Astrologia Egípcia - François Suzzarini
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Astrologia Egípcia - François Suzzarini


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ou situação. Não 
podemos simultaneamente perceber o real, apreciá-lo e especular sobre 
esta percepção, divagando em plena abstração. 
O tipo intuitivo imagina muitas vezes o que é a vida, o pensamento 
das pessoas com as quais convive sem ver a sua cara ou a roupa que 
vestem. 
A função intuição pode andar com a função pensamento ou com a 
função sentimento, mas nunca com a função sensação. 
O tipo intuitivo é um homem que parece estranho à realidade. O seu 
corpo só existe para o ajudar a especular e ele apoia-se sobre o que lhe 
trazem os seus sentidos para se evadir, pela imaginação, para um 
domínio rico de possibilidades mentais de todas as espécies. Ele tem 
queda, uma espécie de sexto sentido que, no domínio onde os outros não 
vêem nada, o seu espírito fascina apresentando soluções brilhantes sobre 
problemas complexos. 
É o homem das grandes especulações desde que aplicadas ao 
comércio ou à indústria; o visionário dos acontecimentos futuros, 
quando virado para a política. 
A sua memória dá em geral um contributo essencial às recordações 
espontâneas. Estas formam no subconsciente estruturas complexas, 
interligadas e que surgem sem que o seu proprietário tenha 
verdadeiramente a consciência de as ter chamado. 
 
O intuitivo extrovertido adora a mudança, a novidade. É um 
aventureiro. Descobrir, especular, pressentir, adivinhar, são as suas 
ocupações principais. Para ele a realidade é enfadonha. Por esse motivo, 
é um jogador: o gosto do risco anima-o. Tem curiosidade por tudo. As 
suas impressões guiam-no. Este tipo de homem julga as suas relações 
sobre as aparências: se a primeira impressão é boa, dá-lhe a sua 
confiança, se é má, nada o poderá fazer mudar de idéia. Engana-se 
algumas vezes nos seus pressentimentos? Não tem importância, o futuro 
virá confirmar outros pressentimentos. 
O intuitivo extrovertido é muitas vezes um criador, um inventor, um 
navegador, um diplomata, um filósofo, um explorador, etc. E 
desprendido das coisas da vida, das contingências materiais e parece 
continuamente desatento da realidade. 
A sua memória registra mal o que lhe trazem os sentidos. Poucos 
fatos precisos, poucas datas, poucos elementos da realidade vêem 
marcá-la e enriquecê-la de referências várias. O intuitivo extrovertido, 
por falta de atenção, não reconhece as feições, nem se lembra dos 
nomes. Em contrapartida, a sua memória responde a todas as 
solicitações que estabelecem uma relação entre um fato concreto e 
uma suposição possível, ou ainda, entre uma especulação definida e 
elementos reais que a suportem e expliquem. Devido aos contactos 
que mantém com o mundo exterior e visto que geralmente impelido 
para fora de si mesmo, pela curiosidade, o intuitivo extrovertido 
possui uma certa dose de razão que mantém as suas lembranças numa 
relativa realidade. Durante uma conversação nunca lhe faltam os 
argumentos, a sua memória projeta na sua consciência os elementos 
de respostas estruturadas, instintivas, que o toma temível em toda 
contenda oratória. 
 
O intuitivo introvertido, fechado ao mundo exterior, exerce as suas 
capacidades de fantasia, o seu espírito de especulação, a sua 
curiosidade devoradora, no seu mundo interior. Todas as suas 
percepções são transformadas. E um tipo original, místico - muitos 
intuitivos introvertidos são artistas fantásticos, sonhadores. E assim 
que um fato banal da realidade lhe permite uma transformação à 
medida da sua intuição criativa segundo um percurso de pensamentos 
que lhe é próprio. Deixa-se guiar pelas ressonâncias que o choque com 
a realidade provoca nele, perdendo-a assim completamente de vista e 
afastando-se dela desde que a sua imaginação entre em jogo. Não tem 
portanto nenhum sentido prático, desdenha do seu corpo, não se 
incomoda para ganhar «um tostão» e, algumas vezes, passa mesmo, 
por um iluminado. 
 Combinações possíveis 
Sensação (1) - Sentimento (2) - 
ou 
Pensamento (3) - Intuição (4) 
Sensação (1) - Pensamento (2) - Sentimento (3) - Intuição (4) 
A segunda função irracional é a sensação. O tipo sensorial dá ao 
seu corpo uma importância muito grande nos seus pensamentos. Parece 
escutar manifestações através dele. Tudo aquilo que os sentidos lhe 
comunicam é recebido com uma extrema acuidade. E sensível às cores, 
aos cheiros e percepções gustativas, tácteis, visuais e auditivas. Os seus 
pensamentos derivam das próprias percepções. O sensorial 
tem os dois pés assentes na realidade. É o S. Tomé do Evangelho: só 
acredita naquilo que pode tocar ou ver! Possui um caráter positivo, 
bem servido pelos cinco sentidos que naturalmente estão bem 
desenvolvidos. 
Possui um sentimento profundo da observação. E um folgazão, 
otimista e robusto no bom sentido, mas pouco psicólogo. Julgar os 
outros homens é trabalho de intuição, portanto, o sensorial não a 
possui. Gosta da boa mesa e é um sensual. 
 
