A Astrologia do Karma - Pauline Stone
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A Astrologia do Karma - Pauline Stone


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deve ser um desejo sincero de desempenhar o seu papel e não a 
vontade de conquistar status ou respeito. 
O karma: 
 
1. Se usamos nossos recursos físicos de forma sensata e equilibrada, 
desfrutamos agora de uma capacidade sem igual de manter um fluxo 
energético estável e contínuo. Temos notável energia e força, o que nos dá a 
chance de conseguir qualquer objetivo em mira sem nos exaurirmos no 
processo. Pode haver muita engenhosidade, a qual nos permite lidar 
satisfatoriamente com qualquer tipo de tarefa prática. Pode haver acentuada 
habilidade mecânica. 
\u2014 Se, no passado, agimos sem nos preocupar com a aprovação da sociedade, 
podemos agora ter a felicidade de contar com autoconfiança 
e auto-suficiência. 
\u2014 As figuras masculinas que fazem parte da nossa vida, principalmente o 
pai e o marido, podem também ser pessoas muito trabalhadoras e 
engenhosas, incentivando-nos a concretizar nossos objetivos. 
 
2. Se, no passado, não usamos plenamente nossos recursos físicos, podemos 
agora constatar que nossa energia sofre os efeitos de alguma deficiência 
física ou de algum tipo de fraqueza ou, ainda, que temos propensão a sofrer 
acidentes. Isso, por sua vez, provavelmente leva à frustração, à sensação de 
não estar indo a lugar algum e à necessidade de fazer um esforço acima da 
média para conseguir um resultado dentro da média. 
 
 
\u2014 Na medida em que houve excesso de preocupação em provar a força física 
e a capacidade de resistência como forma de obter status: 
\u2014 podemos agora ter falta de confiança em nossa capacidade de 
afirmação pessoal, sentindo muito medo de cair no ridículo, o que nos 
leva a evitar as situações de confronto onde nossa fraqueza pode ser 
descoberta; podemos ter impotência, sentir inadequação sexual e ter 
dificuldade em expressar sentimentos de paixão; 
\u2014 em outros casos, podemos nos transformar em trabalhadores fanáticos, 
incapazes de interromper o fluxo de adrenalina mesmo quando já 
estamos exaustos, o que nos toma altamente suscetíveis a colapsos 
físicos e nervosos, além de outras formas de doença. Da mesma 
maneira, podemos pender para a promiscuidade com o objetivo de 
provar nossa capacidade de conquista sexual; 
\u2014 existe a possibilidade de receber tratamento cruel por parte de pessoas 
que tentam levar a melhor sobre nós quando temos pouca chance de 
revide; às vezes pode ser esse o comportamento do pai ou do marido; 
\u2014 podemos ter sido criados de maneira excessivamente disciplinada, com 
ênfase demasiada na importância do trabalho aplicado, da 
responsabilidade, da resistência física, na eliminação de formas 
"inúteis" de auto-afirmação como raiva, mau gênio, lágrimas etc., e na 
condenação do sexo; 
\u2014 as figuras masculinas da nossa vida \u2014 principalmente o pai e o marido 
\u2014 podem ser fanáticas pelo trabalho e/ou ser dadas a excesso de 
autodisciplina e de auto-repressão; 
\u2014 como seria de se esperar, provavelmente apresentamos sintomas de 
estresse físico, principalmente do tipo que envolve inflamações, como 
eczema, úlcera etc., pois a energia frustrada é continuamente 
canalizada para dentro; a tensão pode ser atenuada através de 
periódicas explosões de raiva. 
 
 
O desafio: 
 
1. Avaliar até que ponto estamos repetindo padrões negativos de vidas 
passadas. 
2. Assumir responsabilidade pessoal pelas dificuldades que podemos encontrar 
como conseqüência de deficiência física ou acidentes; sensação de 
frustração; sentimento de Inadequação pessoal; timidez e medo de parecer 
ineficiente; auto-expressão inibida ou dificuldades sexuais; tendência a se 
tomar um fanático pelo trabalho; enfermidades associadas ao estresse e à 
ansiedade; tratamento cruel por parte dos outros; criação excessiva-mente 
rígida. 
3. Indagar a nós mesmos se atamos cumprindo nossa obrigação de usar os 
recursos físicos; perguntar ainda se nosso senso de dever (caso exista) 
depende simplesmente da vontade de ser respeitado pela sociedade. 
 
