A Astrologia do Karma - Pauline Stone
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A Astrologia do Karma - Pauline Stone


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do karma vai além das noções de "boa sorte" e 
"má sorte" e permite aceitarmos tudo que nos acontece sem amargura e com um 
sentido de propósito construtivo, pois qualquer situação representa tanto os frutos que 
se colhem do passado como as sementes que se plantam para o futuro. 
Para muita gente, entretanto, Júpiter aparece também \u2014 ou alternativa-mente \u2014 
como crença num determinado credo religioso, filosófico ou político, muitas vezes 
com uma base lógica insuficiente, quase sempre de caráter divisório e ocasionalmente 
levando o fanatismo ao ponto de violência. 
A falta de sintonia com Júpiter, além de comprometer a possibilidade de uma 
perspectiva de vida espiritualmente criativa, também é responsável pela sensação de 
ressentimento decorrente de experiências aparentemente injustas. Depois que se 
aprende a reconhecer e a aceitar o funcionamento da justiça universal na vida diária, é 
menos provável perder-se tempo resmungando o velho "isso não é justo"; ao 
contrário, pode-se começar a aprender com os próprios erros em vez de atribuir a 
culpa de nossas desventuras ao mundo externo. Começamos a rir dos altos e baixos da 
vida e a apreciar o humor sutil inerente ao funcionamento da lei de causa e efeito. A 
maior façanha é ser capaz de rir de si próprio, pois é muito mais fácil ver os efeitos do 
karma na vida dos outros do que na da gente. 
O discernimento é uma faculdade intrinsecamente associada à compreensão da 
lei do karma, por representar a capacidade de avaliar o resultado futuro das ações do 
presente. Quem é capaz de aceitar a idéia de causa e efeito com toda probabilidade 
discerne mal em qualquer esfera da vida. Acreditar apenas em si mesmo ou na sorte, 
em vez de acreditar numa estrutura cósmica de lei e ordem, leva à suposição 
subconsciente de que nosso potencial não está sujeito a qualquer forma de limitação, 
de que basicamente é possível "vencer o sistema" e, assim, conseguir o que se quer na 
vida sem pagar o preço. Isto, por sua vez, pode levar a pessoa a ir longe demais, a 
envolver-se em más jogadas ou assumir riscos insensatos, a prometer demais ou 
esperar demais dos outros. As religiões e filosofias que prometem recompensas futuras 
em troca da fé cega em seus respectivos representantes, e não como resultado do 
esforço pessoal, também podem prejudicar o discernimento, na medida em que 
instilam expectativas irreais nas pessoas. 
Júpiter está tradicionalmente associado ao esbanjamento, que também deriva da 
falta de senso de limites e de expectativas que excedem o razoável. A idéia exagerada 
do merecimento que se tem, acompanhada de falso otimismo, faz crer que, no fim, 
tudo irá se arranjar. A grande lição de Júpiter é ensinar que não é necessariamente 
assim: as regras espirituais do jogo da vida exigem que se tome consciência do 
processo de colheita e semeadura. 
 
 
Aceitar o karma pode ajudar em muito a superar o característico desassossego 
que com freqüência resulta da falta de sintonia com Júpiter. Muitas vezes a balela do 
"lance de sorte" que nos espera em cada canto torna impossível pessoa assentar-se 
num tipo de vida definido, e encontra-se associada ao desejo sagitariano de estar 
sempre em movimento, procurando o ouro no fim do arco-íris. Na escola de Júpiter, 
aprendemos que não é preciso correr o mundo em busca da recompensa \u2014 nossos atos 
e pensamentos aqui e agora são os únicos e verdadeiros causadores da boa sorte. 
Vimos que, através dos tempos, os princípios-chave de Júpiter consistem na 
necessidade de ter fé, na aceitação de leis e dos códigos de ética delas resultantes, e no 
desejo de que seja feita justiça de acordo com essas leis. Antes da Nova Era, havia 
uma fé cega \u2014 a fé em si mesmo, na "Sorte" ou em credos sectários \u2014 que 
inevitavelmente gerava divisionismo; as leis e os códigos éticos a elas associados 
eram vagos e separatistas; como não poderia deixar de ser, a justiça aplicada ou 
sonhada era, por si mesma, inutilmente inadequada. 
O rumo do futuro aponta para fé e código ético racionais e holísticos, unindo o 
homem a seus irmãos, e passíveis de serem adotados por todos. Acreditar apenas em si 
mesmo nos isola dos outros, é acreditar que cada um pode fazer o que bem entender. 
Mesmo quando se tem fé em religiões ou filosofias sectárias, persiste o isolamento 
com relação aos outros, pois as leis e os códigos éticos são separatistas. Contudo, 
quando temos fé na lei universal do karma estamos unidos aos outros pela 
compreensão de que estamos todos sujeitos a um sistema comum de lei e de ordem. 
 
