A Astrologia do Karma - Pauline Stone
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A Astrologia do Karma - Pauline Stone


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o êxito. 
A característica mais evidente do temperamento sagitariano \u2014 e ainda mais 
quando a Lua cai neste signo \u2014 é sua pronunciada necessidade de ser livre, que se 
manifesta abertamente como vontade de viajar ou simplesmente como resistência a 
formar laços emocionais. O desejo de ser livre combina-se com a função de propiciar 
a busca de um sentido para a vida, que inevitavelmente envolve viagens, no sentido 
literal ou pelo menos mental. O enfoque "filosófico" pode dar origem a um 
maravilhoso senso de humor e à capacidade de levantar o moral dos outros \u2014 muitas 
vezes por meio de palhaçadas \u2014, embora as rudes brincadeiras sagitarianas às vezes 
denotem insensibilidade pelos sentimentos dos signos zodiacais mais sensíveis. 
Sagitário também pode ser irritante quando mostra convencimento presunçoso ou 
falsos ares de santidade; no que diz respeito às crenças religiosas, tende ao fanatismo. 
Ligado como está às noções de filosofia, eqüidade e justiça, o intelecto 
sagitariano sempre procura enxergar o significado de qualquer situação. Sobretudo 
quando Mercúrio ocupa Sagitário, temos um pensador profundo que busca uma 
compreensão do mundo mais ampla do que seu signo oposto, Gêmeos, que se satisfaz 
com dados e fatos mais imediatos. Esse respeito pela verdade manifesta-se 
verbalmente através da conhecida franqueza sagitariana que, quando exagerada, tem a 
fama de "meter os pés pelas mãos" com constrangedora rudeza. Essa 
 
 
indesejável objetividade geralmente aparece quando Sagitário sente necessidade de 
fazer justiça com as próprias mãos em vez de deixar que operem as forças cósmicas da 
lei e da ordem. 
Como o papel de Sagitário é desenvolver uma fé ou uma filosofia, o propósito 
dos seus relacionamentos é gerar novas idéias ou uma maneira diferente de abordar a 
vida. Sobretudo quando Vênus cai em Sagitário, muitas vezes os amigos e amantes 
são de raça, religião ou antecedentes culturais diferentes, podendo assim ampliar os 
horizontes filosóficos ou espirituais da pessoa. De qualquer forma, os relacionamentos 
são pautados por princípios rígidos, pois este signo tem uma acentuada necessidade de 
jogar limpo. Entretanto, é possível que surjam problemas se os relacionamentos forem 
encarados quase como se fossem um jogo \u2014 mesmo que as "regras" não sejam 
realmente infringidas, os sentimentos são postos de lado. 
 
 
A Nona Casa 
 
A Nona Casa rege as atividades que servem para desenvolver a nossa filosofia 
de vida, e portanto as viagens ao exterior e a educação "superior", que envolve o 
estudo das crenças sistematizadas. De fato, a filosofia moral ou religiosa de uma 
pessoa é representada pela Nona Casa. A Nona Casa também representa as 
instituições cujo funcionamento se baseia no cumprimento das leis religiosas ou 
morais \u2014 portanto, a Igreja e o conjunto de leis civis. 
 
 
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SATURNO E A 
RESPONSABILIDADE CÓSMICA 
Capricórnio, a Décima Casa e o Meio-do-Céu 
O esteio da civilização 
 
