Astrologia Egípcia - François Suzzarini
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Astrologia Egípcia - François Suzzarini


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de independência. Gostam da variedade, da 
mudança freqüente. Têm horror à rotina (contrariamente aos signos 
fixos que se deixam, de bom grado, absorver e guiar por ela, o que lhes 
facilita o trabalho). 
Os signos mutáveis não devem entrar em competição com os signos 
fixos que à partida já têm a vantagem de uma concentração de espírito 
excepcional. Mas se uma pessoa faz parte de um signo mutável por 
nascimento e o seu ascendente é regido por um signo fixo, a associação 
será proveitosa e multiplicará as suas hipóteses de êxito. 
Em resumo, a presença de signos da mesma natureza no esquema 
astral dum indivíduo produz profundas compreensões. Tais associações 
nada têm a ver com os elementos aos quais pertencem os signos 
zodiacais em questão. Assim, por exemplo, o signo de Fogo do Áries, 
que é cardeal, estará em acordo com o signo de Água, igual-mente 
cardeal, do Câncer; ou ainda, com o signo de Ar, cardeal da Libra; ou, 
enfim, com o signo de Terra do Capricórnio, que também é cardeal. 
Em caso de dúvida, deve-se dar sempre prioridade de acordo às 
quadruplicidades (as quatro estações) sobre os elementos (Fogo, Terra, 
Ar e Água). 
Recapitulemos as qualidades e defeitos próprios das 
quadruplicidades e das triplicidades: 
 
Signos do Fogo: vitalidade, entusiasmo excessivo, ardor na ação, 
independência, irascibilidade, susceptibilidade, gosto pelo comando. 
Signos da Terra: sentido do concreto, mesmo do material, as 
questões espirituais interessam-lhe pouco. Sentido da economia, da 
prudência, perseverança, egoísmo e um fundo de inquietude e 
melancolia latente. 
Signos do Ar: vivacidade, inteligência mais rápida do que profunda, 
gosto pelo estudo, pela facilidade, pelas discussões onde estejam em 
jogo vários argumentos (sentido de réplica), subtileza para persuadir 
mais do que para convencer. 
Signos da Água: imaginação viva, curiosidade. Uma certa tendência 
para aceitar o seu destino (consciência entorpecida). Uma certa falta de 
realismo. Predominância das sensações sobre a lógica (função 
pensamento, geralmente deficiente). 
 
Signos cardeais: necessidade de movimento. Ação, atividade para 
um fim mais ou menos útil. Sentido de iniciativa. Ambição, impaciência 
de natureza, exceto para o Capricórnio que é paciente e tenaz. Erros por 
precipitação. Falta de reflexão. 
Signos fixos: estabilidade, tenacidade, firmeza, vontade. Bons 
sentimentos. Falta de adaptação. Lentidão de reflexão. Tendência para 
idéias fixas ou obsessão. Não muda facilmente de opinião (nunca na 
ocasião). 
Signos mutáveis: grande poder de adaptação. Flexibilidade. 
Inteligência viva. Superficialidade. Sentido de humor. Indecisão. 
Tendência a deixar-se comandar (só aparentemente). 
5. Estudo do perfil psicológico do indivíduo, tal como ele se vê 
6. Estudo definindo o retrato psicológico que o indivíduo 
oferece aos olhos dos outros 
Se o leitor refletir sobre o seu próprio caso, apercebe-se que se julga 
de modo diferente do que o julgam aqueles que o conhecem, mesmo os 
mais íntimos. 
Citemos um exemplo. Se o leitor é do signo do Escorpião, com 
ascendente Escorpião, está persuadido de que é amável, indulgente e 
compreensivo para os outros. Pensa certamente que é um bom 
psicólogo e capaz, à primeira vista, de definir os pontos fracos do seu 
interlocutor. Julga-se talvez intransigente em princípios mas não ao 
ponto de ser maníaco. Está convencido que gosta de viver, uma certa 
vivacidade de espírito e de gestos, embora reconheça não ter a 
compreensão suficientemente rápida para captar o «picante» duma 
anedota. Está persuadido de possuir uma franqueza natural. 
Esta será a sua opinião. Exprime certas cambiantes psicológicas 
que integram o seu caráter e que só o próprio é capaz de as definir no 
seu comportamento pessoal. 
Quem é o leitor realmente? Decerto que o seu julgamento é bom, 
mas a maioria das qualidades que sabe possuir não passam de dentro 
para fora e não chegam ao entendimento dos outros. Porquê? Porque. 
como toda a gente, o leitor deseja apresentar um certo número de 
aspectos e este desejo profundo mascara-o aos olhos dos outros. Essa 
máscara é feita de qualidades reais, que existem realmente em si, mas 
também de qualidades que gostaria de ter e que, inconscientemente, 
projeta para o mundo exterior, o que falseia a visão que os outros 
podem ter de si. Por outro lado, o próximo não vê em si senão aquilo 
que realmente quer ver, quer dizer, ele próprio. Atribui-lhe qualidades 
e defeitos que crê existirem em si porque o seu comportamento assim o 
sugere, e além disso, ele já tem tendência para rejeitar nele, criando um 
campo propício. 
No exemplo dado acima, os outros certamente julgá-lo-ão triste, 
pouco acomodatício, com falta de calor humano e capaz, com uma 
palavra, uma frase, de tocar no ponto fraco do interlocutor. Negarão a 
sua qualidade de psicólogo. De qualquer modo, julgá-lo-ão pouco 
capaz de compreensão com os outros. Notarão ainda a sua lentidão de 
espírito e de movimentos. Reconhecerão eles a sua franqueza da qual 
tanto se orgulha? Nem isso; eles julgarão a sua franqueza como vinda 
da sua boa-fé, mas para eles o leitor confunde a verdade com o fato de 
dizer o que pensa. 
Com freqüência, a concordância não se verifica e sofre por causa 
disso, considerando-se incompreendido. 
No esquema astral iremos avaliar o ser e o parecer à luz das 
quadruplicidades. O retrato psicológico do «ser» será definido pelas 
características das quadruplicidades do signo de nascimento, enquanto 
que o retrato psicológico do «parecer» será traçado pelas características 
das quadruplicidades do signo ascendente. 
 
