Astrologia Egípcia - François Suzzarini
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Astrologia Egípcia - François Suzzarini


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(«o grande deus»). Depois, os 
Egípcios reconheceram no faraó o filho de Ré, o deus-Sol. 
A grande importância dada à religião solar fez aparecer importantes 
templos: Aton-Rê, em Heliópolis, Ptah, em Mênfis («os muros 
brancos»), Thot, em Hermópolis (veremos como foi importante para a 
astrologia o hermetismo do mito de Thot), Osíris deus da vegetação, que 
se tomou o deus dos mortos. Foi a instituição dos sacrifícios, da crença 
num julgamento após a morte e numa segunda vida. 
De 1377 a 1358 a. C., Amenofis IV, «o rei herético», desposou 
Nefertiti e introduziu no Egito o culto de Aton, o disco solar; o 
monoteísmo solar chegou a tal ponto que a capital se deslocou para 
Akhet-Aton («luz de Aton») e o faraó Amenofis tomou o nome de 
Akhenaton. 
As vagas de invasões que se sucederam entre 2000 e 1100 a. C. 
deram à cultura indo-européia uma nova cor. Existia na Grécia, a partir 
de 1600, além de uma religião aristocrática da qual Homero fazia 
naturalmente eco, uma religião popular que venerava deuses locais 
personificando forças naturais, corpos celestes (Sol, Lua) e conceitos 
abstratos (luta, esperança, etc.), para finalmente resultar em novas 
concepções religiosas emitidas pelas escolas órficas e pitagóricas: as 
noções de sanções no além. Os Mistérios de Eleusis davam aos 
iniciados a garantia de sobrevivência depois da morte. 
A época helenística foi caracterizada por um sincretismo religioso 
que era proveniente, em grande parte, da influência do Oriente depois 
das conquistas de Alexandre. O povo manifestava então dúvidas sobre a 
existência das divindades do Olimpo e dos deuses locais. 
Evidentemente, a par dos cultos antigos, como os de Demeter ou Ceres 
(a Terra-Mãe) e de Dionísio, apareceram novos cultos misteriosos como 
o de Isis, de Baal e de Cibele, que podem ser considerados como novas 
encarnações de deuses antigos e já conhecidos. No Egito, esta época 
muito longa viu a criação artificial do culto de Serápis, que era a 
combinação de Osíris e de Ápis. Serápis tornou-se o deus milagreiro e o 
deus do Estado egípcio. 
Que teoria astrológica propomos atualmente nesta obra? 
 
A partir de bases egípcias, ricas em símbolos e em verdades 
primárias, veremos tudo o que a ciência moderna utiliza de novas 
noções susceptíveis de fazer progredir os conhecimentos astrológicos. 
Por isso nos interessaremos pelos 46 cromossomos do homem e 
pelos genes que eles encerram. de modo a podermos compreender o 
mecanismo do nosso código genético, sensivelmente idêntico àquele 
que rege os outros elementos do universo. 
Debruçar-nos-emos sobre os problemas da matéria e da 
antimatéria que os astrofísicos revelam pouco a pouco. 
Desenvolveremos algumas teorias novas, nomeadamente a dos «dois 
mundos», com tudo o que nos possa trazer de benefícios, 
comunicação espiritual entre nós e o nosso «anti-nós», através da face 
interior que os isola materialmente e que é essencial para que eles se 
não aniquilem numa prodigiosa energia luminosa. 
Além disso, esclareceremos o tema do consulente, tendo em conta 
os períodos essenciais, espaços-tempos limitados, onde o seu cérebro 
se constituiu de uma maneira irreversível, quer dizer entre o 18° e o 
25° dia após a concepção. 
Levaremos em conta, igualmente, as diferenças que existem entre 
a utilização do hemisfério esquerdo e a do hemisfério direito do 
cérebro. Interessar-nos-emos pela metade direita, dita «dos sonhos» e 
que parece ser a fonte de riqueza do nosso inconsciente. 
Enfim, separaremos o «parecer» que serve de máscara ao 
indivíduo e que dá aos outros a imagem que têm dele, do «ser» que ele 
é, intrinsecamente, com o seu inconsciente rico de símbolos 
astrológicos e que ele sente profundamente sem conseguir fazê-lo 
passar plenamente para fora de si próprio, para o outro que o observa e 
não o vê tal como o sente. 
Porquê dez planetas? 
Para o astrólogo, os planetas são, evidentemente, corpos celestes 
que fazem parte do sistema solar e cujas influências nos tocam de 
perto, mas também cada planeta apresenta para os humanos um fator 
dinâmico devido ao movimento contínuo e cíclico que o anima, em 
oposição aos signos zodiacais que representam um fator estático. 
De qualquer modo, cada planeta é uma fonte de referências, de 
informações sobre o indivíduo a todos os níveis, conscientes ou 
inconscientes, sobre o seu instinto, a pulsão que o anima, o seu 
psiquismo, os seus sentimentos e as suas emoções. 
Conservaremos todos os valores destes dados astrológicos mas 
servir-nos-emos deles unicamente como referências para as 
informações armazenadas no nosso código genético. Cada um destes 
valores que diz respeito à influência que poderá ter um planeta sobre o 
indivíduo é, na realidade, depois da sua concepção, conhecido e 
armazenado 
 
