A Harmonia Celestial - Martin Schulman
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A Harmonia Celestial - Martin Schulman


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eles atravessaram crises, conheceram a 
dualidade e passaram por duros conflitos para poderem dar a sua contribuição ao 
mundo.
É importante aprender a usar os decanatos dessa maneira, bem
como aplicá-los a todos os planetas no mapa, a fim de poder obter uma perspectiva 
completa do cliente. No horóscopo, o potencial de desenvolvimento, de 
desdobramento e de evolução revela sempre um padrão cósmico e um propósito 
ligados ao estilo de vida da pessoa.
As Díades
A concepção da individualidade humana é bastante paradoxal. É verdade que não 
somos iguais a ninguém, mas, simultaneamente somos semelhantes a todas as outras 
pessoas. Ao olharmos para a natureza, vemos que todas as árvores, arbustos ou plantas 
exibem características singulares, mas têm muita coisa em comum. Todas possuem 
raízes, caules, galhos e folhas; todas dependem dos mesmos elementos para sobreviver, 
embora possam pertencer a espécies diferentes.
O homem possui uma tendência a categorizar as coisas de maneira competitiva: 
ele se refere a elas como sendo "melhores ou piores que" e transporta essa visão para os 
diferentes signos do zodíaco. Filosoficamente, entretanto, sabemos que somos uma 
combinação de todos os signos.
As Nades revelam isso de maneira bem mais clara do que o mapa. Os decanatos 
criam num signo três subdivisões iguais de dez graus, as díades vão além disso. Elas 
separam os trinta graus de um signo em doze partes iguais de dois graus e meio. Cada 
um desses segmentos representa um dos doze signos do zodíaco. Dessa forma, o 
potencial do zodíaco inteiro fica contido em cada um dos signos que o compõem.
Da mesma forma que os decanatos, as díades de cada signo começam com o 
mesmo regente do signo. Assim, a primeira díade, ou seja, os primeiros dois graus e 
meio de Áries, são a díade de Áries (Marte). A segunda díade é Touro. A terceira díade 
é Gêmeos, etc., percorrendo as díades os doze signos até se completarem os trinta 
graus de Áries. A primeira díade de Touro, todavia, não começa com o primeiro signo 
do zodíaco, mas com o próprio Touro. Sua segunda díade é Gêmeos, a terceira é 
Câncer, e assim por diante, até se perfazerem os trinta graus de Touro. O zodíaco de 
trezentos e sessenta graus é dividido em doze signos iguais, cada um dividido em três 
decanatos de dez graus e em doze díades de dois graus e meio. Se quisermos nos 
aprofundar na análise de qualquer grau específico do zodíaco, teremos sempre um 
regente de signo, um regente de decanato e um regente de díade para nos auxiliarem. 
Juntos, os três simbolizam a tríade completa ou acorde fundamental, cujo som 
resultante na verdade não é nenhum dos três, mas a sua fusão em um todo harmônico.
Com base no diagrama dos signos, decanatos e díades podemos aperfeiçoar a 
nossa compreensão do zodíaco. Uma pessoa que tenha o sol a doze graus de Áries 
sofrerá a influência do regente de signo de Áries (Marte), do regente de decanato de 
Leão (Sol), e do regente de díade de Leão (Sol). Assim, o acorde ou tríade que 
descreve a auto-expressão dessa pessoa é uma combinação Marte-Sol-Sol, o que a 
torna naturalmente extrovertida, poderosa, dotando-a de fortes qualidades de liderança 
e comando. Alguém como Sol a doze graus e meio de Áries, contudo, sofrerá a 
influência da díade de Virgem (regida por Mercúrio). Embora o signo solar e o regente 
do decanato permaneçam inalterados, a combinação dos três regentes adquirirá um 
caráter diferente. A resultante Marte-Sol-Mercúrio é mais ativa, mais mental e um 
pouco menos poderosa do que a combinação Marte-Sol-Sol. A partir desse exemplo, 
fica fácil perceber que mesmo indivíduos nascidos com apenas um ou dois dias de 
diferença podem ser bastante diferentes.
