A Astrologia da Mãe -Terra - Marcia Starck
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A Astrologia da Mãe -Terra - Marcia Starck


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curar pacientes psiquiátricos e 
crianças retardadas. O dr. Paul Nordoff, compositor norte-americano, e Clive 
Robbins, um educador de crianças retardadas, usaram a musicoterapia nos 
casos de autismo, mongolismo e de crianças com lesão cerebral. Ao trabalhar 
com uma determinada criança, o terapeuta improvisa a música, tanto vocal-
mente como no piano, a fim de transmitir à criança uma expressão do seu 
estado de espírito \u2013 frustração, raiva, ansiedade. A criança é encorajada a reagir 
a instrumentos de percussão, ao piano, ou com a sua própria voz. 
De acordo com um livro de pesquisas editado por M. Critchley e R. A. 
Henson, intitulado Music and the Brain: Studies in the Neurology of Music [A 
Música e o Cérebro: Estudos na Neurologia da Música] (Charles C. Thomas, 
Pub.), há três processos neurofisiológicos que podem ser ativados pela música. 
Primeiramente, devido à música ser não-verbal, ela se movimenta através do 
córtex auditivo diretamente para o centro do sistema límbico, a sede do 
mesencéfalo que governa a maioria das nossas experiências emocionais, bem 
como as reações metabólicas básicas, como a temperatura do corpo, a pressão 
sangüínea e o ritmo cardíaco. Em segundo lugar, a música é capaz de ativar o 
fluxo de memórias acumuladas, através do corpus callosum, uma porção de 
fibras que liga os lados direito e esquerdo do cérebro, ajudando as duas metades 
a trabalhar em harmonia. Em terceiro lugar, a música estimula as endorfinas, 
opiáceos naturais segregados pelo hipotálamo, que produzem um sentimento de 
embriaguez, como o de estar apaixonado. 
Na década de 30, o cientista suíço Hans Jenny fez vibrar alguns tipos de 
matéria inorgânica, como líquidos, plásticos e pós, sobre discos metálicos. Ao 
mudar a inclinação, a matéria inorgânica juntava-se, formando várias estruturas 
orgânicas. 
A descoberta de que o som pode transformar a matéria inorgânica em 
formas orgânicas inspirou o osteopata inglês Peter Guy Manners a desenvolver 
a terapia cimática, na qual o som é diretamente aplicado ao corpo para fins de 
cura. Baseado em sua teoria de que cada parte do corpo vibra com uma 
freqüência audível, Manners inventou o instrumento cimático que transmite a 
freqüência de saúde "correta" ao órgão doente. Esse tratamento tem sido 
eficiente nos casos de problemas neuromusculares, como a artrite, e em 
condições degenerativas dos ossos. 
 