 
 
 
 
 
do pelo seu código genético. Estes dados abstratos, programados em todo 
o ser humano, graças às combinações das bases azotadas, ser-vem 
parcialmente para formar o seu futuro intelectual, emocional e psíquico. 
O astrólogo classifica os planetas em função dos quatro elementos: a 
água = umidade; o fogo = calor; a terra = secura; o ar = frio. 
Planetas quentes 
Júpiter 
Urano 
 
Sol 
 
 
Marte 
 
Vênus 
Planetas 
Saturno 
Netuno 
 
Lua 
 
 
Mercúrio 
Planetas secos 
Mercúrio 
Marte 
Sol 
 
Saturno 
Urano 
 
Em seguida, o astrólogo reagrupa-os em: 
Planetas de fogo 
Sol Marte 
 
Planetas de terra 
 
Saturno 
 
Mercúrio 
 
 
 
 
 
 
Planetas de ar 
 
Vênus 
 
Júpiter 
Planetas de água 
 
Lua 
 
Netuno 
Urano e Plutão, descobertos mais recentemente, são ainda objeto de 
estudo e podem relacionar-se com o fogo e o ar, no caso de Urano e com 
o fogo e a água, no caso de Plutão. 
Depois, os planetas são também classificados em: 
Planetas masculinos 
Júpiter 
Urano 
 
Sol 
 
 
Marte 
Planetas femininos 
 
Lua 
 
Netuno 
 
Vênus 
Planetas neutros ou convertíveis 
 
Mercúrio Plutão 
 
 
Saturno 
Não temos em vista atribuir-lhes características sexuais, mas sim 
identificar-lhes a atividade, a passividade ou ainda a tensão e a calma, e 
para os planetas neutros, a harmonia entre os dois estados. 
 
 
 
 
 
 
Notemos ainda: 
Planetas instintivos ou impulsivos 
Marte 
Júpiter 
 
 
Lua Netuno 
Plutão 
Planetas inibitivos ou de reserva 
Sol Urano 
 
 
Saturno 
Os planetas podem igualmente contrariar-se entre si. 
 
com Lua Marte Sol com Saturno 
 
 
 
com Mercúrio com Saturno Vênus 
 
Júpiter 
 
 
Outros, pelo contrário, são complementares: 
Sol com Vênus Marte 
 
com Lua 
 
 
 
Urano 
 
com Netuno com Saturno Júpiter 
 
 
Empiricamente, os astrólogos aperceberam-se que os planetas que se 
encontravam no seu signo zodiacal de afinidade possuíam uma influência 
maior sobre ele. Nesse caso, o planeta está: 
No domicílio do signo (símbolo: domicílio = x ). 
Em compensação, quando o planeta se situa num signo oposto, de 
natureza diferente, a sua influência diminui e encontra-se nitidamente 
obstruída. Diz-se que o planeta está: 
No exílio (símbolo: exílio = 
 
 
Para além destes dois casos, existem outros signos onde os plane-tas 
manifestam toda a sua influência, ainda que não seja o seu signo de 
domicílio. Diz-se então que os planetas estão: 
Em exaltação (símbolo: exaltação = 
O oposto ao signo de exaltação será: 
O signo de queda (símbolo: queda = 
Também aí a influência do planeta será obstruída ou dissonante. 
Desenhamos um quadro que reagrupa todos estes dados, chamado 
Planetoscópio. 
O Planetoscópio 
 
 
 
 
 
 
 
Porque os doze signos do zodíaco? 
Eis os doze signos do zodíaco