 
Júpiter no mapa natal 
 
A posição de Júpiter no mapa aponta as áreas da vida que desafiam a 
compreensão que temos da lei universal do karma e a capacidade que temos de agir de 
acordo com essa lei. Por outro lado, seu posicionamento por signo, casa e aspectos 
indica onde existe probabilidade de colhermos os frutos de "bom" karma passado, sob 
a forma de oportunidades e abundância. Por outro lado, indica onde se apresenta o 
desafio de criar boa sorte futura, através da generosidade atual e de pensamentos, 
emoções e atos positivos \u2014 de acordo com nossa fé na lei de causa e efeito. 
Entretanto, sua posição também indica onde pode haver tendência a zombar da lei 
cósmica, acreditando apenas em nós mesmos, na sorte ou em algum sistema sectário 
de crença que nos tenha sido imposto \u2014 e, em conseqüência, onde podemos sofrer os 
efeitos da falta de discernimento. 
Para uma interpretação mais completa de Júpiter por signo, casa e aspectos, ver 
o Capítulo 10, "A escola de Júpiter". 
 
 
O signo de Sagitário 
 
Em conformidade com seu regente, Júpiter, Sagitário se expressa pela 
necessidade de desenvolver uma filosofia de vida através de viagens ou estudos, com 
um acentuado senso de moralidade, respeito às leis da eqüidade e desejo de ver a 
justiça em ação. 
 
 
Sagitário é o signo que se relaciona com a capacidade de desenvolver pontos de 
vista filosóficos, de passar pelos altos e baixos da vida com uma atitude bem-
humorada e de rir dos próprios problemas. Principalmente quando o Sol ou Marte 
caem em Sagitário, a energia é canalizada de forma muito entusiástica para atividades 
que permitem expandir os horizontes. Assim, é freqüente a vontade de viajar pelo país 
ou pelo exterior, envolvendo o contato com pessoas de diferentes formações. Muitas 
vezes as viagens são feitas sem sair de casa, pelo estudo da religião ou da filosofia. 
Faz parte integrante da postura sagitariana seguir algum código ético, surgindo 
assim uma acentuada necessidade de se guiar por princípios e pelo senso de justiça, 
mesmo quando é a própria pessoa que cria o seu modelo. Com freqüência há interesse 
em trabalhar para algum tipo de "sistema", seja de natureza religiosa, civil ou 
especulativa, com base numa estrutura claramente definida de leis devidamente 
seguidas; assim, muitas vezes este signo trabalha ou tem alguma forma de 
participação em atividades ligadas à igreja (padre ou irmão leigo), à legislação civil 
(advogado, procurador, escrivão) ou ao jogo de apostas (agencia-dor, crupiê, 
apontador). O impulso energético também costuma ser direcionado para esportes e 
jogos, devido à atração jupiteriana por regras, leis e espírito de eqüidade. 
Quando seu funcionamento é imperfeito, o princípio jupiteriano em Sagitário 
assume a forma de uma inabalável confiança em si. Na realidade, essa auto-confiança 
pode chegar ao ponto de provocar um grande número de jogadas desastradas e erros 
de julgamento. Sagitário, quando não funciona bem, exibe uma acentuada tendência a 
"vencer o sistema" em vez de se submeter a ele \u2014 o que se nota com freqüência na 
inclinação pelo jogo e no ardente desejo de dar o "grande golpe" mesmo nas 
condições mais desfavoráveis. Quase sempre preocupa-se com a "sorte" \u2014 mas este 
signo que vive à cata da sorte só pode realizar-se plenamente depois de entender as 
leis que regem