CAPÍTULO XI 
 
COMO TRAÇAR O ESQUEMA ASTRAL DE TOTH? 
O esquema astral de Toth permite traçar o retrato psicológico de 
qualquer indivíduo. Para estabelecer as suas grandes linhas basta 
conhecer a data de nascimento do sujeito, a hora e o local. 
A partir destes dados básicos, conjunto bem simples, vamos 
estabelecer sete estudos psicológicos separados, que interpretaremos em 
seguida, segundo uma interligação entre os dados, seguindo uma ordem 
de progressão lógica que será sempre a mesma. 
Mas, para começar, devemos desenhar os contornos. 
Contornos do esquema astral de Toth 
A. Local do subconsciente, a sua riqueza psíquica. 
 
B. O cérebro humano com os seus dois hemisférios esquerdo e 
direito. 
 
C-D-E. As principais faculdades dinâmicas colocadas ao serviço das 
riquezas psíquicas do cérebro. 
 
F. Imagem psicológica do sujeito, tal como os outros a vêem. 
 
G. Imagem psicológica do sujeito, tal como a sente bem no fundo 
de si. 
Eis o esquema, depois de devidamente situado: 
 
As procuras a efetuar 
 
Agora vamos aplicar em cada uma das sete partes que compõem o 
esquema astral básico dados precisos que nos permitam efetuar as 
procuras necessárias, tendo em vista delimitar os estudos psicológicos 
sobre o sujeito em causa. 
 
Antes de irmos mais adiante no traçado do esquema astral de Toth, 
devemos efetuar um certo número de procuras indispensáveis. Quais 
são? 
 
A. Estudo sobre a riqueza do subconsciente: procuraremos a data 
da concepção do indivíduo. Uma vez encontrada, temos que 
determinar: 
 
1 - o planeta que rege o signo que cobre este dia; 
2 - o planeta que rege o decanato onde está incluído este dia; 
3 - o planeta que rege a fração do decanato onde se situa o dia. 
 
Conhecendo a data de nascimento do indivíduo, será fácil encontrar 
aproximadamente a sua data de concepção, ou sejam, nove meses 
antes. Agiremos como os médicos quando a mulher grávida os vai 
consultar pela primeira vez. Eles situam a data da concepção em 
função das últimas regras e essa data tem uma aproximação de dez 
dias. O mesmo acontece se considerarmos a data da concepção nove 
meses antes do dia do nascimento efetivo. A aproximação