Júpiter e Saturno representam dois princípios planetários que agem em conjunto 
e que, ao longo dos tempos, formaram a estrutura da sociedade civilizada. Júpiter 
instilou no homem a noção do sentido da vida; Saturno lhe forneceu os meios 
concretos de colocar em prática aquela filosofia. Tomando Júpiter como a própria lei, 
Saturno é o agente que coloca em prática essa lei. Isso é fácil de entender levando-se 
em conta que Júpiter rege o signo de Fogo de Sagitário, estando assim relacionado 
com crença, paixão ou entusiasmo, enquanto Saturno está associado com o 
Capricórnio realista cujo objetivo é sempre a manifestação tangível. Saturno não se 
relaciona tanto com a fé que se adquire ou sente, e sim com o resultado concreto dessa 
fé e o que ela acarreta em termos de estilo de vida e comportamento social. 
Desde o inicio da civilização, Saturno rege a necessidade de provar, por meio de 
atos, o compromisso com uma determinada filosofia de vida \u2014 generalizando, com 
uma crença política ou religiosa. Rege a nossa disposição em cumprir com as 
obrigações que temos como membros de uma instituição religiosa ou política. Para a 
grande maioria das pessoas, representa o desejo de ter uma conduta responsável 
relacionada com seus semelhantes \u2014 a necessidade de "se encaixar" no sistema. 
A respeitabilidade é parte integrante do princípio de Saturno, pois ser respeitado 
pela sociedade é interpretado como a afirmação do cumprimento dos deveres para 
com "o sistema". Conseqüentemente, este planeta tem uma estreita relação com tudo o 
que gera respeito; em contrapartida, decididamente não há espaço para nada que possa 
prejudicar a "posição" Nesse contexto, o status, em todas as suas acepções, é 
importantíssimo. Diz o aforismo saturnino que merece respeito quem respeita a lei, 
seja ela qual for. Não há lugar para originalidade ou experiências: apenas para 
autocontrole, trabalho duro e resultados. 
O tipo de resultados que Saturno almeja não é conseguido em cinco minutos, 
nem esse princípio planetário deseja a glória nitidamente solar da estrela que se faz da 
noite para o dia. O tipo de respeito que motiva Saturno só pode ser obtido quando a 
credibilidade resiste à prova do tempo. Afinal, não é comum os jovens terem "status" 
\u2014 isso é algo que se adquire depois de anos de labuta 
 
 
e esforço. Por isso, a paciência é um pré-requisito essencial da função saturnina. O elo 
entre tempo, paciência e a energia de Saturno fica claramente demonstrado pela 
associação entre esse planeta e o deus grego Cronos, que regia os ciclos do tempo; 
dele deriva a palavra "cronológico". Há um amplo consenso de que é mais fácil lidar 
com Saturno na velhice. 
A noção de limitação também precisa ser entendida no contexto do impulso que 
atribuímos a Saturno, porque ser verdadeiramente responsável é conhecer seus limites. 
A estrutura, conforme representada por Saturno, sempre tem fronteiras e, da mesma 
forma, qualquer ação concreta que queiramos executar precisa ser definida dentro de 
certos limites. A realização concreta é uma questão de concentração na tarefa em curso 
e de recusa em seguir vertentes não-produtivas fora da rota principal. Além disso, 
deve-se ter muita clareza sobre os limites das nossas responsabilidades e deveres: 
sentir-se responsável por tudo e por todos é na verdade uma grande irresponsabilidade, 
desde que é impossível caminhar em todas as direções ao mesmo tempo; desse jeito, o 
resultado é invariavelmente nulo. 
Dessa forma, vê-se que o princípio de Saturno simboliza a principal força que 
leva a uma organização civilizada da sociedade, com base em nossa filosofia de vida. 
A ausência de senso de responsabilidade relativo ao rei e ao país faria a lei e a ordem 
se transformarem em carnificina generalizada. Sem a vontade de conquistar status para 
obter o respeito dos outros cidadãos, pouca coisa teria sido realizada no nível prático. 
E sem a capacidade de concentração na tarefa em curso, a engrenagem da civilização 
deixaria de funcionar. 
Hoje em dia, o materialismo é a filosofia mais popular no Ocidente, e assim o 
senso de dever se direciona basicamente para o consumismo; sentimo-nos obrigados a 
ficar à altura dos outros e comprar, comprar, comprar. O desejo de ter status material é 
tão escancaradamente óbvio que dispensa comentários. E a característica concentração 
saturnina se volta firmemente para fazer aquisições em proveito próprio, eliminando 
qualquer desvio dessa direção. 
 
 
O papel de Saturno na Nova Era 
Entretanto, com a entrada na Era de Aquário, a energia de Saturno adquire 
gradualmente uma expressão nova e muito mais significativa. Em sintonia com o 
significado básico da Nova Era, Saturno não deve mais ser considerado apenas num 
sentido sectário, e sim em termos globais. Até muito recentemente, bastava acreditar 
na filosofia religiosa ou moral do meio ambiente isolado a que se pertencia e cumprir