O sistema das Díades é bastante revelador. Um estudo do diagrama nos revelará 
que, embora as díades variem em cada ponto do zodíaco, o regente da primeira díade 
de cada decanato sempre coincide com o regente do decanato. O primeiro decanato de 
Áries é o
seu decanato ariano, e a primeira díade do decanato de Áries é a díade ariana. Se 
observarmos o segundo decanato do signo de Áries, ou seja, o decanato de Leão, 
verificaremos que a sua primeira díade é a díade de Leão. Esse padrão se manifesta de 
forma regular em todo o circulo de trezentos e sessenta graus. Isso é bastante 
significativo. Da mesma forma que o primeiro decanato de cada signo reforça o signo 
por concordar com ele, assim também a primeira díade de cada decanato reforça o 
decanato. Assim, no início de cada signo, o regente de signo, o regente de decanato e o 
regente de díade são idênticos. E, no começo de cada decanato, o regente de decanato e 
o regente de díade são idênticos. Como resultado disso, os signos são mais fortes nos 
primeiros dois graus e meio, e os decanatos são mais fortes nos primeiros dois graus e 
meio do seu ponto inicial.
As díades também revelam outra coisa fascinante. Vimos que os três ciclos de 
desenvolvimento, criação, destruição e redenção culminavam em signos da água. Por 
sua natureza, a água atua como solvente universal. Portanto, tudo o que é iniciado por 
meio do fogo, formado por meio da terra ou transmitido por meio do ar pode ser 
dissolvido por meio da água. Entretanto, existe uma diferença entre a água cardeal 
(Câncer), a água fixa (Escorpião) e a água mutável (Peixes). Em Câncer, o efeito da 
água cardeal se manifesta através do nascimento como o símbolo último da criação. Na 
verdade, todo nascimento ocorre por meio da água, na medida em que é a bolsa 
embrionária que mantém o fluxo da vida. Mesmo após o início da vida, o corpo 
humano continua sendo composto praticamente de água. Quando a água não consegue 
fluir e se torna fixa, temos a condição que denominamos morte (Escorpião), que 
completa simbolicamente a destruição humana. Em Peixes, deparamos com a água 
mutável, por meio da qual o homem aprende a aceitar as vias pelas quais o universo 
atua nele. Assim, em vez de impor-se ao seu ambiente (Câncer) ou abandoná-lo 
simbolicamente pela negação emocional (Escorpião), ele aprende a integrar-se ao meio 
ambiente através da redenção simbólica do seu ego e da aceitação do seu papel no 
plano que Deus concebeu para a humanidade.
A água é emoção, a qualidade básica pela qual o homem vive. Ele pode usar a 
emoção para criar, destruir ou redimir. Na verdade, se tudo o que ele começa com 
entusiasmo (Fogo) toma forma (Terra)
ou estimula o pensamento (Ar), é o elemento Água que por fim lhe traz a satisfação 
que provém das sensações geradas por seus atos. Os três signos da água representam 
pontos cruciais da tentativa humana de atingir a plenitude. Mas, compreendendo-se 
que a evolução dos signos ocorre a partir das características primitivas dos graus 
iniciais até alcançar formas mais sofisticadas de consciência nos graus mais elevados, 
torna-se importante observar a última díade (ou dois graus e meio) de cada um desses 
signos da água. Fazendo isso, podemos estudar o efeito pessoal do ponto culminante 
desses ciclos. Surpreendentemente, a última díade de cada um desses signos da água 
é um signo do ar. A última díade de Câncer, que completa o ciclo da criação, é 
Gêmeos. A díade final de Escorpião, que completa o ciclo da destruição, é Libra. É a 
última díade de Peixes, que completa o ciclo da redenção, é Aquário.
O Ar simboliza a compreensão e a nossa capacidade de perceber a verdadeira 
natureza do universo. É somente através da sinceridade da emoção (Câncer) e 
transcendendo os níveis psíquicos negativos (Escorpião), para atingirmos o cristalino 
fluxo da consciência (Peixes), que desenvolvemos a capacidade de compreensão e a 
consciência que os signos do ar (que colocam o homem acima das bestas) contêm.