O sensorial introvertido é mais desconfiado, menos aberto que o 
extrovertido. As repercussões das impressões recebidas graças aos 
sentidos são mais profundas, mais intensas. Será igualmente mais de-
licado, mais refinado que o extrovertido. Os seus principais defeitos 
são a meticulosidade levada ao extremo, a exigência, a indecisão. 
Nunca satisfeito \u2014 quer fazer sempre melhor e exige o mesmo dos 
outros \u2014 não sabe tomar decisões. A sua saúde parece ser o seu 
primeiro e único cuidado. O futuro assusta-o e a rotina da sua vida 
quotidiana dá-lhe equilíbrio, segurança e tranqüilidade. E igualmente 
um ansioso doloroso, um egoísta por natureza. E frequentemente 
manejado e possui uma notável consciência profissional. 
4. Estudo das cambiantes psicológicas que podem influenciar 
 o comportamento do indivíduo 
Vamos procurar cambiantes para as interpretações precedentes 
sobre o caráter do indivíduo à luz das qualidades psicológicas brutas, 
dadas pelas quadruplicidades e triplicidades do signo de nascimento. 
Tomaremos também em consideração as quadruplicidades e as 
triplicidades do signo ascendente que podem reforçar, diminuir ou 
estabelecer uma distorção psicológica com as do signo de nascimento. 
Como procederemos? 
Primeiramente, observaremos no esquema astral os elementos 
(água-terra-fogo-ar) que não podem combinar-se: 
 
O fogo é compatível com o Ar mas a terra repele o Fogo; 
A Terra é compatível com a Água mas o Ar repele a Água. 
 
Claro que não nos podemos limitar só aos elementos. Seria 
permitir que todas as pessoas do nosso conhecimento fossem separadas 
em dois grupos: aquelas que pertencem aos signos da Terra e da Água, 
de um lado, e as que pertencem aos signos do Fogo e do Ar, de outro 
lado. 
Tomaremos em conta as quadruplicidades (ou as quatro estações) 
que elas representam a fim de revermos a nossa avaliação sobre as 
compatibilidades dos elementos. 
 
Os signos cardeais simbolizam o princípio das coisas e as pessoas 
que fazem parte deles são individualidades que trabalham segundo vias 
pessoais, com o fim de atingirem interesses particulares. Possuem a 
força e o impulso nas suas ações, o que os conduz ao sucesso tanto na 
sua vida particular como profissional. 
Serão compatíveis com os signos fixos que lhes trazem o elemento 
de estabilidade que lhes falta. 
Por um lado, o signo cardeal dá idéias novas, fecundas, que devem 
ser divulgadas e desenvolvidas para atingirem sucesso. E este será o 
saldo estabilizador e concreto do signo fixo. 
Vimos que os signos cardeais são o Áries (Fogo), o Capricórnio 
(Terra), a Libra (Ar) e o Câncer (Água); que os signos fixos são o Leão 
(Fogo), o Touro (Terra), o Aquário (Ar) e o Escorpião (Água); que os 
signos mutáveis são o Sagitário (Fogo), a Virgem (Terra), os Gêmeos 
(Ar) e os Peixes (Água). 
Resta-nos passar em revista as possibilidades de acordo dos signos 
mutáveis. Em princípio, são pessoas que agem melhor quando 
permanecem num plano