No Centro Médico da Universidade de Massachusetts, em Worcester, os 
pacientes podem relaxar ouvindo a transmissão da música de harpas de Georgia 
Kelly, através do circuito interno de TV do Centro. O homem que elaborou esse 
programa, John Kabat Zinn, conduz os pacientes junto com a música, através de 
uma sessão de respiração, relaxamento e afirmações positivas. Os médicos do 
Centro começaram a prescrever esse programa em lugar de tranqüilizantes para 
dores crônicas. 
Outra forma moderna de musicoterapia é a entoação, criada por Laurel 
Keyes. O tom da voz de uma pessoa indica o seu estado de saúde; se ela é 
lamurienta ou fala de modo ofegante, geralmente está doente, sentindo-se 
desencorajada e desanimada. Com esse tipo de voz, ela atrai para si condições 
negativas. Outro tipo de tom é o carregado de hostilidade e ressentimento, que 
faz com que o indivíduo constantemente se veja às maltas com disputas em sua 
vida. 
A entoação implica a purificação completa do ser e uma sintonização com 
o eu interior, a fim de descobrir o que realmente estamos sentindo e 
experimentando. Para entoar, fica-se de pé, com os olhos fechados, o queixo 
relaxado, começando-se então a emitir sons. Podemos gemer, suspirar ou 
expressar nossos sentimentos verbalmente. A entoação estimula o fluxo de 
energia no corpo. (A expressão que usamos é "tom corporal".) Pode-se fazer as 
entoações em conjunto com certos exercícios, como a ioga ou o alonga-mento. 
A entoação também pode ser realizada em grupo, para fins de cura. Um 
dos objetivos dos grupos de entoação é o de enviar vibrações de cura àqueles 
que delas necessitem. Os efeitos têm sido bastante dramáticos, e existem muitos 
relatos de pessoas curadas através da entoação. Uma enfermeira diabética, 
sofrendo de envenenamento urêmico e esclerose múltipla há vários anos, visitou 
Laurel Keyes, juntamente com sua irmã. Laurel e a irmã da enfermeira entoaram 
durante 20 minutos, em sua intenção. Ela foi dominada por um verdadeiro 
acesso de soluços e uma grande compreensão daquilo que estava acontecendo 
em seu corpo. Ao começar a entoar para si mesma, a condição urêmica se 
desanuviou, sua visão melhorou e a esclerose múltipla foi contida. 
As prescrições musicais têm sido compiladas para várias indisposições. 
Composições em escalas diferentes provocam efeitos diferentes. A nota sol 
reduz a febre e inclina a pessoa a atitudes religiosas e devotas. Em alguns 
sistemas, ela está ligada a Saturno. A nota mi tem um efeito purificador e ajuda 
na digestão dos alimentos; mi é a nota de Plutão. 
Durante os estudos das vibrações planetárias, verificou-se que os planetas 
podem ressoar. Os sismógrafos revelaram que a Terra soou com vibrações 
profundas quando o terremoto do Chile, de 1960, emitiu oscilações através do 
globo. Essas vibrações eram muito profundas para serem ouvidas. Se outros 
planetas também ressoam, podem irradiar vibrações eletromagnéticas de baixa 
freqüência pelo espaço, induzindo ressonâncias e harmonias. 
Quando o Voyager 2 chegou perto de Saturno, captou os sons lamurientos 
e sibilantes da magnetosfera e retransmitiu-os à Terra. Esses sons foram 
acelerados e tocados através de um sintetizador musical, e verificou-se que as 
ondas consistiam num tipo de melodia. 
Se os planetas irradiassem sons uns aos outros, suas órbitas, a velocidade 
orbital e a distância entre um e outro poderiam ser importantes para a 
determinação de resultados harmônicos. Isso nos leva à Lei de Bode. 
Johann D. Titius foi o primeiro a descobrir essa lei, em 1766, mas foi 
Johann Bode quem a divulgou. Titius notou que todos os planetas conhecidos 
dos astrônomos tinham distâncias médias de órbita do planeta Mercúrio, o mais 
central do sistema solar. Essas órbitas tornavam-se progressivamente maiores, à 
razão de 2:1, à medida que se distanciavam do Sol. A Terra está duas vezes mais 
distante da órbita de Mercúrio, do que Vênus; Marte, duas vezes mais distante 
do que a Terra, etc. A razão 2:1 é a razão da oitava e, assim, os planetas formam 
uma corrente de oitavas. 
Todavia, notou-se uma falha na corrente: não havia nenhum planeta 
conhecido entre Marte e Júpiter onde, de acordo com essa lei, deveria existir um. 
Foi então que, em 1801, Giuseppe Piazzi descobriu Ceres, um planetóide que 
orbitava quase exatamente onde a Lei de Bode havia previsto a existência de um 
planeta. Posteriormente, outros planetóides foram descobertos na região, e a 
órbita ficou conhecida como "cinturão de asteróides". (Os asteróides parecem ser 
os remanescentes de um antigo planeta denominado Maldek, que foi destruído.) 
Com as descobertas de Urano, de Netuno e de Plutão, verificou-se que Urano e 
Plutão possuem órbitas médias perto das distâncias exatas e necessárias para 
completar outras duas oitavas. Netuno está situado a meia distância entre Urano 
e Plutão, preenchendo a posição de meia-oitava. 
 
A Lei de Bode 
Oitavas Perfeitas órbitas Médias 
(Unidades (Unidades reais 
Planeta de distância de distância 
de Mercúrio) de Mercúrio) 
Mercúrio 0 0 
Vênus 1 1,1 
Terra 2 2 
Marte 4 3,7 
Asteróides 8 c. 8 
Júpiter 16 16 
Saturno 32 30,5 
Urano 64 62,6 
Netuno 96 98,9 
Plutão 128 130,1 
Essas velocidades, no nível harmônico, representam as freqüências 
máximas dos planetas. 
Se alinharmos os tons da escala diatônica com os planetas, teremos o 
seguinte: 
 
do Mercúrio 
ré Vênus 
mi Terra 
ã Marte 
sol Asteróides 
lá Júpiter 
si