, y al citar posiciones personales.
 Estamos en contra de esta calificación de ciertas cláusulas 
constitucionales porque entendemos
que es una estrategia de no vigencia de cláusulas constitucionales mas 
expresada, ya que para justifi-
car una orientación de política legislativa se pretende vulnerar la máxima 
jerarquía normativa de la
cláusula por medio de un argumento - la cláusula sólo tiene vigencia cuando se 
dicte ley al efecto
que es violatorio de principios jurídicos básicos y, en última instancia, que 
implica conceder
cierto grado de poder constituyente al Poder Legislativo.
 Estamos en contra del medio elegido en la estrategia de política 
legislativa. No pretendemos
oponermos a la existencia de opiniones que tengan esa dirección.
 Por el análisis de los principios jurídicos constitucionales intentamos 
demonstrar, tal como se
hizo al analizar el caso Ratto, que la Corte no necesita del argumento dogmático 
de "cláusula
programática" para definir el grado de vigencia de la cláusula constitucional".
 Eros Grau, A Constituição brasileira e as normas programáticas, Revista 
de Direito
Constitucional e Ciência Política, Forense, 4:45: "As contestações habitualmente 
apostas, entre
nós, à construção desenvolvida pelo Tribunal Constitucional da República Federal 
da Alemanha
são fundamentalmente duas: seria tal construção incompatível com o princípio da 
separação dos
poderes (a); não seria possível a sua transposição para o âmbito do direito 
positivo brasileiro (b).
 A primeira dessas contestações é de toda insubsistente, visto que conduz 
necessariamente à
inadmissibilidade do exercício, pelo Poder Judiciário, do controle da 
constitucionalidade das leis
ordinárias. Aqui se trata, única e exclusivamente, de uma questão de coerência 
lógica.
 Se ao Poder Judiciário é atribuído o poder de declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo do poder público (art. 116 da Emenda Constitucional n. 1/69) - 
inconstitucionalidade por
ação - sem que tal seja inquinado de atentatório ao princípio da separação dos 
poderes, é logicamente
insustentável a afirmação de que a declaração da inconstitucionalidade de 
conduta amissiva do Poder
Legislativo (e o conseqüente suprimento dessa omissão) atentaria contra o mesmo 
princípio.
 A evidência disso é de tal ordem que entendo despiciendo, nesta 
oportunidade, o desenvolvi-
mento de qualquer outra consideração a seu propósito.
 Quanto à segunda contestação, enunciada desde a afirmação de que não 
seria possível a trans-
posição da construção do tribunal alemão para o direito positivo brasileiro, é 
também inconsisten-
te. Com efeito, o preceito contido no art. 48 da Lei de Introdução ao Código 
Civil não apenas a
admite mas impõe mesmo que o sentido e conteúdo daquela construção sejam 
contemplados entre
nós. Dispõe o aludido preceito:
 "Quando a Lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a 
analogia, os costumes e os
princípios gerais de direito".
 Ora, se o texto constitucional atribui direito à sociedade civil e a 
cada um dos seus integrantes
e, como vimos, nos é vedado pelo Texto Maior o compelirmos o Poder Legislativo 
para que opere
a revogação, de fato, por omissão sua, do preceito constitucional, cumprirá ao 
Poder Judiciário,
com fundamento no citado art. 48, da Lei de Introdução ao Código Civil, suprir 
tal omissão, de
modo a preservar a aplicabilidade direta do preceito.
 Caberia apenas, neste passo, questionar a aplicação ou não aplicação à 
hipótese da
inconstitucionalidade por omissão da norma do art. 116 do vigente texto 
constitucional, cuidando-se
então de que, também nesta hipótese, seja ela declarada pelo voto da maioria 
absoluta dos mem-
bros do tribunal com competência para decidir sobre ela".
 Celso Antônio Bandeira de Mello, Eficácia das normas constitucionais, 
RDP, 57/58:236: "Uma
Constituição, desde logo, define-se como um corpo de normas jurídicas. De fora 
parte quaisquer
outras qualificações, o certo é que consiste, antes de mais, em um plexo de 
regras de Direito.
 A Constituição não é um simples ideário. Não é apenas uma expressão de 
anseios, de aspirações,
de propósitos. É a transformação de um ideário, é a conversão de anseios e 
aspirações em regras
impositivas. Em comandos. Em preceitos obrigatórios para todos: órgãos do Poder 
e cidadãos.
 Como se sabe as normas jurídicas não são conselhos, opinamentos, 
sugestões. São determina-
ções. O traço característico do Direito é precisamente o de ser disciplina 
obrigatória de condutas. Daí
que, por meio das regras jurídicas, não se pede,