 
O cultivo da paciência e um esforço estruturado, porém moderado, para 
conquistar força física, resistência e capacidade de auto-afirmação ajudarão a atingir 
essas metas. 
 
 
Sugestão de roteiros de meditação 
Ver Apêndice II: 2(g). 
 
 
Os remédios foras do dr. Bach 
Ver Apêndice III: 2(a), 10(a), 11(a) (b), 17(a), 18(a) (h), 19(a), 20(a) (h), 21(a), 25(a) 
(i), 32(a), 33(a) (b) (j). 
 
 
Ligações de Saturno com o Princípio de Júpiter, 
com Sagitário e com a Nona Casa 
(Ver Apêndice I) 
 
Em vidas passadas 
 
Do lado positivo, assumimos responsabilidade pessoal por nossas crenças 
filosóficas ou religiosas e por nossos valores morais. Dessa forma, fizemos um esforço 
para pensar sobre o sentido da vida e chegamos a conclusões próprias, em vez de 
concordar com os dogmas apresentados pela tradição religiosa em que fomos criados. 
Do lado negativo, não fomos suficientemente responsáveis no esforço de chegar 
a uma filosofia de vida própria. Em muitos casos, ficamos na dependência da visão 
religiosa ou política dominante, sem dar a ela muita consideração, e nos perfilamos 
rigidamente com a moralidade decorrente, como meio de conquistar o respeito da 
sociedade. Nesse caso, a forma externa tomou o lugar da crença interna. Além disso, 
podemos ter tentado instilar essas mesmas atitudes nos outros, condenando sem maior 
consideração quem não obedecia à religião ou às idéias morais vigentes. 
 
Entre as vidas, tivemos a oportunidade de aprender a importância de assumir 
responsabilidade pessoal pelas nossas crenças na vida, de forma a evitar ser 
influenciado com muita facilidade pela visão religiosa/política dominante e pela moral 
e pelas convenções daí decorrentes. Acima de tudo, a lição dizia que nossa religião ou 
nossa filosofia não devem representar um mero símbolo de status através do qual seja 
possível conquistar respeito e posição na sociedade. 
 
 
O karma: 
 
1. Se, no passado, pensamos a respeito do sentido da vida, podemos nascer num 
ambiente firme do ponto de vista religioso ou moral que, mesmo sendo 
convencional, provavelmente nos proporciona uma orientação estável sobre a 
maneira de avaliar a vida. 
 
 
\u2014 A estabilidade de nossas crenças pode levar-nos a ocupar uma posição de 
responsabilidade dentro da Igreja, da lei ou da política; no mínimo, serve 
para granjear o respeito e a confiança dos outros. 
\u2014 Na medida em que resistimos à vontade de depender demasiada-mente da 
moral convencional, constatamos agora que somos capazes de satisfazer 
sozinhos nossas necessidades do ponto de vista filosófico/religioso. Dessa 
forma, temos uma moral independente e dificilmente somos assaltados 
por dúvidas e ansiedades relativas a questões morais. 
 
2. Se, no passado, não demos consideração suficiente ao propósito da vida, 
podemos passar por dificuldades para encontrar uma filosofia viável \u2014 
podemos ser agnósticos ou ateus compulsivos, apesar do anseio 
subconsciente de encontrar alguma crença à qual aderir. 
\u2014 Se, no passado, atribuímos um peso indevido aos ensinamentos religiosos 
e à moralidade vigentes, podemos nos ver agora confrontados com a 
ansiedade derivada da necessidade de viver de acordo com a doutrina 
religiosa aceita. Muitas vezes os problemas começam com urna educação 
espiritual rígida, na qual a religião é uma obrigação baseada no medo. Na 
idade adulta, toda a questão da moral pode ser causa de ansiedade 
(freqüentemente não identificada) na medida em que temos medo de 
desobedecer aos ensinamentos religiosos tradicionais que ficaram 
impressos em nosso subconsciente, não apenas no período da infância, 
mas também Em vidas passadas. Uma das reações é ficar totalmente 
"neutro" em relação à questão da fé, para evitar confrontar o senso de 
dever e a luta interna que adviria. Outra reação é envolver-se 
excessivamente com as cerimônias religiosas ritualistas, para provar a nós 
mesmos e aos outros